A Ilha Proibida

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Sentinela do Norte é uma ilha localizada ao Leste da costa da Índia, ela compõe o arquipélago das Andamão, que fica na baía de Bengala, é uma ilha relativamente pequena com seus 72 km² de área total, tem um formato um pouco que quadrado e a maior parte de sua área é coberta por mata nativa densa circundada por recifes de corais extensos.

À primeira vista parece ser uma ilha normal, pois bem, “parece”. Não fosse pelos moradores dessa ilha que é popularmente conhecida como a “Ilha da Morte”, são os Sentineleses. Oficialmente os Sentineleses são conhecidos como a tribo mais isolada do planeta, sua população é estimada entre 100 a 400 indivíduos, se estima que eles estão nessa ilha a mais de 60 mil anos e ninguém, absolutamente ninguém até hoje conseguiu contato com eles.

Qualquer um que tente fazer contato é recebido com uma “chuva” de flechas, armados até os dentes eles se colocam em posição de ataque na praia ao ver algum barco se aproximando, tornando assim impossível o contato. Ainda não se sabe nada sobre sua cultura, origem ou língua.

Por muitas décadas o governo da Índia enviou expedições na tentativa de contato, porém nenhuma obteve sucesso, e olha que tentaram de tudo, os integrantes das expedições arremessavam diversos presentes como cocos, bananas, frutas e outros tipos de comida, as mesmas eram aceitas por eles más em nenhum momento houve uma oportunidade de contato.

Os sentineles são um povo totalmente agressivo, matando brutalmente qualquer pessoa que pise na ilha. No século XIII durante uma expedição pela região, Marco Pólo descreveu a tribo da seguinte maneira: “Se um estranho chega a sua ilha, matam-no imediatamente e comem o invasor”. Um fato ocorrido em janeiro de 2006 comprova essa teoria, dois pescadores de caranguejos se perderam e foram levados pelas correntes marinhas à ilha, e assim que pisaram na areia foram brutalmente mortos pela tribo. Foram enviados grupos para o resgate dos pescadores, más ninguém conseguiu sucesso, inclusive um helicóptero da marinha indiana utilizado pelas equipes foi recebido por flechas e não pode pousar, estranhamente os corpos dos dois pescadores ficaram apodrecendo na praia e, por muitas vezes eram mostrados como uma espécie de troféu pela tribo.
Em 1981 um cargueiro Chinês encalhou no recife de corais da ilha, para a tripulação era uma ilha normal e até quiseram ir até ela enquanto o resgate não vinha, por ordem do capitão os marinheiros não puderam ir a ilha pois poderia ser perigoso. Algum tempo depois o vigia do cargueiro avistou dezenas de homens nus e armados com lanças e flechas. A tripulação entrou em pânico e enviou diversos pedidos de ajuda até que foram resgatados sem grandes complicações.

Depois de tantas tentativas de aproximação e dos desfeches infelizes, a Marinha Indiana impôs uma zona de segurança de 3 milhas ao redor da ilha para segurança de ambos os lados. Quem não respeita esse limite tem prisão como punição.

Reflexão

O comportamento dessa tribo nos abre a oportunidade à uma reflexão, se considerarmos que para eles a ilha é seu mundo e sua cultura é única, então qualquer um que tente se aproximar, seja com barcos ou helicópteros (que para eles é totalmente desconhecido) será atacado, afinal, nós temos medo do que é desconhecido. Eles não fazem ideia do que é a internet, telefone, televisor ou até mesmo um simples prato ou um guardanapo, para eles é uma tecnologia distante e profundamente desconhecida. Temos algo em comum com tudo isso? Sim, é justamente o que acontece entre nós humanos e os extraterrestres, para a maioria de nós, ou quase todos, uma invasão ou somente a ideia de uma invasão alienígena nos faz pensar da mesma forma, ficamos em posição de ataque na praia armados com tudo que temos. Da mesma maneira que qualquer um tem receio em tentar contato com essa tribo, quem garante que não aconteça o mesmo com os extraterrestres?

About Author

Médico Veterinário, atualmente acadêmico de Medicina. Realiza pesquisas nas áreas da Ciência, Espiritualidade, Ufologia e cotidiano. Tem como objetivo o desenvolvimento de novas teorias e a disseminação do conhecimento para interesse comum.

  • Eliete Miranda

    Muito interessante…