Não houve anúncio oficial, foi sem alarde. Mas o Instituto Nacional americano para o Abuso de Drogas (NIDA, na sigla em inglês) atualizou a página no seu site oficial  que trata dos benefícios medicinais da maconha.

“Evidencias de um estudo com cultura de células sugerem que elementos purificados da maconha podem desacelerar o crescimento de células cancerígenas de alguns dos tipos mais sérios de tumores cerebrais”, diz o texto.

A atualização foi uma forma de legitimar uma pesquisa de cientistas da Universidade de Londres publicada na revista Molecular Cancer Therapies. No estudo, os cientistas mostraram que o uso de Tetraidrocanabinol (THC), principal princípio ativo da planta e do canabidiol (CBD), outro agente químico retirado dela, reduziu “de forma drástica” o crescimento de um tipo de tumor cerebral grave, chamado glioma.

Em um texto publicado no Washington Post, Wai Lu, um dos autores do estudo, afirma que dependendo do paciente, o tratamento para esse tipo de câncer consiste em cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia com a droga temozolomida.

“Porém, primeiramente pela localização intrincada localização do tumor no cérebro e o seu comportamento invasivo, esses tratamentos continuam amplamente malsucedidos. Nosso estudo mostrou que uma combinação de canabinóides com radioterapia tiveram um grande efeito”, escreveu Wai Lu.

Nesta semana, a agência antidrogas americana (DEA, na sigla em inglês) recomendou ao governo federal dos Estados Unidos a produção de mais de 400 quilos de maconha para pesquisa em 2015, mais do que o triplo que havia sido estimado. A justificativa é de que o país precisa para pesquisas médicas e científicas não antecipadas e para uso industrial.

Ao todo, 23 estados legalizaram o uso medicinal, 12 o uso limitado aos compostos de CBD e quatro o uso recreativo. Outros 19 descriminalizaram a posse de pequenas quantidades de maconha. Embora as leis estejam mais flexíveis em alguns estados, sob o ponto de vista federal, a proibição ainda existe. Por isso, pesquisadores precisam de autorização para trabalhar com o produto.

Justamente o país que iniciou a proibição, na primeira metade do século 20, é o que mantém maior número de patentes para uso medicinal e que tem apresentado maior abertura para o seu uso científico. [FONTE]

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