Cientistas alertam que podemos assistir à extinção em proporções “históricas” de barreiras de corais por várias partes do mundo, seguida a larga escala de descoloramento já em curso no Pacífico Norte, por causa das temperaturas muito quentes dos oceanos.
“Em escala global, a previsão é do maior evento de descoloração de corais. O que pode ser o início de um evento histórico”, disse o coordenador do Observatório “Coral Reef”, Mark Eakin, ao jornal britânico The Guardian.
De acordo com o cientista, uma enorme extensão do Pacífico já foi afetada, incluindo as Ilhas Marianas do Norte, ilha de Guam, Ilhas Marshall, Havaí, e as ilhas Kiribati.
Algumas áreas registraram um “branqueamento” grave pela primeira vez. O branqueamento dos corais é a morte dos pólipos responsáveis pela construção dos recifes devido, normalmente, a problemas ambientais.
O fenômeno é causado por aumentos persistentes na temperatura da superfície do mar. Apenas um grau Celsius de aquecimento por uma semana ou mais é o suficiente para causar danos a longo prazo nos ecossistemas dos recifes.
Nas Ilhas Marshall, a suspeita é de que descoloração de corais tenha atingido a maior parte do país, 34 atóis e ilhas. A reportagem do The Guardian testemunhou, in loco, extensões devastadas de corais que, agora, se parecem com florestas cobertas de neve (foto acima).
BARREIRA DA AUSTRÁLIA
A água quente em breve começará a bater nos recifes do sul do Oceano Índico e no Pacífico, já que as estações do ano mudam as correntes. Se o ritmo de deterioração continuar, Eakin prevê que o branqueamento pode chegar na grande barreira de coral da Austrália já em Janeiro.
O pior caso de branqueamento de corais registrado, seguido de morte, aconteceu em 1998. O El Niño, combinado com um movimento de mudança climática, elevou a temperatura do mar para níveis nunca antes registrados, matando cerca de 15% dos corais do mundo.

barreira

O professor Ove Hoegh-Guldberg, especialista em recifes e corais da Universidade de Queensland, disse que o atual evento de branqueamento está a caminho de ser tão ruim ou pior do que o de 1998. “Muitos cientistas de recifes e corais esperam que algo semelhante a 1997-1998 aconteça nos próximos seis a 12 meses”, afirmou Hoegh-Guldberg.
DIÓXIDO DE CARBONO
Com as mudanças climáticas, a alta das temperaturas de superfície do mar está tornando o El Niño um fator até menos decisivo no branqueamento de corais. “Apesar do fato de que não há realmente um grande El Niño previsto, estamos observando esses graves padrões de branqueamento. O oceano aquece por causa do aumento de dióxido de carbono e outros gases que retêm o calor na atmosfera. O que está acontecendo é que, com as temperaturas globais aumentando, não é preciso um El Niño para aumentar a temperatura da água”, explicou.
A recuperação dos corais após o branqueamento pode demorar mais de dez anos. Contudo, o fenômeno tem se repetido diversas vezes, o que impossibilita a regeneração.
Os dois cientistas estão convictos de que, a persistir o aquecimento global, o fim dos recifes de corais pode acontecer nos próximos 50 anos, mesmo que os líderes mundiais consigam atingir a meta de aumento da temperatura global de 2 graus Celsius.
Nesse aspecto, a Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas — COP 20 — foi um fracasso. [Fonte]

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Reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, a estudante de Design de Moda pela UCS, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade, história e religião.