Neste ano, o gelo da Groelândia está mais escuro do que nunca. É por isso que Jason Box, um cientista do Serviço Geológico da Dinamarca e Groelândia, tenta explicar o motivo desse fenômeno, que está acelerando o desaparecimento das geleiras do hemisfério norte.

Entre as várias especulações, uma explicação mais provável relaciona o fenômeno às condições climáticas peculiares deste ano: o número de tempestades de neve foi sensivelmente menor, os ventos trouxeram muita poeira e os incêndios florestais afetaram gravemente a atividade microbiana. Outra explicação plausível, e muito mais inquietante, é a que levanta a possibilidade de o gelo negro ter sido causado pelo aquecimento global. Somado ao fenômeno dos buracos na Sibéria e às bolhas de metano na costa do Atlântico, Box encontra sérios indícios de que o Ártico pode sofrer mudanças abruptas e imprevisíveis a qualquer momento.

Neste ano, a camada de gelo está 5,6% mais escura e, portanto, acaba gerando uma absorção adicional de energia solar, equivalente a duas vezes o consumo elétrico anual nos EUA. Ao mesmo tempo, neste mesmo ano, foi registrado o maior número de incêndios florestais da história do Ártico. De acordo com Box, o principal desafio para os cientistas consiste em determinar qual parte das fuligens dos gelos da Groelândia provém dos incêndios e qual parte ocorre por outras causas, como emissões de indústrias.

Entenda o misterioso fenômeno da neve negra que ameaça as geleiras do mundo

Groelândia neve negraUma equipe de geólogos dos Estados Unidos revelou, no último mês, uma aceleração de 20% do fenômeno conhecido como “neve escura”, que diminui a capacidade do gelo de refletir a luz que recebe. O fenômeno acontece entre a região do Himalaia até o Ártico pelo aumento da quantidade de pó que provém do solo, da fuligem gerada por incêndios e das partículas ultrafinas do carbono negro e do combustível de motores industriais. Assim, as camadas de gelo e de neve em todo o mundo absorvem mais calor solar e aceleram o processo de degelo. A camada de gelo do Ártico perdeu cerca de 13 milhões de toneladas entre 1992 e 2001, mas poderá perder um extra de 27 milhões de toneladas por ano, o que imediatamente se refletiria no aumento do nível do mar em vários centímetros para o ano de 2100. Segundo medições de satélites, na última década, a superfície do manto gelado da Groenlândia escureceu significativamente durante a temporada de degelo. Tanto que em algumas áreas, o período dura cerca de seis a onze dias mais do que há 40 anos. Com isso, cada vez mais áreas estão descobertas, o que aumenta a erosão e transforma o processo em um ciclo perigosamente vicioso.

Fonte: Seuhistory.com

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