Foi somente um disparo de onda de rádio de uma fração de segundo, mas o que o rádio telescópio de Porto Rico detectou deixou os cientistas empolgados; os pulsos são oriundos do espaço profundo.

O que é especialmente empolgante sobre esta descoberta, de acordo com uma nota de imprensa liberada pela Universidade McGill, é que esta é a primeira vez que um ‘pulso rápido de rádio’ foi detectado por um instrumento além do rádio telescópio Parkes, na Austrália.  Antes da detecção do pulso, que ocorreu em 2 de novembro de 2012 no Observatório de Arecibo, ainda havia a especulação de que as ondas de rádio poderiam ser originárias da Terra, ou dos arredores.  Mas este não é mais o caso.

Todavia, o que está causando estes disparos ainda permanece um mistério, mas as possibilidade incluem buracos negros evaporando, estrelas de neutrônio se unindo, ou labaredas sendo emitidas por magnetares, as quais são descritas pela McGill como “um tipo de estrela de neutrônio com campos magnéticos fortíssimos“.“Nosso resultado é importante, porque ele elimina todas as dúvidas se estes pulsos de rádio são verdadeiramente de origem cósmica“, disse Victoria Kaspi, professora de astrofísica da Universidade McGill e principal investigadora para este estudo.  “As ondas de rádio mostram todos os sinais de terem vindo de fora de nossa galáxia – uma possibilidade realmente excitante.

Rádio telescópio em Arecibo, Porto Rico.

Rádio telescópio em Arecibo, Porto Rico.

Realmente não sabemos o que eles são“, disse a autora líder do estudo, Laura Spitler, que descobriu o fenômeno enquanto fazia sua pesquisa de doutorado na Universidade Cornell e agora está no Instituto Max Planck para Rádio Astronomia.  “Os cientistas estão altamente desconfiados de tais descobertas… [o fato de que] todos os pulsos até agora tinham sido descobertos pelo telescópio Parkes era causa de preocupação.  Agora, com a descoberta de um pulso em Arecibo, estamos mais confiantes de que os FRBs sejam um fenômeno astrofísico, e a descoberta e a classificação deles deveria ser uma prioridade dos observatórios rádio astronômicos no futuro.

Os pulsos duram somente uma fração de segundo, fazendo com que sejam difíceis de detectar, embora estima-se que ocorram 10.000 vezes por dia.  De acordo com a MacGill, eles parecem ser originários de fora da nossa galáxia, a Via Láctea.

Cientistas de várias instalações estão usando rádios telescópios para a detecção destes pulsos, na esperança de melhor compreendê-los.

O trabalho sobre esta observação está sendo publicada online no Astrophysical Journal.

Fontewww.theblaze.com | Traduzido em OvniHoje

Colaboração: Paulo Henrique Paulino, asta la vista

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