Caros colegas, não é novidade que a Mídia nativa está fazendo jogo duro com o governo da Dilma Rousseff há pelo menos dois anos. Antes, o pelotão de fuzilamento estava a cargo de figurões como o Diogo Mainardi, Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo, entre outros. Pôr a culpa toda na presidente tornou-se o padrão, e pode-se ver quase diariamente colunistas e comentaristas de muitos veículos de informação seguindo a moda e a cartilha.

Alguns esboçam desafio contra os poderosos patrões ao emitirem opiniões discordantes a do estabelecimento midiático. Jô Soares andou agindo como um moderador em seu programa, no quadro “as meninas do Jô”, contra-argumentando algumas declarações das jornalistas participantes.

Citar:“Agora eu tenho muito medo dessa vitimização da presidente da República. Eu acho isso meio inconcebível”, disse Jô. “Em qual sentido?”, perguntou Ana Maria. “No sentido de que estão fazendo dela uma vítima de uma Eleição que foi absolutamente legítima”, respondeu o apresentador. “Me desculpa, Jô, mas ela está pagando pelos erros dela mesma”, retrucou a jornalista. “Mas isso vale o ‘Fora Dilma’?”, questionou o apresentador. “Jô, tem gente que pensa de toda forma. [O direito de] se manifestar está garantido pela Constituição”, respondeu em seguida.

Posteriormente, ela disse que “foi uma eleição também onde as pessoas perceberam que foram enganadas um mês depois no discurso. A presidente fez alhos e bugalhos. A conta de luz mais do que dobrou”. E ele rebateu novamente: “Ah, eu não acho. Todo mundo sabia o que ia acontecer. Uma jornalista tão bem informada…”.

O fato é que Jô Soares tem atenuado a pressão para o lado da presidente. Em outro momento declarou que “impeachment contra a Dilma era golpe”

Citar:  (…)No bloco seguinte, o tema do impeachment continuou. A jornalista Ana Maria Tahan, uma das “meninas”, comparou o momento com o do ex-presidente Fernando Collor, que sofreu impeachment e o Brasil “sobreviveu”. Segundo ela, os brasileiros sobrevivem a tudo, pois têm sempre o otimismo de que as coisas vão melhorar.

Jô discordou. “O Brasil vivia um outro momento [na época de Collor], era uma coisa inteiramente nova no Brasil acontecer isso, os caras pintadas na rua… isso sim teve uma repercussão positiva no mundo inteiro. Mas um impeachment, hoje, da nossa presidente, que acabou de ser reeleita, é golpe. Pra mim é golpe”, afirmou.

O fato de Jô Soares ser uma pessoa influente, e ser reconhecido em todo o Brasil, fez com que suas “defesas” em favor à Dilma Rousseff provocassem uma certa intransigência no meio jornalístico. Não faltou críticas ao Jô, por exemplo partindo de colunistas carniceiros como o Rodrigo Constantino .

A reação foi além de críticas.

A Rede Globo vai empurrar o Programa do Jô (um dos raros programas que prestam na emissora) hoje, dia 23 de Abril para depois das 2h da manhã. A justificativa deles se resumiu em dizer que a mudança se deve ao “excesso de atrações” da Globo.

Para muitos, essa mudança foi uma reação às declarações do apresentador.

Já disse Voltare: “Posso não concordar com o que dizes, mas lutarei pelo seu direito de dizê-lo”. Lógico que a Globo não carrega esse valor em seus princípios.

fontes: http://www.brasil247.com/pt/247/midiatec…%80%9D.htm

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