Os templos Indianos esculpidos na Rocha
Quando em Ellora, no estado indiano de Maharastra, se segue por uma parede de rocha orientada a oeste, poder-se-à visitar um total de 34 grutas. Não se trata porém, de grutas comuns, já que operários trabalharam nelas durante cinco séculos, com vista a «construir» para hindus, budistas e jainistas (seguidores da religião indiana conhecida como Jainismo) um templo, um mosteiro e salas de reunião a partir da rocha já ali existente. Foi assim que, as mais invulgares das criações arquitetônicas do Sul da Índia, tiveram a sua origem.

Um Edifício Único
No final desse caminho, quando se julga já ter visto todos os edifícios dignos de interesse, a construção mais espantosa de todas aguarda ainda o observador: trata-se do templo de Kailasa, que pertence seguramente ao grupo dos mais arrojados empreendimentos arquitetônicos da Humanidade. Todo um templo, com a grande complexidade de concepção espacial que lhe é inerente, foi literalmente esculpido na rocha, tanto as suas formas exteriores como todo o seu interior. Há que tomar consciência deste feito.
O templo ocupa o dobro da área do Pártenon de Atenas e, tem uma vez e meia a altura deste. Durante mais de um século de construção foram retiradas 200 mil toneladas de pedra do local. O templo de Kailasa é dedicado ao deus Shiva e, é uma representação do monte Kailasa nos Himalaias, morada de Shiva.
O templo está assente sobre uma base de rocha maciça, o que acentua ainda mais o seu efeito imponente.

Os templos mais antigos das cavernas de Ellora foram criados no século V pelos budistas, tendo a maioria delas servido como «Viharas», ou seja, Mosteiros. Nestes templos de rocha encontram-se salas espaçosas com estátuas de budas com mais de seis metros de altura. É com justiça que estas obras únicas são conhecidas como grutas de Vishvakarma, pois este é no hinduísmo a personificação da força criativa, o arquitecto divino. Só uma entidade assim, poderia então ter idealizado e, edificado esta maravilhosa construção.

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Reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, a estudante de Design de Moda pela UCS, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade, história e religião.