A Ciência de Desinformação

O que nos tornamos diante de tanta informação, vinda de tantos meios, direções e agentes propagadores? Estamos mais perdidos do que antes, em nosso limitado e censurado mundo da notícia dos jornais e telejornais.  Hoje, “como cegos numa orgia, temos que passar apalpando” para distinguir o que é verdade do que é falso, sem risco ou perigoso, e posso dizer, que com base em pesquisas, que muitas vezes nos deixamos levar pelas águas do sensacionalismo e acabamos permitindo que nossa fome pela informação excitante, nos faça tropeçar nas falsas bandeiras das “mensagens” terrestres e extraterrestres.
O balde cheio de teorias e mensagens recebidas de civilizações estelares transbordou, encharcando nossa maior fonte de pesquisa: A Internet. Contos exóticos, histórias extraordinárias e teorias sobre facções de seres manipuladores da raça humana. Grupos de nomes mais variados possíveis, assumindo logomarcas com imagens de constelações, galáxias e estrelas se dizem detentores do poder de comunicação com seres das estrelas mais longínquas do universo. Mas até onde estas “mensagens” são verdadeiras? Qual seria o objetivo destas mensagens, serem apenas criações artísticas de grupos chamados de Canalizadores?

Eu mesmo diante de experiências vividas no passado e atualmente, me questiono muito sobre a real intensão destes comunicadores das estrelas. Estaríamos sendo manipulados artificialmente por mensagens Terrestres ou Extraterrestres? Devem estar se perguntando: Nossa! O que aconteceu com o Gério Ganimedes? Não aconteceu nada. Continuo acreditando no que aconteceu no passado e continua acontecendo comigo: Mensagens, visões, presságios, projeção futura e outras formas de sinais, entretanto como astrônomo, tenho que colocar um pouco de ciência em meio a tantos calendários cercados de datas de contatos, queda de asteroides e outros eventos apocalípticos, com base em mensagens de Deuses, anjos, santos, criaturas de outras dimensões e mundos alienígenas. Muita coisa que se lê ultimamente se transformou numa espécie de loteria semanal do fim do mundo e da descida de entidades alienígenas na Terra.

O que parece estar acontecendo é que grupos se reúnem e sorteiam datas para serem lançadas como um ponto de referência para nossa ansiedade constante, de que logo se prove a existência de vida inteligente fora da Terra, que aconteça o contato, no entanto, isto está causando um nervosismo, uma euforia sem base e levando muitos a serem desacreditados e transformar uma enorme fatia da população, que ainda não era cética, em um grupo cada vez maior. Minha intensão com este post é colocar um freio de mão rústico nos leitores para que diante de qualquer vídeo, notícia apocalíptica, ou data de um provável contato, pesquisem um pouco mais a fundo a fonte, sigam o rastro deixado por quem publicou, certifiquem-se de que a foto não é falsa, o vídeo não foi adulterado, para depois divulgarem e disseminarem o que numa proporção de 85% é apenas mais um “viral” ou como alguns gostam de dizer: “FAKE”.

A “ciência de desinformação” nasce, muitas vezes, na forma de uma entidade ou grupo de pessoas associadas a instituições ou comunidades científicas, introduzindo informações sobre determinado, vamos dizer assim, “fenômeno ou acontecimento científico”, disseminadas no meio acadêmico e que avançam para fora deste grupo, propositalmente distorcidas para serem assimiladas por grupos ufológicos, grupos ligados a “ciências cósmicas” e outros, gerando falsas projeções de eventos ou acontecimentos de ordem planetária. O resultado infeliz desta deturpação da real descoberta ou avanço consciente natural da raiz do achado ou registro, tornam-se nestes meios, movidos pela emoção do sensacionalismo, uma praga, que se espalha e contamina de forma prejudicial às pesquisas, transformando, ou camuflando o que na verdade está acontecendo, de verdade, por trás das datas destes calendários. Eu chamaria isto, em linguagem de guerra, e no bom estilo inglês de “cortina de fumaça”.

Agora, se isto está sendo feito, como distinguir quem diz e quem não diz a verdade?

Pesquisando, indo atrás da fonte, comparando datas, analisando os grupos divulgadores e vendo onde realmente nasceu a informação. Só assim podemos ter um pouco desta informação ampliada no microscópio para saber de que se trata de um fato ou apenas mais um “Viral”. [Fonte]

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Criador do Site Verdade Mundial, fotógrafo por amor e profissão. Um inquieto da sociedade! Acredito que podemos mudar o pensamento das massas com a informação. Temos as ferramentas e a vontade de ver um Mundo melhor e livre. Estamos nessa luta há dez anos e em frente!