A excelência pessoal não é algo que se atinge ou se conquista, mas, sim, uma postura pessoal, um “jeito de ser”. Ou você preza a qualidade absoluta em suas ações ou você parte do princípio de que “bom o suficiente” está de bom tamanho. A pessoa naturalmente excelente busca a qualidade máxima sem ser perfeccionista.
Como tocamos nesse assunto, vamos começar por esclarecer a diferença entre excelência e perfeccionismo. Nem sempre a pessoa que preza a qualidade e busca sempre o melhor é perfeccionista, apesar de muitas vezes ser reconhecida como tal.
O perfeccionismo é uma patologia, um distúrbio, assim como a ansiedade ou a timidez. O perfeccionista é paranoico com a ideia de que a não ser que sua manifestação seja perfeita, os outros não irão aprová-lo e aceitá-lo. O perfeccionista se importa, em primeiro lugar, com a opinião alheia e essa já é a primeira diferença para com o perfil de excelência.
A pessoa que preza a excelência procura sempre dar o melhor de si e obter resultados no mais alto nível possível, mas ela faz isso para si mesma, não para os outros. O ponto chave aqui é que a pessoa com perfil excelente não se estressa e não sente ansiedade com a possibilidade de seus resultados não serem perfeitos, ao passo que o perfeccionista, uma vez que faz tudo esperando aprovação alheia, sofre com o fantasma da rejeição.
Esclarecida essa diferença, podemos continuar explicando que o que a excelência pessoal geralmente confere é o destaque necessário de que você pode precisar para crescer na vida, em diversos aspectos.
Em um trabalho corporativo, por exemplo, a pessoa com esse perfil se destaca naturalmente, pois seu serviço revela zelo pela qualidade e preocupação genuína com resultados extraordinários.
Um profissional liberal ou prestador de serviços com perfil excelente chama a atenção do mercado e de seus clientes ao prezar pela qualidade absoluta, que geralmente está alinhada com a ética e o compromisso para com o serviço prestado.
Um empresário excelente se motiva a sempre melhorar e a crescer, buscando tornar sua empresa um destaque em seu setor.
Com o passar do tempo, independentemente da área em que a pessoa esteja atuando, seu comportamento excelente começa a gerar resultados que se traduzem em crescimento profissional. Como Darren Hardy explicou em seu artigo, O Efeito Composto, os pequenos esforços colocados no dia-a-dia vão se acumulando até um ponto em que os resultados começam a se tornar visíveis.
Na vida pessoal, como não poderia deixar de ser, a excelência também tem eu papel, já que, no final das contas, não deixamos nossa postura pessoal na porta do escritório quando voltamos para casa!
Prezar pela qualidade e pela postura de sempre dar o melhor de si se reflete em tudo, desde a aparência pessoal (por exemplo, esforçando-se para se alimentar de forma saudável e manter um bom peso) até os relacionamentos pessoais (não deixando com que as amizades e o romance caiam na mesmice e se desgastem) e os interesses pessoais, os hobbies e os projetos independentes.

Desenvolvendo a postura de excelência pessoal

O primeiro passo para desenvolver essa postura de excelência pessoal é alterar os paradigmas mentais. Se você vive através de paradigmas medíocres que ditam que bom o suficiente está bom demais, a excelência pessoal não poderá brotar e desenvolver-se, pois sua própria mentalidade boicotará o processo.
Não há truque para mudar o que está dentro da sua cabeça, ou seja, o que você acredita sobre como as coisas são e funcionam. Qualquer mudança deve ocorrer através de um esforço próprio para rever os próprios conceitos, comparando-os com um “índice de excelência”. Isso exige parâmetros (qual é esse índice de excelência para você? Eu não sei! Isso é algo que você mesmo deve criar, pois é bem pessoal) e também exige um esforço de reflexão prolixa para avaliar esses conceitos com sinceridade e profundidade.
Isso não é é fácil pois as pessoas estão acostumadas demais a pensar com superficialidade e a obter tudo já pronto sem que precisem chegar a conclusões por si mesmas. Raciocinar com complexidade é algo que pouquíssimas pessoas conseguem fazer, mas o problema com as que não conseguem não é falta de capacidade ou inteligência, mas simplesmente pura preguiça mental! As pessoas têm preguiça de pensar, de raciocinar e acabam chegando a conclusões superficiais só para passar pelo processo mais rápido. Se é isso o que você vai fazer, esqueça! O comportamento excelente começa pela disponibilidade íntima de fazer o que é difícil. Se você não está disponível para se dar o trabalho de pensar e refletir com profundidade sobre suas próprias ideias, você não está preparado para ser realmente excelente em nada.
O segundo passo, considerando que você já se convenceu no primeiro passo de que precisa adotar uma nova linha de pensamento e acreditar genuinamente que deve sempre dar o melhor de si mesmo, é se predispor a fazer o que é difícil e complicado. Pessoas excelentes não têm medo da dificildade e é esse ponto que acaba as isolando da massa medíocre que não consegue alcançar resultados na vida. Desafios nunca são fáceis – é por isso que se chamam desafios! Mas a pessoa medíocre usa justamente esse argumento para justificar porque ela não segue em frente: mas não é fácil, né! – Esse é o mantra dos medíocres!
Não, não é fácil e algumas coisas são BEM difíceis! É por isso que só alguns poucos conseguem alcançá-las e é ótimo que seja assim mesmo! Quanto menos competição no caminho mais difícil, mais fácil o sucesso se torna para aqueles que não tem medo de dificuldade! Irônico isso, não?! Enquanto isso, na vala imensa do caminho mais fácil, a competição é acirradíssima e mesmo só fazendo o mais fácil, a maioria não consegue nada!
O terceiro passo é definir um foco. O comportamento excelente é uma postura, uma mentalidade, mas sem um direcionamento é desperdiçado. Você quer ser excelente para quê? Em quê? O que você pretende fazer com toda a sua excelência? É aí que nascem as metas, os planos e a necessidade de se organizar para alcançá-los. [Fonte]

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Trabalha na área de Controle de Qualidade em uma empresa Suíça. A espiritualidade fez com que Marluce despertasse espiritualmente. Sem um certo nível de consciência espiritual é impossível perceber a magia da vida.