Uma grande mancha que surgiu recentemente na superfície do Sol já está chamando a atenção dos especialistas devido às suas características. A feição tem configurações magnéticas explosivas e já pode ser vista sem auxílio de binóculos ou telescópios.

Grande mancha solar pode provocar explosões nos próximos dias

Batizada de AR 2104, a mancha solar surgiu no limbo leste da região sul da estrela há cerca de três dias e nas últimas 24 horas apresentou crescimento significativo. No momento, a mancha ocupa 410 milionésimos do disco solar, aproximadamente 1.3 bilhão de quilômetros quadrados ou 2.5 vezes a área do planeta Terra.

Além do grande tamanho, a anomalia apresenta características magnéticas do tipo Beta-Gama-Delta, uma configuração tão complexa que é impossível traçar uma linha contínua entre os pontos de polaridades opostas dentro do grupo.

Regiões ativas com essas características podem ser responsáveis por emissões de flares solares de intensidade bastante alta, que podem ser acompanhadas de ejeções de massa coronal de elevada densidade.

Em 25 de fevereiro, uma mancha de características semelhantes, AR 1990, emitiu um poderoso flare de raios-x de classe X4.9, um dos maiores desse ciclo. A emissão injetou no topo da atmosfera da Terra nada menos que 62 gigawatts de potência em raios-x, o mesmo que a energia gerada simultaneamente por cinco usinas de Itaipu.

Vendo a Mancha


Devido ao grande tamanho, é possível ver a mancha solar AR 2014 sem ajuda de qualquer instrumento de ampliação. No entanto, a observação direto do Sol, nem que seja por uma fração de segundo, pode causar danos irreparáveis à retina. Portanto, NUNCA OLHE O SOL DIRETAMENTE.

Para ver a mancha, você deve usar óculos especiais vendidos em sites de astronomia ou então usar a conhecida lente de soldador número 14. Não utilize CDs, chapas de raios-x ou qualquer outro dispositivo. Mesmo que pareça escurecer o Sol, esses utensílios são extremamente perigosos pois não bloqueiam adequadamente a radiação infravermelha que chega aos olhos.

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Tamanho das Manchas


O tamanho das manchas solares varia bastante e geralmente são maiores que a Terra e são medidas em milionésimos da área visível do Sol, sendo que cada milionésimo equivale a 3 milhões de quilômetros quadrados.

Uma mancha é considerada grande quando mede entre 300 e 500 milionésimos do disco solar. A maior mancha conhecida foi registrada em 1947. Ela tinha 6132 milionésimos, cerca de 1/7 do disco solar.

Nomenclatura das Manchas


Toda vez que um grupo de manchas solares (uma região ativa) é detectado lhe é atribuído um número sequencial. Essa numeração teve início em 5 de janeiro de 1972 e desde então a NOAA, Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, dos EUA, ficou responsável por essa função.

O nome do grupo de manchas é composto da inicial “AR”, que significa Active Region, seguida de um bloco de quatro números. Em 14 de junho de 2002 a NOAA chegou ao número 10000 e para manter a compatibilidade com o padrão adotado, resolveu-se suprimir o quinto dígito. Assim, a mancha solar AR2104 é na realidade AR12104. Isso significa que desde 1972 já foram observadas mais de 12 mil regiões ativas na superfície do Sol.

Fonte | Via Manoela Z. Bruscatto

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