Por Karina Guimarães do site Web Artigos – A falta de acesso às informações corretas e colocadas de forma completa pela mídia em geral, faz com que seja muito difícil alguém de longe, totalmente isento em relação ao conflito, que já dura décadas, defender as mais recentes ofensivas do exército de Israel na Palestina. O que me incomoda mais em todas essas opiniões e apontamentos contra Israel, é o fato de pessoas lerem e ouvirem a história pela metade, nesse caso somente a parte terrível de crianças e civis palestinos sendo mortos por soldados israelenses, e a partir dessa informação incompleta apontar o dedo para todo um país com civis tão inocentes quanto os vizinhos árabes que nada tem a ver com as organizações terroristas. Além disso, acho muita hipocrisia da parte de quem critica as atitudes de Israel mesmo sabendo tudo o que se passa, mesmo sabendo que eles não tem escolha, ou até tem, mas as opções são muito escassas, onde o governo israelense deve escolher entre aceitar que suas cidades sejam atingidas por mísseis o dia inteiro, destruindo tudo e todos, ou pode escolher agir para defender sua população e colocar civis palestinos em risco. Nenhuma das escolhas são fáceis. Vocês vão me desculpar, mas é MUITO FÁCIL falar que tudo é um absurdo quando não é a sua casa – ou a sua cabeça – que está sendo bombardeada por terroristas que querem o fim do seu povo.

Minha intenção não é defender Israel e dizer que os palestinos são culpados, longe disso, na verdade sou contra qualquer tipo de guerra e se fosse possível evitar o conflito, com certeza minha bandeira seria essa, onde todos viveriam em paz e harmonia, independente de religião, raça ou nacionalidade. Mas é preciso analisar a situação por inteiro e se colocar no lugar dos dois povos, não apenas no lugar dos inocentes palestinos. Com certeza para quem é judeu ou tem origem judaica é mais fácil mesmo entender o lado dos israelenses, uma vez que a maioria já teve parentes que lá atrás – ou atualmente – foram apedrejados, assassinados ou simplesmente vítimas de preconceito. Além disso, cada judeu nesse planeta sabe o quanto seu povo já sofreu simplesmente por ser judeu, e sabe também do nível de ódio que é ensinado a muitos muçulmanos extremistas desde criança. Sabe aquela história de quando você aponta um dedo para alguém três estão apontados para você? É mais ou menos isso que eu vejo quando leio comentários atacando brutalmente Israel, inclusive na mídia. Quer atacar, ataque, mas antes esteja a par de todas as informações sobre o que acontece por lá, e não apenas o que a mídia quer mostrar pra você. Afinal, para os meios de comunicação eu até entendo, não é novidade que sempre manipulam a informação de forma que seja mais vendável para eles, e em um caso desses o vendável é sem dúvidas definir bem quem é o “mocinho” e quem é o “vilão. Porque chamar um povo de assassino e genocida sem antes apurar os fatos, pra mim, é a grande prova da ignorância e maldade do ser humano, muito presente naquele conflito que ocorre por lá que as pessoas tanto julgam, principalmente pelo lado dos terroristas do Hamas, a quem o mundo aparentemente escolheu defender e chamar de “facção”, um eufemismo descabido. Mesmo que digam que defendem as crianças palestinas, não os terroristas, a verdade é que para eles são as crianças da palestina ou as de Israel, pois se os israelenses baixarem a guarda o Hamas em breve estará conseguindo destruir completamente Tel Aviv, Haifa e Jerusalém, e aí quantas pessoas inocentes, judias e muçulmanas, você acha que morrerão? Vale lembrar que eles estão lidando e sendo atacados por terroristas destemidos, não por seres humanos racionais e coerentes almejadores da paz, que inclusive comandam ataques e assassinatos dentro do próprio povo palestino. Aliás, queria saber onde estava essa “solidariedade” quando mais de 170.000 pessoas foram assassinadas, sendo 9.000 crianças, na guerra da Síria há não muito tempo atrás, em 2011. Israel não teve nada a ver com isso. Também queria saber onde essa mobilização ocorre nos genocídios que acontecem no Sudão, na Argélia, e por que não dizer em praticamente todo o território africano, onde Israel também não tem absolutamente nada a ver. Por favor me expliquem, quero muito entender porque esses outros lugares do mundo não merecem a solidariedade e compaixão, além do julgamento, que os palestinos merecem.

Aqui vão algumas informações para aqueles que acham que Israel não deva se defender dos terroristas que desejam o extermínio do povo judeu e do estado de Israel – ressaltando, extermínio é o que eles querem, não paz. Vou pular as informações que todos já sabem à respeito do que Israel fez para a Palestina, pois essas já tem de monte por aqui, e passar algumas informações que talvez as pessoas ainda não saibam:

1) Quando pequenas comunidades israelitas começaram a chegar no então território palestino no começo de 1900, eles compravam terras dos árabes palestinos que as vendiam por livre espontânea vontade, não roubaram território de ninguém, igual você comprou sua casa, colocou sua família dentro e fez o que bem entendia com ela. Depois de 1918, quando começaram a chegar cada vez mais judeus no local, a população árabe não gostou e, devido à crescente hostilidade da mesma, fez com que os judeus recém chegados criassem uma organização paramilitar chamada Haganah, com o único objetivo de se defender dos ataques do povo anfitrião e conseguir sobreviver no local, já que não tinham outro lugar para ir. Pela lei da sobrevivência, acabaram criando o melhor sistema de defesa do mundo com seu exército, mérito de um povo que sempre valorizou o estudo, não é a toa que é um dos únicos povos onde a mulher sempre teve obrigação de estudar, desde antes de Cristo. Se você estivesse sofrendo uma tentativa de assassinato em casa, o assassino tem uma faquinha na mão e você, uma arma carregada, vai mesmo deixá-lo te matar e acabar com a sua vida e de toda sua família, ou vai aproveitar que tem uma defesa mais forte e como qualquer ser humano vai defender o que é seu e quem você ama?

manifestantes palestinos guerra 2) Foi depois da Segunda Guerra Mundial, onde o maior genocídio da história mundial ocorreu – o holocausto – , que os judeus sobreviventes começaram a ir em massa para a região, pois encontravam-se perdidos no mundo. Os judeus alemães consideravam-se mais alemães do que judeus antes da guerra, e no pós não tinham lugar algum para chamar de lar. Todos os países fechavam suas portas, inclusive os EUA que tentava frear o fluxo de imigração no país. Para onde você iria se tivesse nessa situação?

3) Israel devolveu muitas terras conquistadas na Guerra dos Seis Dias, em troca de paz. Guerra que começou principalmente por causa do ódio dos árabes contra os judeus, que já vinha muito antes deles “invadirem” a terra Santa. O Sinai, do Egito, foi devolvido em 1979 com o acordo de Camp David, onde Israel retirou as tropas da península e foi criada uma autonomia para os territórios palestinos. Esse acordo de paz gerou revolta em muitos árabes, especialmente em grupos fundamentalistas muçulmanos, considerados inimigos de Israel, que indignados assassinaram o líder egípsio Anwar Al Sadat, autor do acordo de paz junto ao líder israelense.

4) Em 1993, Israel também devolveu grande parte dos territórios conquistados da Cisjordânia, em poder de Yasser Arafat, líder ditador da OLP, e em Gaza, em acordo firmado em Washington prevendo a criação de uma Autoridade Nacional Palestina, assim como a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza e da Cisjordânia. Em contrapartida, a OLP reconheceu o direito de existência do Estado de Israel e abriu mão do terrorismo. Teria ficado tudo bem e todos em paz. No entanto, o Hamas e a Jihad Islâmica, dois grupos terroristas palestinos, não concordaram com o acordo, pois obviamente não é paz que eles desejam e sim o extermínio dos judeus – não apenas os de Israel diga-se de passagem.

5) O mais recente conflito explodiu nas últimas semanas devido a um ocorrido onde três jovens israelenses inocentes foram sequestrados e assassinados brutalmente por integrantes do Hamas. Como vingança, pegaram um menino palestino e queimaram vivo, ato extremamente cruel. A diferença: os israelenses que fizeram isso com o menino palestino foram severamente punidos por Israel, enquanto quem matou os três jovens israelenses simplesmente saiu impune, provavelmente vangloriado por terroristas. Esses meninos israelenses tinham família, emprego e uma vida como a sua, a minha e a do próprio garoto palestino queimado vivo. Se um ente querido seu é assassinado, como você fica em saber que os culpados estão comemorando e jogando bombas livremente em seu país, prontos para fazer o mesmo com mais 5 milhões de pessoas?

6) O Hamas joga seus mísseis a partir de escolas, casas e comércios justamente para que estes sejam atacados depois e, Israel, visto como o grande vilão. Essa é a estratégia de marketing deles, colocando o mundo contra Israel para tirar o poder do Estado e assim conseguir espalhar mais terrorismo na região. Portanto, quem chama Israel de genocida na verdade está caindo muito fácil nas ideias e intenções do Hamas, mesmo estando a quilometros de distância da Palestina. Israel não é santo, e justamente por isso não pode aceitar ataques à bomba a seu povo e ficar de mãos atadas, esperando para morrer. Você conhece alguma nação, em qualquer lugar do mundo, que aguentaria 1 ataque de míssil a cada 10 minutos e ficaria esperando sentado? Já ouviu falar em espírito de sobrevivência?

palestina guerra israel7) Por que você acha que nos confrontos morrem 300 palestinos e 1 israelense? Desde o início do último conflito, o Hamas chega a atirar 1 míssil a cada 10 minutos em Tel Aviv, sem parar, o que fez com que o estado judeu utilizasse um sistema antimíssil altamente tecnológico e extremamente caro, que impede automaticamente a maioria das bombas do grupo terrorista palestino de atingir Israel e sua população. O problema é que os mísseis do Hamas estão se aperfeiçoando, graças ao apoio do Irã que também odeia os judeus e outros países árabes ditatoriais, e a população israelense em questão de segundos deve correr para se esconder em porões criados justamente para se defender das constantes bombas do Hamas. Eles tem estrutura e já estão preparados há décadas para se defender de quem quer que seja, por isso até agora morreram menos israelenses, só por isso. Além disso, a própria ONU constatou que existem túneis construídos pelos terroristas palestinos, e que estão praticamente prontos, onde eles irão soltar ainda mais mísseis e executar ataques terroristas na população de Israel, para tentar exterminar de vez com o povo que eles tanto odeiam. Quando isso acontecer, será que você ainda vai dizer que Israel é o vilão? Com certeza não. Mas aí será tarde demais e não será para mim, nem para você, mas para todo um povo que também só quer viver em paz. Portanto, mérito de Israel que conseguiram criar uma nação forte e rica para conseguir utilizar as melhores tecnologias e se defender de ataques exterminadores constantes.

8) Israel foi confrontado com uma escolha que nenhum país deveria ter que fazer: abster-se de responder e submeter seus civis ao lançamento de bombas diárias e constantes ou se envolver com os terroristas e correr o risco de ferir civis. O Hamas usa vítimas palestinas para alimentar sua máquina de propaganda. A estratégia do Hamas é clara, com a intenção de perpetuar o assassinato de seu próprio povo, na esperança de que a comunidade internacional coloque pressão sobre Israel para conceder suas demandas. Infelizmente, muitas pessoas caíram em sua campanha cínica por descrever a luta como equivalência moral, “ciclo de violência” ou muito pior, genocídio. Condenações mal informadas de Israel fortalecem a mão dos terroristas.

9) A maioria dos israelenses se refere à guerra como “Guerra de Independência”, enquanto a maior parte dos cidadãos de origem árabe o chamam deNakba (“catástrofe”), numa clara indicação das diferenças de percepção das duas comunidades a respeito dos propósitos e resultados da guerra.

10) Quando Israel deixou o território de Gaza, em 2005, o mundo inteiro acompanhou os judeus largando suas casas e comércios e indo embora do território, não sobrou um único soldado israelense pra contar história. Tudo o que deixaram foram estufas e estruturas que acreditavam que iria ajudar a evoluir a economia de Gaza e permitir que o povo palestino pudesse construir uma sociedade pacífica e independente. Israel abriu postos de fronteira e incentivou o comércio, porque era do interesse deles que Gaza tivesse sucesso, mesmo nas mãos dos palestinos. Esperavam que isso serviria de modelo para o mundo, duas sociedades poderem ser vizinhas e em paz. Mas não foi assim que aconteceu. O Hamas se sentiu mais poderoso quando Israel devolveu Gaza, com a percepção de que havia ganho a guerra, e usou o pretexto da democracia para criar uma teocracia militante. Primeiro, iniciou uma guerra civil contra o outro grupo terrorista palestino Fatah e executou oponentes políticos. Em seguida, destruiu todas as estufas e as empresas que os israelenses deixaram para trás. Poderiam ter usado-as para construir instituições econômicas fortes, mas preferiram construir um regime terrorista para preencher o local com quilômetros de túneis subterrâneos para ataques terroristas. Por fim, o Hamas aproveitou o financiamento proveniente da comunidade internacional para enxer a Faixa de Gaza com armas e mísseis. Em cada mês durante os últimos nove anos, o Hamas disparou bombas em direção às cidades de Israel. Com o tempo, ampliou seu arsenal de mísseis, e hoje possuem armas mais sofisticadas e podem chegar mais longe em Israel do que nunca. Todos os anos, o Hamas aumenta seus ataques com o lançamento de uma ofensiva maciça. Portanto, se os moradores de Gaza vivem de forma precária, isolados e em um campo de batalha constante, a culpa é do Hamas que destruiu tudo o que Israel deixou pra trás com a única intenção de destrui-lo, não importa a quem doer, não importa seu próprio povo palestino. Não é à toa que existe uma multidão de palestinos que desejam a paz com Israel, e não o extermínio do mesmo, pois sabem muito bem quem perpetua o terror na região.

israel palestina guerra11) As crianças palestinas mortas pelo exército israelense são sim inocentes, como qualquer criança. Porém, o Hamas foi eleito democraticamente em 2006 pela própria população palestina. Talvez se eles não apoiassem um grupo terrorista para comandar, suas crianças ainda poderiam estar vivas e em paz. Afinal, que paz é essa quem vem com terrorismo à tiracolo?

12) O grupo Fatah,que comanda atualmente a outra parte da Palestina, é inimigo mortal do Hamas e possui relação amigável com Israel, não havendo problemas de combates de ambas as partes nas regiões de fronteira, assim como outras muitas regiões que também vivem pacificamente com o Estado de Israel.

13) Aproximadamente 20% da população atual de Israel é composta por árabes não judeus, e destes a maioria se considera palestino em sua nacionalidade, mas israelense na cidadania, e vivem em total harmonia e integração com os judeus e demais cidadãos israelenses. De acordo com diversas pesquisas já realizadas ao longo dos anos, o resultado é sempre o mesmo: a maioria ABSOLUTA prefere continuar como cidadão do Estado de Israel do que se tornar no futuro um cidadão de um Estado Palestino.

Você tem todo o direito de ter sua opinião à respeito do que acha certo ou errado, mas não tem o direito de acusar todo um povo de assassinato sem saber direito da sua história, das suas dores e dos seus medos, bastante reais e com fundamento, diga-se de passagem. Para quem diz que não é guerra, é genocídio, eu digo que é guerra sim, infelizmente, e Israel está perdendo por causa de uma estratégia de marketing de um grupo terrorista que está dando certo, fazendo com que o mundo acredite que o que ocorre lá é simplesmente uma maldade de israelenses gananciosos querendo território. Quanta ingenuidade.

About Author

Criador do Site Verdade Mundial, fotógrafo por amor e profissão. Um inquieto da sociedade! Acredito que podemos mudar o pensamento das massas com a informação. Temos as ferramentas e a vontade de ver um Mundo melhor e livre. Estamos nessa luta há dez anos e em frente!