O ritual de iniciação masculina consiste em vestir uma luva cheia de formigas tucandeiras e resistir por ao menos 15 minutos.

MANAUS – A cultura indígena é marcada por diversos costumes, crenças e rituais. Entre essas tantas, uma chama a atenção pela intensidade e carga emotiva: o ritual da tucandeira. Realizado pela tribo sateré-mawé, o costume é uma  forma de iniciação masculina, da passagem da infância para a vida adulta. Uma prática repassada de geração em geração e que, mesmo com a pressão da sociedade moderna, se mantém viva.

O ritual consiste em vestir uma luva cheia de formigas tucandeiras e resistir por ao menos 15 minutos. A cerimônia é considerada pelos indígenas como um ato de  força, coragem e resistência à dor. Além da representatividade da bravura masculina, o ritual também simboliza uma proteção para o corpo. Segundo a crença dos sateré-mawé, a ferroada da formiga tucandeira funciona como uma espécie de vacina.

Durante o ritual, o jovem indígena deve se deixar ferrar no mínimo 20 vezes.  Para isso, o iniciante coloca as mãos dentro da luva da tucandeira. Chamada de saaripé, o acessório feito de palha pelos indígenas é produzido de palha pelos padrinhos, que são os tios maternos. Durante o ritual, a tribo canta e dança ao lado do adolescente. Mulheres solteiras, que buscam maridos fortes e corajosos, podem entrar participar da cerimônia com outros homens.

O ritual, como um todo, começa no dia anterior ao do teste da luva da tucandeira. As formigas com ferrão são capturadas vivas, em folhas do caju-branco, na véspera do ritual e conservadas num bambu. Os meninos levantam cedo para terem seus braços pintados com o preto do jenipapo feito por suas mães. Em seguida, com um dente de paca, elas começam a riscar a pele dos meninos até sangrar.

No dia da cerimônia, pela manhã, as tucandeiras são colocadas em uma bacia com tintura de folha de cajueiro, que tem efeito anestesiante. Quando estão ‘adormecidas’, as formigas são postas na luva, com a cabeça para fora e o ferrão para dentro, na parte interna do saaripé. Depois, para voltarem a ficar agitadas, elas recebem uma baforada de tabaco. É quando ficam prontas para atacar.

Alguns “gringos” resolveram experimentar também, nem preciso dizer como foi. Assistam:

Fontes de pesquisa: http://pipoqueiro.com/  e http://www.portalamazonia.com.br/ 

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