Texto de José Americo C. Medeiros

Antoine Jean Baptiste Marie Roger Foscolombe de Saint-Exupéry filho do conde e condessa de Foscolombe (29 de junho de 1900, Lyon – 31 de julho de 1944, Mar Mediterrâneo) foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial.
Suas obras foram caracterizadas por alguns elementos em comum, como a aviação, a guerra. Também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e outros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França.
No entanto, deve-se dar uma atenção a este último, O pequeno príncipe (O Principezinho, em Portugal) (1943), romance de maior sucesso de Saint-Exupéry.
Foi escrito durante o exílio nos Estados Unidos, quando fez visitas ao Recife. E para muitos era difícil imaginar que um livro assim pudesse ter sido escrito por um homem como ele.
O pequeno príncipe é uma obra aparentemente simples, mas, apenas aparentemente.
É profunda e contém todo o pensamento e a “filosofia” de Saint-Exupéry. Apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geômetra, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros.
O pequeno príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranqüilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu descobrir o segredo do que é realmente importante na vida.
É uma obra que nos mostra uma profunda mudança de valores, que ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam à solidão. Nós nos entregamos as nossas preocupações diárias, nos tornamos adultos de forma definitiva e esquecemos a criança que fomos.

Sempre admirei e li todos os livros de Saint-Exupéry em minha adolescência, e “O Pequeno Príncipe” e “Correio do Sul” marcaram-me pela sensível integração do escritor com o cosmos que o envolvia em seus vôos. Por que, e de onde veio tanta sensibilidade? Creio que a melhor parte de sua obra encontra-se nas entrelinhas, na visão antecipada do que ainda iremos descobrir e que ele oferta com gestos largos de quem navegava solitário pelos céus, apesar da companhia de seu Brequet-14, a cadência do motor, e o vento batendo em seu rosto na carlinga exposta”.

Quem seria o Pequeno Príncipe que o visitou?

Após quase 25 meses na América do Norte, Saint-Exupéry retornou à Europa para voar com as Forças Francesas Livres e lutar com os Aliados num esquadrão do Mediterrâneo. Então com 43 anos, ele era mais velho que a maioria dos homens designados para funções, e sofria de dores, devido às suas muitas fraturas. Ele foi designado com um número de outros pilotos para pilotar aviões P-38 Lightning.

A última tarefa de Saint-Exupéry foi recolher informação sobre os movimentos de tropas alemãs em torno do Vale do Ródano antes da invasão aliada do sul da França (“Operação Dragão”). Na noite de 31 de julho de 1944, ele descolou de uma base aérea na Córsega e não retornou. Seu corpo nunca foi encontrado.

Teria Antoine reencontrado o “Pequeno príncipe”? Ou então, este personagem querido em todo Mundo pode ter sido real e uma imagem evoluída de nós seres humanos em um futuro distante? Por trás de grandes histórias existem grandes mistérios sobre o autor que dariam mais e mais obras.

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