Vives em um teatro. Estás atuando tua própria obra. Mas, o fazes sem estar consciente.

E quando estás com teus amigos eles te forçam a que atues de acordo com suas obras, eles te designam um papel. Para eles tu podes ser aquele que os diverte, aquele que os repreende, o mais atrevido ou o mais cauteloso. Estás em suas obras representando um papel que eles te fixaram… e tu o aceitaste.

Porém, logo a vida te coloca em tua família. E aí representas outro roteiro. Um diferente. Mas, é um roteiro que cada um deles considera teu. Eles te o designaram. Talvez sejas um salvador, ou talvez o que provê o sustento; talvez o que chama a acordar ou o que castiga. Qualquer que seja o roteiro que represente… tu o aceitaste. Tu vens o representando faz anos.

E talvez não desejas fazê-lo mais.

Porém não sabes como mudá-lo. Porque tu crês que és a personagem, e uma personagem não tem poder na obra, a personagem atua de acordo com o livreto que o escritor decidiu.

Quando te sentes personagem em uma obra alheia és tão somente um títere sem decisão, condenado a seguir um livreto alheio.

Mas, quando tomas consciência de que somente tu decides em que obra atuar, quando retomas o controle de tua vida, começas a escrever tua própria obra e decides em quais outras obras atuar.

É quando chegam os rompimentos: de relações, de promessas sem sentido, de compromissos escravizantes, rompimentos com o passado.

É provável que acabes muito machucado, é provável que o coração te doa muito… porém, muito no fundo… começas a saborear o doce sentimento da liberdade.

Por anos sentiste que era importante que todos pensassem que tu eras uma pessoa agradável ou valiosa, que pensassem que eras inteligente e trabalhadora, alguém responsável, digno de confiança. Isso te levou a esforçar-te além da conta… Talvez o conseguiste, conseguinte uma posição respeitável para todos, ou talvez, todavia, o segues tentando.

Mas, hoje te digo… tu já eras importante. E não necessitas que alguém mais te o diga.

Não necessitas atuar de acordo com as obras que os demais te impõem só para conseguir sua aprovação. Não necessitas que uma igreja te salve, não necessitas que um homem te ame ou que uma mulher te respeite, não necessitas que teus filhos temam a ti ou que o teu chefe te admire.

Não necessitas atuar nos papéis que os outros gostariam de te ver. És livre. És ator ou atriz. Não és uma personagem presa. Primeiro necessitas dar-te conta disto. Saborear esse ar de liberdade de poder decidir como atuar. Olhar para trás e recordar quantas vezes tens sofrido para manter esse roteiro que te designaram. Dar-te conta de que não por ser a mamãe estás condenada a ser a super mulher que resolve tudo na família, ou o super papai que nunca descansa. Não por ser o filho mais velho deves cuidar de todos os teus irmãos, ou por ser o que trabalha deves sustentar todos os que não o fazem. Sente a liberdade de poder decidir o rumo que seguirão tuas ações.

Nasceste livre… mas, te prenderam.

A vida é um teatro onde sobram os papéis e abundam os diretores que te perseguem para contratar-te. Fixam-te nos roteiros sem que tu o peças e depois te acusam de ser um mal ator, porque não atuaste como eles esperavam que o fizesses.

Tacham-te de mal amigo, mal filho, má esposa, mãe enjoada, etcétera … detrás de cada qualificativo que ganhas está um roteiro que alguém te designou sem que tu o soubesses.

E esses qualificativos… preocupam-te. E, então, modificas teu comportamento… buscas ajustar-te ao roteiro que te reclamam. Já não queres ouvir que és mal ator.

E começas a ser um pouquinho escravo.

Vendeste tua liberdade a troco de um elogio, de um sorriso, de um “te quero”. E isso está bem… Sempre e quando o tenhas feito consciente. Não há nada mal em querer ser a pessoa ideal para o outro. Sempre e quando se o faça consciente.

Há escravidão quando se entrega a liberdade de maneira inconsciente e depois se sofre por estar preso sem saber como se livrar. Há entrega e crescimento quando a pessoa, por amor ao serviço, atua conscientemente de acordo ao que outra pessoa necessita.

No primeiro caso é a personagem que sofre… no segundo é o ator que triunfa.

Pensa e pensa muito. Quantos roteiros representas em tua vida que estão te fazendo sofrer? Quantos desfrutas? Quantos tomaste conscientemente e quantos herdaste ou te designaram sem te perguntar?

Nas respostas e nas decisões que tomes daqui em diante pode estar a tua liberdade…

 

Continua no capítulo 3…

Curtiu? Compartilhe!

About Author

Criador do Site Verdade Mundial, fotógrafo por amor e profissão. Um inquieto da sociedade! Acredito que podemos mudar o pensamento das massas com a informação. Temos as ferramentas e a vontade de ver um Mundo melhor e livre. Estamos nessa luta há dez anos e em frente!