30/10/13 – De acordo com novos estudos, grandes impactos (como aquele responsável pela extinção dos dinossauros), podem ter criado o ambiente certo para o desenvolvimento da vida
Como pôde a vida na Terra ter se originado desenvolvendo células a partir de compostos orgânicos? Impactos enormes de cometas e meteoritos (assim como aquele que pôs o fim ao reinado dos dinossauros há 65 milhões de anos) podem ter contribuído com a vida na Terra. Na verdade, antigas crateras de impacto podem ser precisamente onde a vida foi capaz de desenvolver em uma Terra primordial e hostil.
Esta é a hipótese proposta por Sankar Chaterjee, Professor de Geociências e curador de paleontologia no Museu do Texas Tech University.
“Isso é maior do que encontrar qualquer dinossauro. Isto é o que todos procuram o “Santo Graal” da ciência”, disse Chatterjee.
         Nosso planeta não foi sempre um “mar de rosas” amigável para a vida… muito pleo contrário, no início de sua história, a Terra não era nada hospitaleira para a vida como a conhecemos.
“Quando a Terra se formou há cerca de 4,5 bilhões de anos, era um planeta estéril, inóspito para organismos vivos”, disse Chatterjee. “Era um caldeirão fervente de vulcões em erupção, com intensos impactos de meteoritos e gases nocivos. Um bilhão de anos mais tarde, foi um plácido planeta oceânico repleto de vida microbiana (os ancestrais para todos os seres vivos)”.
Mas fica uma dúvida: como ocorreu essa transição? Essa é a grande questão da paleontologia, e Chatterjee acredita que ele pode ter encontrado a resposta deitado dentro de uma das crateras mais antigas e maiores do mundo.
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Como os compostos orgânicos em crateras
eram encapsulados e formavam as primeiras
células (Chatterjee)
Depois de estudar os ambientes das mais antigas rochas e fósseis na Groenlândia, Austrália e África do Sul, Chatterjee disse que estes poderiam ser restos de antigas crateras e podem ser inclusive os locais de origem da vida, em ambientes profundos, escuros e quentes, semelhante ao que é encontrada perto de fontes hidrotermais nos oceanos de hoje.
Meteoritos maiores que criaram bacias de impacto com cerca de 350 quilômetros de diâmetro, inadvertidamente, tornaram-se os locais perfeitos, de acordo com Chatterjee. Estes meteoritos também perfuraram a crosta terrestre, criando aberturas vulcânicas geotérmicas. Eles também trouxeram os blocos básicos da vida para essas enormes crateras.
Além de novos compostos orgânicos, e no caso dos cometas, quantidades consideráveis ​​de água, corpos que vieram parar aqui na Terra também podem ter trazido os lipídios necessários para ajudar a proteger o RNA e permitir-lhes desenvolver ainda mais.
“Moléculas de RNA são muito instáveis​. Em ambientes de ventilação, elas se decompõem rapidamente. Alguns catalisadores, tais como proteínas simples, foram necessários para o RNA primitivos se replicar e metabolizar”, disse Chatterjee. “Os meteoritos trouxeram esses materiais graxos e lipídicos para a Terra primitiva.”
Com base em pesquisas na Austrália, pelo professor da Universidade da Califórnia David Deamer, os ingredientes para todas as importantes membranas celulares foram entregues a Terra via meteoritos, e existiram em crateras cheias de água.
“Este material graxo lipídico se encontrava na superfície da água de crateras de impacto, mas eram movidos para a parte inferior por correntes de convecção”, sugere Chatterjee. “Em algum momento neste processo ao longo de milhões de anos, esta membrana gordurosa poderia ter encapsulado RNA e proteínas juntos, como uma bolha de sabão. As moléculas de RNA e de proteínas começaram a interagir e se comunicar.
Eventualmente, o RNA deu lugar ao DNA, um composto muito mais estável, e com o desenvolvimento do código genético, as primeiras células se dividiram”.
E o resto, como dizem, está contido na história (estudando um pouco de biologia, química e paleontologia… a com uma porção de astrofísica, podemos entender a continuação disso).
Chatterjee reconhece que serão necessários mais experimentos para ajudar a apoiar ou refutar esta hipótese. Ele apresenta seus resultados hoje, (30 de Outubro), durante o 125 º Aniversário da Reunião Anual da Sociedade Geológica da América, em Denver, Colorado.
Fonte: Texas Tech News Article / Universe Today

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