Crianças Cristais: Educação com rastro de Dualidade

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No espaço escolar, encontramos inúmeros elementos que nos levam a pensar a educação como fator essencial para uma evolução da vida em todos os sentidos e dimensões.

O ideal seria olhar para as crianças e sentir em todas elas o despertar de uma vida digna e amorosa, chamadas Cristais. Sua abertura interdimensional resgata o espiritual como fonte de amor e inteligência, o qual, se expressa em todos os níveis do saber, reverbera nas pessoas e nos ambientes, sua sabedoria e entendimento nos remete a pensar em transformação.

Nessa perspectiva, deveríamos ter a escola dos sonhos, onde o amor faz conexão com a vida e tudo é perfeito, mas a realidade é outra. Ainda encontramos muito presente no espaço escolar, duas forças opostas: o bem e o mal, que se interligam e criam confusão.

Como educadores, em meio a tantos conflitos, nos apresentamos como mediadores; ressignificamos situações e atitudes agressivas; consolidamos o bem; harmonizamos o ambiente em sala de aula; falamos a linguagem do amor como a única forma de vida; enfatizamos que a escola é lugar de ensino e de aprendizagem.

Além disso, ao buscarmos na literatura uma história ou um conto, muitas vezes, nos deparamos com a força da dualidade. E, ao contarmos a história, percebemos que umas carinhas puras e inocentes respiram aliviadas com seu final feliz, enquanto outras, entusiasmadas e vibrantes pelas maldades e violência dos personagens, começam a encenar a sua fúria e brutalidade.

As crianças Índigos, muitas delas já adolescentes e adultas, retomaram a literatura deixada pelos nossos ancestrais sobre mitologia e lendas, onde aparece claramente a dualidade em forma do bem e do mal. Nessa linha de pensamento integro as palavras de Fernández (2001 p.57): “Os mitos são representações que se constroem a nível inconsciente. São construções grupais, representações que os grupos humanos constroem para dar conta do desconhecido, do não conhecido tentando explicar o inexplicável.”

Cabe ressaltar que essas crenças construídas mentalmente pelos homens, criaram deuses com características de animais, nos deixaram uma herança, desde os primórdios da civilização, de medo, sofrimento, miséria e violência na tentativa de suprir a carência de conhecimento e de sabedoria.

A mesma autora, (p.55) reporta-se ao mito da árvore da sabedoria da seguinte forma: “(…)Sem dúvida, enquanto professores(as), seguiremos anunciando que o conhecimento e a sabedoria, que podem ser mastigados, esmiuçados, aprendidos, abrem os olhos e nos permitem construir a liberdade”. Assim, podemos considerar que as lendas e os mitos retornaram para serem repensados e não para serem restabelecidos como verdades.

Portanto, se humanidade ainda se encontra doente em sua forma física, cognitiva, emocional e espiritual, com líderes religiosos e políticos tentando matar seus irmãos, resta-nos banir da mente o poder do mal e reconstruirmos a realidade pelo viés da educação transpassada pela verdade e permeada pelo poder do amor.

Por Teresinha Zanella Ribeiro – Professora

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