Há muito temor guardado em teu inconsciente.

Tua mente vem alimentando-se de uma grande dose de temor.

Quando eras pequeno assustavam-te com pessoas que roubavam crianças ou com montros, assustavam-te com demônios e fantasmas.

Um pouco maior assustavam-te com as coisas que se passam na vida. Com drogas, com as enfermidades, com a polícia, com tudo aquilo que podia deter tua tendência normal de experimentar fora dos limites estabelecidos pela sociedade.

Talvez agora, de grande, teus maiores temores sejam como educar teus filhos para que não se percam no caminho, como guiá-los agora que os sente um pouco desgarrados.

Talvez agora compreendas porque teus pais te educaram infundindo-te temor. A mesma impotência que sentes ao não poder controlar o crescimento de teus filhos é a mesma impotência que eles sentiram tratando de te educar.

O temor é a arma mais efetiva para controlar uma vida.

E esse temor cresce contigo.

Agora o vês real. São teus fantasmas noturnos.

São os que aparecem cada vez que teus seres queridos tardam além da conta para chegar em casa. São os mesmos que cruzam por tua mente quando te perguntas o quê acontecerá com tua filha ou com teu filho quando crescerem. Estarão bem quando tu não estiveres perto?

São esses fantasmas os que te impedem de cruzar as linhas que te marcaram teus mentores espirituais.

Esses são os mortos vivos que te atormentam porque tu lhes dá guarida em tua mente e não os tem expulsado.

O temor é o maior inimigo da humanidade.

E é a arma dos que te controlam.

A igreja te controla com o temor.

O governo te controla com o temor.

Teus filhos ou teus pais te controlam com o temor.

Teus chefes ou teus empregados te controlam com o temor.

E as notícias da televião ou do jornal te pegam pelo temor.

E o temor é só o temor o grande inimigo da liberdade.

Por isso hoje te digo que o temor se vence atuando.

Queres aprender a viver livre de temores?

Aprende com crianças. Observando-as cuidadosamente. Elas vivem em liberdade. Faça a prova um dia, só um dia.

Observando-as sem lhes dizer “Não”, deixando-lhes que atuem.

Observa como enfrentam a vida. Observa como atuam para aprender enquanto se divertem.

Sua vida é eterna diversão, está em sua natureza divertir-se e aprender. Elas sabem o que fazem porque estão seguindo seus impulsos naturais, todavia, não estão contaminadas pelo temor.

São dotadas pela própria natureza de um sentido comum que lhes protege de alguns perigos, obviamente que não de todos, mas elas vivem felizes enquanto aprendem.

Nem se angustiam pelo que acontecerá amanhã, nem sentem ressentimento por coisas que fizeram ontem. Vivem seu presente.

Em compensação tu.

Ensinaram-te que deves planejar tua vida para evitar que ela te passe tal qual uma tragédia. Tens que planejar teu futuro, decidí-lo, angustiar-te porque deves resolver as coisas antes que te ocorram.

E também aprendeste que deves repassar teus equívocos para que sofras novamente e experimentar a dor de haver se equivocado cada vez que te seja possível.

Talvez ninguém te tenha ensinado exatamente com estas palavras, porém o fazem frequentemente.

Tua mente viaja entre o passado que não podes mudar e o futuro que ainda não chegou… só para sofrer.

Tudo isto enquanto o presente te escapa das mãos, perdendo a oportunidade de aprender as lições que surgem à tua frente.

Faça uma contabilidade de todos os teus temores.

Anota-os em papéis separados.

Descreve-os cuidadosamente sem estender-te muito.

Quando já os tenha todos, saia ao ar livre, onde tenha um pouco de sol e faça-se as seguintes perguntas:

  1. É racional este temor? Realmente pode ocorrer? Se a resposta for sim faça-se agora a seguinte pergunta:
  2. O que faria se isto acontecesse? Realmente pode acontecer? Se a resposta for sim, faça-se agora a seguinte pergunta:
  3. O que faria se isto acontecesse?

Uma vez respondida passe ao seguinte papel.

Continua com todos eles até terminar todos. Agora sabes o que farias se ocorresse cada um dos teus temores maiores.

Pergunta-te: terminou o temor? Pois agora já tens respostas para cada um deles.

Supondo que os temores não tenham terminado, acabas de descobrir a verdadeira natureza do temor.

O temor não se vence raciocinando.

A uma pessoa não poder se convencer de que o temor é algo irracional.

Por isso te digo que o temor se vence atuando.

Tendo medo de fazer algo, faça-o. Só assim poderás vencê-lo.

Da mesma maneira como venceste o temor de afogar-te enquanto aprendias a nadar, ou de chocar enquanto aprendias a conduzir auto, ou o temor de cair enquanto aprendias a patinar. O temor se vence atuando.

Agora de digo: Medita. Medita. Medita.

Não tenhas medo de não receber resultados ou de receber os que já estejam fora do contexto.

Não tenhas medo de ti.

Faça-o. Cerra teus olhos ou contempla um pôr de Sol, põe música ou incenso, entra em uma igreja e acomoda-te em teu banco favorito, mas medita. Fala com tua alma. Ela te espera.

O universo inteiro sabe que algum dia tua alma te chamará e tu responderás. É um evento que está marcado em teu DNA espiritual. É parte do crescimento que terás no futuro. Não proteles algo que sentes vir.

Eu sou apenas o que está recordando teu caminho.

Tu sentiste o chamado.

Tu perguntaste o que devias fazer.

Agora te estou respondendo.

O temor é só uma arma que todos os seres humanos tem usado para proteger a espécie para sua sobrevivência. O temor tem uma função, mas, não deixes que se torne teu carcereiro.

Liberta-te!

Continua no capítulo 6…

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Criador do Site Verdade Mundial, fotógrafo por amor e profissão. Um inquieto da sociedade! Acredito que podemos mudar o pensamento das massas com a informação. Temos as ferramentas e a vontade de ver um Mundo melhor e livre. Estamos nessa luta há dez anos e em frente!