Um maior número de pessoas vivendo em comunidade proporciona um maior número de mentes produtivas e inventivas que podem ser usadas para buscar soluções para problemas essenciais, como o que fazer para produzir mais alimento em uma quantidade menor de terra.

Artigo do Instituto de Pesquisa de População – PRI

Construções na China Como a pobreza é definida (para os propósitos deste vídeo)

Para os propósitos deste vídeo, nós usaremos a definição de pobreza feita pelo Banco Mundial. O Banco Mundial define pobreza como:

“… privação acentuada de bem-estar em diversos aspectos. Inclui baixos rendimentos e a incapacidade de adquirir os bens e serviços básicos necessários para se sobreviver com dignidade. Pobreza também engloba baixos níveis de saúde e educação, acesso difícil a água potável e saneamento, segurança física inadequada, ausência de voz na sociedade e capacidade e oportunidade insuficientes para alguém poder melhorar a sua própria vida.”

 

Nós gostamos desta definição porque ela reconhece a verdadeira natureza da pobreza – de que a pobreza não é apenas um estado em que se tem menos dinheiro ou posses do que os outros à sua volta. Embora estes detalhes sejam uma parte integral da pobreza, a verdadeira pobreza é a ausência de dignidade e de qualidade de vida que resulta desta falta de dinheiro ou de posses.

Em outras palavras, os seres humanos necessitam mais do que a sobrevivência simples para fazer que suas vidas sejam dignas de serem vividas. É por isso que falar de pobreza em termos de estatísticas pode ser enganoso algumas vezes, como nós veremos abaixo.


Se a superpopulação não causa a pobreza, o que é que a causa?

Em relação à pobreza, deve-se lembrar que ela não é uma doença como sarampo nem uma condição como uma perna quebrada. Pobreza é o estado de não ter o que precisamos. É um estado terrível no qual alguém pode se encontrar, com certeza, mas é o estado que todos podem reverter quando as estruturas que o sustentam são removidas. Pobreza é como a escuridão: não é uma coisa. É a falta de uma coisa.

Essencialmente, a única maneira pela qual a pobreza pode ser derrotada em qualquer lugar é estabelecendo-se infra-estruturas humanas. Portanto, quando a pobreza de fato existe, é quando estas infra-estruturas ou 1) não existem, como em nações subdesenvolvidas, ou 2) estão com defeito ou têm falhas. Essencialmente, consertar a pobreza trata-se de consertar a infra-estrutura defeituosa, não de eliminar pessoas.

Isto fica óbvio à luz do fato de que as mais pobres das nações no mundo estão frequentemente entre as menos populosas. Como o Congo, por exemplo, o qual é um dos países mais pobres do mundo, com uma magra renda per capita de 300 dólares. A densidade populacional do Congo é de 75 pessoas por milha quadrada, uma densidade populacional bastante baixa. Compare isso com a Holanda, um dos países mais ricos do mundo, que tem uma renda per capita de 39.200 dólares. A Holanda tem uma densidade populacional de 1.039 pessoas por milha quadrada (estes números foram tirados do Livro de Fatos Mundiais da CIA).


Vocês alegam que, quando as pessoas se mudam para áreas mais habitadas, na verdade, elas têm mais probabilidade de escapar da pobreza. Vocês podem provar isso?

Em 2008, o Banco Mundial publicou um relatório chamado “Pobreza Urbana: Uma Visão Global”, o qual discutia os efeitos da urbanização (o processo em que mais e mais pessoas se mudam para áreas mais habitadas ou urbanizadas). De acordo com o Banco Mundial, as pessoas que mudaram para áreas mais habitadas não tinham apenas mais chance de escapar da pobreza, como também tinha mais chance de se dar bem com o tempo porque “a urbanização contribui com o crescimento econômico sustentável, o qual é crítico para a redução da pobreza.”

“No geral, o processo de urbanização tem representado um importante papel na redução da pobreza ao oferecer novas oportunidades para migrantes e através de um impacto secundário naqueles que permanecem nas áreas rurais… a economia urbana fornece oportunidades para muitos e é a base para o crescimento e para a criação de empregos.” – continua o relatório do Banco Mundial.

É claro que pobreza em áreas muito habitadas ainda existe (o que é a principal questão abordada por este relatório). Mas o fato é que ela continua a existir apesar de, e não por causa da população humana.


O que leva os seres humanos à pobreza?

Como a maioria das coisas, a resposta para a pobreza não é uma coisa simples. No entanto, nós podemos dizer com certeza que todo método para reduzir a pobreza necessita de um ingrediente indispensável: a comunidade.

Basicamente, para que os seres humanos escapem da pobreza, eles precisam de outros seres humanos. Seres humanos solitários são incapazes de resolver alguns dos mais básicos problemas que precisam ser resolvidos para que suas vidas melhorem. Com a comunidade, há uma combinação de mentes e uma multiplicação de trabalho que permite que seres humanos resolvam problemas e realizem tarefas mais difíceis e complicadas. Quanto maior a comunidade, mais efetiva e criativamente essa divisão de trabalho tem possibilidade de ocorrer.

De acordo com o renomado economista Julian Simon, a multiplicação de humanos tem levado diretamente ao avanço de nossa espécie:

“É um simples fato que a fonte de avanços e produtividade está na mente humana, e a mente humana é raramente encontrada fora do corpo humano. E pelo fato de avanços – sua invenção e adaptação – virem das pessoas, parece razoável admitir que a quantidade de avanços dependa do número de pessoas disponíveis para usar as suas mentes”

— Julian Simon, The Ultimate Resource

É óbvio que isto não significa que o simples crescimento populacional leve a avanços humanos. Há lugares demais com grandes populações que permanecem pobres. A questão é, a qualquer hora que seres humanos obtêm a oportunidade de trabalharem juntos e melhorarem as suas condições, o percentual de pessoas pobres tem a tendência de cair significativamente.


Vocês alegam que, conforme a população cresce, o percentual de pobres diminui. Vocês podem provar isso?

De acordo com os demógrafos Joyce Burnette e Joel Mokyr, à medida que os números da humanidade cresceram, nosso padrão de vida médio também aumentou. Estes cientistas escreveram um artigo intitulado “O Padrão de Vida Através das Eras”, que pode ser encontrado no livro “O Estado da Humanidade”. Neste livro, eles salientam que cada uma das estatísticas que nós temos a respeito deste assunto aponta para uma simples verdade: de que à medida que a população cresceu com o passar do tempo, a pessoa comum foi se dando melhor na vida.

Eles mensuraram isto de quase todas as maneiras imagináveis. Burnette e Mokyr têm gráficos mostrando a elevação da renda per capita. Eles têm gráficos mostrando a média de expectativa de vida, a altura média, o consumo calórico, o consumo de açúcar, o consumo de algodão e até mesmo o consumo de cerveja! Cada uma destas médias tem aumentado constantemente com o passar do tempo à medida que a população cresce.

Isto contradiz diretamente os alarmistas da superpopulação, os quais defendem que conforme a população aumenta, a pobreza se torna mais severa. Eles alegam que isto é uma simples questão de bom senso. Mesmo sendo tão contra-intuitivo quanto parece, a ciência de fato mostra o oposto. À medida que a população cresce, a produtividade e a inovação crescem, o que significa que mais e mais pessoas têm acesso aos bens e serviços dos quais elas precisam.


Talvez o controle de população não seja a resposta para acabar com a pobreza. Mas ele prejudica ativamente os pobres?

A resposta mais curta é “sim”. A resposta mais elaborada é “demais, sim, demais”. Os programas de controle populacional não apenas ignoram a questão principal em relação à pobreza… eles nos distraem dele. A pobreza pode ser reduzida através de um número diferente de programas. Mas quando o foco é reduzir a população, tempo, energia e recursos valiosos são gastos resolvendo um “problema” que não existe, ao invés de resolver os verdadeiros problemas à nossa frente.

Programas de “planejamento familiar” não entendem a questão, especialmente em lugares como a África – onde as pessoas precisam de ajuda legítima e concreta. As pessoas que estão passando fome, frio e que estão ao relento precisam de comida, água e abrigo – não de controle populacional.

 

Fonte: http://www.brasilindomavel.com.br

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Criador do Site Verdade Mundial, fotógrafo por amor e profissão. Um inquieto da sociedade! Acredito que podemos mudar o pensamento das massas com a informação. Temos as ferramentas e a vontade de ver um Mundo melhor e livre. Estamos nessa luta há dez anos e em frente!