Uma equipe internacional de pesquisadores, junto com pesquisadores amadores da Universidade de Cambridge, Inglaterra, encontrou através do satélite Gaia um sistema binário único e complexo, em que ambas as estrelas “comem” uma a outra. São de tamanhos diferentes, em que a estrela menor puxa o gás da sua colega maior. Elas também acabam se orbitando, tendo eclipses em intervalos de aproximadamente 50 minutos. Apelidada de Gaia14aae, elas contém grandes quantidades de hélio e nenhuma de hidrogênio, tornando-as especiais, já que esse elemento é o mais comum do universo.

Gaia14aae está localizada a aproximadamente 730 anos-luz de distância, na constelação de Draco. Foi descoberta pelo satélite Gaia, da Agência Espacial Europeia, em 2014, quando, de repente, tornou-se 5 vezes mais brilhante ao longo de um dia. Uma explosão observada pelos astrônomos foi importante para eles terem uma explicação para a estrela menor “atacar” a maior. Segundo os próprios cientistas, por mais que ela seja pequena, ela pesa muito mais do que a outra estrela. Em compensação, a grande estrela, que possui 125 vezes o volume do Sol, tem a massa de 1% da anã branca.

O embate consiste em devorar uma a outra, roubando gases e forçando a estrela maior a inchar e se mover em direção a ela para uma colisão. Esse confronto servirá para o laboratório estudar explosões de supernovas, assim como a sua origem, além de medir a expansão do universo, tendo estudos mais concisos sobre o espaço.

A função do Gaia, cuja missão foi iniciada em 2013, é aumentar o mapa da Via Láctea e deixá-lo mais preciso, além de observar como a galáxia se originou. Com câmeras de bilhões de pixels, ele observa e registra as estrelas centenas de vezes e descobre vários corpos. No caso de Gaia14aae, ainda não se sabe se as duas estrelas vão se colidir e causar uma explosão de supernova, ou se a anã branca vai derrotar completamente o seu “inimigo”. [Universidade de Cambridge]

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