Refrigerante é uma bebida não alcoólica, carbonatada e com alto poder refrescante encontrada em diversos sabores. Por isso, é uma das bebidas mais consumidas no mundo, o que traz dados preocupantes, uma vez que a composição química dos refrigerantes não é nada saudável e pode acarretar inúmeros problemas no organismo.

A química dos refrigerantes:

Quimicamente, são dois os principais fatores que justificam o consumo excessivo e a “necessidade” cada vez maior de tomar um gole de refrigerante. O primeiro é a grande quantidade de açúcar contida no refrigerante. Nosso paladar, geralmente, não rejeita doses escandalosas de açúcar, pelo contrário, ele libera diversas substâncias, como por exemplo, a dopamina, estimulando os centros de prazer e bem-estar do corpo, quando ingerimos açucares. Se não fosse apenas isso, tem também o dióxido de carbono (CO2). A ação refrescante dos refrigerantes está associada à solubilidade dos gases em líquidos, que diminui com o aumento da temperatura. Como o refrigerante é tomado gelado, sua temperatura aumenta do trajeto que vai da boca ao estômago. O aumento da temperatura e o meio ácido estomacal favorecem a eliminação do CO2, e a sensação de frescor resulta da expansão desse gás, que é um processo endotérmico. Por isso a sensação de frescor e saciedade ao ingerir a bebida.

Composição dos Refrigerantes:

Pois bem, para entendermos os efeitos mais nocivos do refrigerante é preciso conhecer sua composição:

  • Água: Constitui cerca de 88% (em massa) do produto final. Ela precisa preencher certos requisitos para ser empregada na manufatura de refrigerante.
  • Baixa alcalinidade: Carbonatos e bicarbonatos interagem com ácidos orgânicos, como ascórbico e cítrico, presentes na formulação, alterando o sabor do refrigerante, pois reduzem sua acidez e provocam perda de aroma;
  • Sulfatos e cloretos: Auxiliam na definição do sabor, porém o excesso é prejudicial, pois o gosto ficará demasiado acentuado;
  • Cloro e fenóis: O cloro dá um sabor característico de remédio e provoca reações de oxidação e despigmentação, alterando a cor original do refrigerante. Os fenóis transferem seu sabor típico, principalmente quando combinado com o cloro (clorofenóis);
  • Metais: Ferro, cobre e manganês aceleram reações de oxidação, degradando o refrigerante;
  • Padrões microbiológicos: É necessário um plano de higienização e controle criterioso na unidade industrial, que garantam à água todas as características desejadas: límpida, inodora e livre de micro-organismos.
  • Açúcar: É o segundo ingrediente em quantidade (cerca de 11% m/m). Ele confere o sabor adocicado, “encorpa” o produto, juntamente com o acidulante, fixa e realça o paladar e fornece energia. A sacarose (dissacarídeo de fórmula C12H22O11 – glicose + frutose) é o açúcar comumente usado (açúcar cristal).
  • Concentrados: Conferem o sabor característico à bebida. São compostos por extratos, óleos essenciais e destilados de frutas e vegetais. Sabor é a experiência mista de sensações olfativas, gustativas e táteis percebidas durante a degustação.
  • Acidulante: Regula a doçura do açúcar, realça o paladar e baixa o pH da bebida, inibindo a proliferação de micro-organismos. Todos os refrigerantes possuem pH ácido (2,7 a 3,5 de acordo com a bebida). Na escolha do acidulante, o fator mais importante é a capacidade de realçar o sabor em questão.

Os principais vilões do “refri” são os açucares e o ácido fosfórico (acidulante). A quantidade de açúcar é tão alta que uma quantidade de 355 mL (uma latinha) apresenta o equivalente a 10 colheres de sopa de açúcar. Ao ingerirmos o refrigerante só não vomitamos porque o acidulante regula e corta a doçura. Mas os efeitos de tanto açúcar no sangue logo aparecem: o nível de açúcar no sangue eleva, forçando uma liberação enorme de insulina. Por consequência, o fígado transforma todo o açúcar recebido em gordura (isso é mal). O ácido fosfórico tem a capacidade de “roubar” cálcio, magnésio e zinco, expulsando todos esses eletrólitos por meio da urina. Lembrando que o refrigerante apresenta cafeína, com propriedades diuréticas, que fará com que você vá ao banheiro frequentemente, eliminando um monte de coisa que fará falta para seu organismo, como o cálcio, cuja carência causa osteoporose.

Então, a partir de agora vale a pena pensar em outras alternativas para nos refrescar, não é mesmo? Uma limonada bem gelada ou um suco de laranja podem fazer muito mais sucesso em nossos lanches e refeições…

Fontes e Bibliografia:

http://cienciasetecnologia.com

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