Um misterioso objeto de nome SDSS1133, que se pensava ser uma supernova, pode realmente ser um buraco negro expulso da sua galáxia de origem.

A observação deve fornecer uma resposta definitiva, mas, independentemente do resultado, o objeto é bizarro e único. Se for uma supernova, é uma nova geração que irradia durante décadas, enquanto a maioria das supernovas queima em menos de um ano. Se for um buraco negro, parece ser o produto de dois buracos negros que colidiram, e foram simultaneamente ejetados das suas galáxias que se fundiram.
“Este pode ser um novo tipo de supernova que nunca vimos antes. Mas terá que ser um dos casos mais extremos já observados”, disse o astrônomo Michael Koss, que lidera a pesquisa. [Fonte]

Uma luz onde deveria haver escuridão

Koss começou a olhar para o objeto em 2010. Observações anteriores indicaram que SDSS1133 era uma supernova, uma estrela que tinha ficado sem combustível e explodiu em um flash brilhante.
Mas Koss ficou chocado quando encontrou imagens de arquivo do telescópio Pan-STARRS de 1950, com SDSS1133 claramente visível no céu. Seja o que for o objeto tem brilhado há mais de 60 anos.
Nenhuma supernova conhecida brilhou durante tanto tempo. E nos últimos seis meses, o objeto começou até a ficar mais brilhante. Normalmente as supernovas liberam um brilhante flash e, em seguida, esbatem.
Com base em observações recentes com vários instrumentos, incluindo o telescópio Swift, da NASA, Koss formolou a hipótese mais atraente de que SDSS1133 possa ser um buraco negro. Esses objetos podem ser surpreendentemente brilhantes, com a gravidade do buraco negro a aquecer as proximidades.
Estes brilhantes buracos negros são também chamados Núcleos Ativos de Galáxias (uma família de objetos que também inclui os quasares), porque são normalmente encontrados no centro das galáxias. SDSS1133, no entanto, parece estar localizado a 2.600 anos-luz do núcleo da sua galáxia hospedeira.
Markarian 177 é uma galáxia anã localizada na bacia do Big Dipper, dentro da constelação da Ursa Maior. As observações com o telescópio Keck II, no Observatório WM Keck, no Havaí mostram evidências de que Markarian 177 foi recentemente alvo de uma perturbação significativa.
“Nós suspeitamos que estamos a ver as conseqüências de uma fusão de duas pequenas galáxias e dos seus buracos negros centrais” disse Laura Blecha, co-autora do estudo. Blecha supõe que os buracos negros se fundiram e potencialmente mudaram a posição do novo buraco negro.

Então o que é?

Para descobrir se SDSS1133 é um buraco negro ou uma supernova, os pesquisadores vão olhar para a presença de um determinado tipo de átomo de carbono, o carbono 4. A intensidade de uma fusão de buraco negro poderia criar um grande volume de carbono 4.
Koss acredita que a equipe deve ser capaz de observar a abundância de carbono 4 com as observações feitas pelo Telescópio Espacial Hubble ou o Observatório Chandra X-Ray.
Mas há mais uma possibilidade para SDSS113. Se ele não for nem um buraco negro, nem um novo tipo de supernova, pode ser um tipo incomum de estrela chamada variável azul luminosa (LBV). Essas estrelas massivas passam periodicamente por enormes erupções, expelindo grandes quantidades de matéria para o espaço. Eventualmente, elas explodem em supernovas.
Se SDSS1133 for uma dessas estrelas, o objeto terá estando continuamente em erupção desde 1950 até 2001, tornando-se a maior persistente e duradoira variável azul luminosa já observada. Ainda assim, seja qual for a natureza de SDSS1133 é, sem dúvida, algo interessante. A nova pesquisa foi detalhada a 19 de setembro nos Monthly Notices da Royal Astronomical Society. [Space]

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