Um dos mistérios mais importantes da vida é qual o processo que a faz acontecer e continuar. A resposta ja existe: energia. Toda vida precisa de energia para acontecer e mais energia para continuar existindo. Por isso, uma das áreas mais interessantes da pesquisa científica é justamente a que estuda os processos que geram energia para um corpo vivo. No ser humano, por exemplo, a fonte mais óbvia (para o senso comum é a única) é o alimento, água e comida. Uma descoberta recente abriu um novo horizonte sobre esse tema.

Quando se estuda a vida na superfície da Terra, nos deparamos com uma variedade imensa de seres que imaginávamos não poderem existir. Bactérias que vivem nas profundezas oceânicas, que aguentam altas pressões e utilizam enxofre como fonte de energia, peixes com cabeças fluorescentes com feições demoníacas que habitam a região abissal, região inóspita, sem nenhuma luz que até pouco tempo atrás se supunha ser uma região abiótica. Enfim, lugares que o ser humano nunca irá conceber sua própria existência.

Agora pense em um lugar inabitável, cercado por uma espécie de cortina transparente criada pelo próprio ser humano que recebe o nome de “Buraco Negro”. Um lugar desses não pode suportar a vida como a conhecemos. Se você pensou em Chernobil, acertou. Chernobil, na Ucrânia, foi um dos maiores acidentes radioativos registrado da História. Em 1986, a usina nuclear entrou em colapso liberando 200.000 vezes a radiação liberada pelas bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki juntas. 135.000 pessoas tiveram que ser evacuadas e outras milhares morreram ou convivem com o efeito colateral da exposição à radiação, transmitindo-a para as próximas gerações.

Os níveis altos de radiação não permitem a aproximação de pessoas na usina e quem vai pode ficar muito pouco tempo, mesmo com roupas especiais contra radiação. Dessa maneira, assim como fazem na exploração espacial, foi enviado um robô para recolher amostra de materiais para estudos de radiação. A surpresa foi quando encontraram, nas ruínas dos reatores, amostras de fungos crescendo. Esses fungos possuem uma substância também encontrada em nós seres humanos: melanina (nos humanos é responsável pela cor da pele).

Pesquisadores da Albert Einstein College of Medicine, em Nova Iorque, começaram a estudar o processo. Eles descobriram que a melanina desses fungos está funcionando como se fosse a clorofila das plantas. A clorofila é a responsável em converter a luz solar em energia química para as plantas se desenvolverem, no caso do fungo de Chernobil, a melanina faria o mesmo papel, transformando a radiação em energia. Até essa descoberta, a melanina encontrada em fungos era um mistério para os cientistas.

4463Outro fato surpreendente, é que a melanina encontrada nesses fungos não difere quimicamente da melanina encontrada em nossa pele, o que levou o cientista da pesquisa, Casadevall, especular que este misterioso componente encontrada na pele humana possa prover energia para as células epiteliais (da pele), possivelmente em um processo semelhante ao do fungo russo.

Essa descoberta nos leva a refletir sobre as possíveis fontes de energia usadas pelo corpo humano para sobrevivência. O senso comum crê que apenas a comida faz esse papel, mas o processo metabólico do fungo de Chernobil revela que há outras formas possíveis de um corpo processar energia para seu desenvolvimento. Faz pensar, por exemplo, o polêmico caso das pessoas que afirmam serem capazes de viver de luz, sem se alimentarem, como os Iluminados Indianos que vivem de Prana. Embora não haja nenhuma pesquisa séria a respeito e essa prática esteja coberta de mistério (e descrença), o caso do fungo de Chernobil fornece dados que abrem a possibilidade de comprovação desse modo inusitado de viver.

Vídeo incrível de uma viagem feita a Chernobil em março deste ano: Chernobyl Tour 2013:

Fonte: http://semema.com

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