A vida humana só existe na Terra porque nosso planeta fica em uma posição privilegiada no Sistema Solar, num lugar chamado de “zona habitável”, que é favorável à preservação de água em forma líquida na superfície. Você deve estar se perguntando por que estamos falando disso, certo?

É que a Agência Espacial Americana (NASA) anunciou ontem a descoberta – feita com o telescópio Kepler – de mais 8 exoplanetas com o mesmo (ou quase) tamanho da Terra na zona hábitável de suas estrelas (ou seja, do Sol deles). Isso quer dizer que eles poderiam abrigar vida.

“A maioria desses planetas tem também uma grande probabilidade de ser rochoso”, disse o principal autor do estudo Guillermo Torres, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (CFA).

Dentre os novos planetas, o Kepler-438b foi considerado pela NASA o mais parecido com a Terra. De acordo com os pesquisadores, ele chega a ser mais similar do que o Kepler-186f, descoberto em abril do ano passado e até então o mais semelhante com o nosso mundo. Isso por que o Kepler-438b, apesar de ser 12% maior que a Terra, tem a temperatura bem parecida, recebendo 40% mais calor de sua estrela (uma anã-vermelha a 470 anos-luz) do que nós do Sol. E o mais legal: o ano lá dura apenas 35 dias.

“O lugar pode até ser quente, mas há bactérias na Terra que vivem de forma bem confortável nessa temperatura. Não há problemas”, afirmou Torres.

Recordes:

A Nasa também anunciou a descoberta do planeta de número 1000 feita pelo telescópio Kepler fora do Sistema Solar. A maioria deles é muito diferente da Terra e não está na zona habitável. Somados aos planetas descobertos por outros telescópios, já são 1800 exoplanetas encontrados em nosso universo. [Fonte]

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Trabalha na área de Controle de Qualidade em uma empresa Suíça. A espiritualidade fez com que Marluce despertasse espiritualmente. Sem um certo nível de consciência espiritual é impossível perceber a magia da vida.