A varíola foi uma das doenças mais temidas do mundo, e causava dolorosas manchas cheias de pus cobrindo todo o corpo do enfermo. Apesar de erradicada em 1979, os cientistas temem que a doença possa voltar a surgir a partir do mais improvável dos lugares – cadáveres descongelados. Alguns especialistas temem que os corpos infectados com a doença (que estão descongelando na Sibéria), sejam expostos com o derretimento das camadas de gelo. Segundo os mesmos, isto poderia começar um ciclo de infecção tão logo que uma pessoa entre em contato com restos mortais infectados.

Preocupações têm sido levantadas há anos, mas um vírus recém ‘descoberto’ de 30.000 anos de idade encontrado em um permafrost siberiano levou o Centro Nacional da França de Investigação Científica à avisar que a perspectiva de um retorno da varíola não pode ser descartada. Um relatório da BBC Future questionou se corpos congelados de pessoas que tiveram varíola – e morreram da doença – poderiam liberar o vírus no ambiente. Caso ocorra este cenário, poderia ser iniciada uma pandemia global. A questão tem sido fonte de especulação há mais de uma década, e cientistas acreditam que a doença pode estar apenas suspensa nos corpos congelados, e poderia voltar junto com descongelamento dos corpos, em função do aquecimento global.

Em 2002, o autor Richard Stone escreveu um artigo questionando se a varíola estaria à espreita no Ártico. Ele descreveu um ‘lugar digno de um pesadelo’ perto do rio Kolyma, no nordeste da Sibéria, onde as autoridades de Yakutsk reuniram uma equipe de pessoas para investigar restos mortais datados a partir do século XVIII, com vestígios de varíola, com a preocupação de que inundações poderiam ressuscitar o vírus.

Ele escreveu: “Os pesquisadores amontoam-se em torno de uma criança mumificada semi-submersa na lama do descongelamento. Eles delicadamente descascam algumas camadas de camurça das roupas para revelar a pele enegrecida crivada das manchas características de pústulas de varíola. Quando cortada, a carne esponjosa derrama um líquido asqueroso”

A doença é conhecida por ter devastado populações do Ártico e em outros lugares. Entretanto, os corpos do Ártico permanecem com evidências da varíola devido ao congelamento, que não deixa os mesmos apodrecerem. Alguns cientistas pensam que os corpos congelados no norte poderiam ser ‘um terreno fértil e um reservatório do vírus’.

“O renascimento dos vírus considerados erradicados, como o vírus da varíola, cujo processo de replicação é semelhante ao do Pithovirus, já não se limita à ficção científica. O risco de que esse cenário possa acontecer na vida real tem que ser visto de forma realista”, disse Imre Friedmann, uma dos homens que examinaram os corpos cheios de cicatrizes de varíola encontrados no rio Kolyma.

Em contrapartida, Dr. Kevin Brown, virologista clínico da Saúde Pública da Inglaterra constatou: “Apesar de comprimentos curtos de DNA viral da varíola terem sido detectados em cadáveres de permafrosts na Sibéria e outros artefatos históricos preservados, nenhum vírus infeccioso já foi obtido a partir de vestígios arqueológicos. Não há evidências de que os cadáveres previamente congelados no permafrost são uma fonte potencial de vírus contagiante”.

Também defendendo a tese de que não há risco de uma epidemia, Jonathan Trucker, membro sênior do Centro de Estudos de Não-Proliferação de Doenças, afirmou: “O descongelamento gradual de permafrosts provocados pelo aquecimento global só diminui a chance de recuperação de partículas do vírus da varíola”. Esta ideia é embasada no fato de que, segundo alguns especialistas, o vírus não sobreviveria sequer um dia descongelado. [DailyMail]

Fonte: Mistérios do Mundo

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