Levantamento feito pela Folha revela que as planilhas de custos oficiais estão com valores defasados e não incluem gastos já realizados ou que terão que ser executados até o final do evento.

O governo avalia que o Mundial custará R$ 25,8 bilhões, mas não atualiza esse valor desde setembro e não inclui gastos no PAC e outras despesas. Com tudo considerado, os gastos oficiais chegam a R$ 35 bilhões.

Até agora, o governo gastou R$ 2 bilhões a mais em obras de transporte, estádios e aeroportos e R$ 1,5 bilhão em renúncia fiscal e juros subsidiados.

O gasto oficial também não inclui obras de R$ 6 bilhões tiradas da lista de investimentos para a Copa e transferidas para o PAC (Programa de Aceleracao do Crescimento).

Além dessas despesas, o governo também não incluiu na contabilidade outros gastos como as estruturas provisórias, em que os Estados gastaram quase R$ 500 milhões.

Entre os exemplos de obras de aeroportos que estão defasadas nas contas está Guarulhos, na Grande São Paulo. A estimativa inicial indicava gasto de R$ 2 bilhões com o aeroporto, mas o orçamento já atingiu R$ 3,2 bilhões.

Ao todo, as obras em estádios, aeroportos e transporte consumirão R$ 25 bilhões – R$ 2 bilhões a mais do que o governo divulga. E os valores ainda deverão ser ajustados.

O governo ainda não incluiu as renúncias fiscais e juros subsidiados nos empréstimos da Copa. Segundo o Tribunal de Contas da União, esses valores representavam R$ 1,5 bilhão em 2013.

TRANSFERÊNCIA

Ao lançar a Copa, o governo federal dizia que as obras da matriz que acabaram sendo excluídas da lista eram importantes para o Mundial. Mas, como não ficariam prontas a tempo do torneio, o discurso oficial foi adaptado: o objetivo é atender a população e o evento seria um caminho para antecipar as obras.

Em 2012, o TCU determinou que obras que não fossem ficar prontas para o Mundial saíssem da lista.

Essas 11 intervenções estão sendo feitas ou projetadas com recursos do PAC e custarão pelo menos R$ 6 bilhões.

As primeiras projeções feitas pelo governo para os gastos com a Copa indicavam uma despesa da ordem de R$ 33 bilhões. Mas o próprio governo alertava que faltavam intervenções que seriam incluídas posteriormente na contabilidade final.

Dimmi Amora e Filipe Coutinho

Copa no Brasil custa mais caro que as três últimas edições somadas

COPA DO MUNDO - Custo no Brasil 2013
A conclusão vem de um estudo da Consultoria Legislativa do Senado Federal. A análise compara as cifras investidas pelos países-sedes em todas as intervenções que levaram a rubrica de “obra da Copa” dada pelos comitês organizadores. Segundo o consultor do Senado Alexandre Guimarães, que ancorou seus cálculos em estudos feitos por institutos econômicosinternacionais, as copas do mundo de Japão e Coreia (2002), Alemanha (2006) e África do Sul (2010) consumiram, juntas, US$ 30 bilhões (US$ 16 bilhões, US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões, respectivamente), enquanto todas as Copas da história juntas teriam consumido US$ 75 bilhões.

http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2…juntas.htm

Copa do Mundo

Apesar de dizer que o objetivo não é ganhar dinheiro com a Copa 2014 no Brasil, a Fifa já garantiu receita recorde com o Mundial do ano que vem. Isenta pelo governo brasileiro de pagar aproximadamente R$ 1 bilhão em impostos e com mais de 900 contratos comerciais fechados, a entidade ganhará no mínimo R$ 8,8 bilhões com o torneio. Apesar das manifestações do povo brasileiro, a Fifa não deve abrir mão de realizar a Copa mais lucrativa de sua história.

A Copa no Brasil terá receita de pelo menos R$ 1,7 bilhão superior à do Mundial da África do Sul, em 2010, que rendeu aproximadamente R$ 7 bilhões. A edição de 2006, na Alemanha, gerou R$ 4,4 bilhões, metade da receita conseguida no Brasil. Segundo reportagem publicada no Portal Copa 2014, até o começo de 2012, a Fifa já havia assinado 921 vínculos (ligados às comunicações, ao marketing e à venda de pacotes de turismo) nas 12 cidades-sede.

Além das centenas de contratos comerciais, a entidade que comanda o futebol também já fechou 19 cotas de patrocínios, sendo 13 com companhias internacionais. Juntas, essas empresas rendem à Fifa R$ 4,2 bilhões que, somados aos direitos de transmissão, darão à entidade o rendimento de aproximadamente R$ 8,8 bilhões com o Mundial. Em abril, o governo brasileiro estimou ter aberto mão de R$ 1 bilhão em impostos por causa das isenções fiscais que concedeu para a realização da Copa, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.

Inglaterra, Estados Unidos e Japão podem até querer, mas a Copa do Mundo 2014 não deixará de ser disputada em solo brasileiro. Mesmo assustada com a série de manifestações contrárias ao evento no Brasil, principalmente pelo elevado custo das obras em estádios e pela falta de obras de mobilidade urbana, a Fifa não tem interesse de alterar a sede da principal competição do futebol do planeta.

Em entrevista coletiva realizada segunda-feira (24), o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, admitiu que a Copa deve mesmo render os R$ 8,8 bilhões, mas disse que a entidade é instituição sem fins lucrativos. Ao contrário do que diz o dirigente, porém, a própria Fifa divulgou relatório no começo de 2013 que mostrou lucro de R$ 178 milhões em 2012, e uma reserva financeira de aproximadamente R$ 2,6 bilhões. O salário do presidente Joseph Blatter e seus benefícios não estão detalhados no relatório, mas ele está entre os líderes e executivos da entidade que, juntos, compartilham pagamentos que totalizam cerca de R$ 67 milhões.

Bilionária e sem pagar impostos no Brasil, a Fifa distribuirá prêmio recorde às 32 seleções. Será mais de R$ 1 bilhão, o maior da história das Copas. Na Alemanha, em 2006, o prêmio total foi de R$ 570 milhões. O Mundial de 2002, vencido pelo Brasil, distribuiu apenas R$ 320 milhões. Valcke afirmou que serão gastos aproximadamente R$ 3,3 bilhões na organização da competição e o restante será distribuído para “desenvolver o futebol”.

http://esportes.r7.com/futebol/copa-das-…4-25062013

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