Desvelando a origem dos Mestres por Henrique José de Souza

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Gupta Vidya por Henrique José de Souza.
 
Nenhum Ser de tão elevada expressão como Jesus, nasceu jamais num estábulo… Pelo contrário, em todas as teogonias, o nascimento de Seres Iluminados se verifica sempre no seio de famílias nobres, abastadas, de sangue real.
 
Gautama, o Buda, era o Príncipe Sidarta, de Kapilavastu; abandonou riquezas, palácios, títulos e bens terrenos para conviver com os humildes da plebe, viajando como um nômade, ensinando as verdades do espírito para plantar a semente da salvação sobre seus passos e criou gerações de discípulos cujas luzes iluminam os séculos dos povos orientais. Seu nascimento foi marcado pelos mesmos mistérios que envolvem o de todos os Seres da Divina Hierarquia. Um deva de luz ou anjo o anunciou à sua mãe que, antes de concebê-lo, teve a visão de um elefante branco ostentando o Loto das Mil Pétalas, como símbolo da Centelha Divina manifestada na Terra.
 
Os grandes iluminados nunca nasceram de pais indigentes, muito menos em um côcho ou mangedoura. Se assim fosse, menores teriam sido seus sacrifícios e renúncias em favor da humanidade. Não poderiam sentir em todos os seus horrores as agruras da miséria dos homens se nela tivessem nascido.
 
Jesus, o Cristo, cujo nome original era Jeoshua Ben Pandira (O Filho de Deus, melhor que “o filho do homem”) não nasceu nas paupérrimas circunstâncias descritas pela tradição exotérica, por isso que era um Ser proveniente de Salém, a Cidade Luz das escrituras hebraicas, que é a mesma misteriosa SHAMBALLAH das tradições orientais, “a ilha imperecível que nenhum cataclismo jamais poderá destruir”.
 
Segundo a lenda cristã, quando Jesus nasceu foi visitado por três Reis Magos do Oriente. Qual a verdade que se oculta nessa lenda? Eis a nossa resposta: os Três Reis Magos representam os Três Chefes do Governo Oculto do Mundo (sob o ponto de vista de Governo Espiritual).
 
Representam os Três Chefes ou Triumvirato governador da AGARTHA, que são: o Chefe Supremo que possui o título de Brahâtmâ ou Brahmâtmâ (apoio das almas no Espírito de Deus) e seus Dois Assessores ou Colunas:
 
o Mahâtmâ, representando a Alma Universal, e o Mahanga, símbolo de toda a organização material do Cosmos. Segundo Ossendowski, o Mahâtmâ conhece todos os acontecimentos futuros e o Mahanga dirige as causas desses mesmos acontecimentos; quanto ao Brahâtmâ, pode falar com Deus face a face.
 
O Mahanga oferece ouro ao Menino-Deus, e o saúda como Rei; o Mahâtmâ oferece-Lhe incenso e o saúda como Sacerdote; enfim, o Brahâtmâ oferece-lhe mirra (o bálsamo da incorruptibilidade, imagem de Amritâ), e Lhe dá as boas vindas como Profeta, o Mestre espiritual por excelência. Desse modo, o Cristo recém-nascido é homenageado nos Três Mundos, como sendo seus próprios domínios. Maitréia significa, igualmente, o Senhor das Três Mayas, ou dos Três Mundos.
 
Na tragédia do Gólgota, diz a tradição vulgar, a cruz de Jesus é ladeada pelas de dois “ladrões”. Na Maçonaria o grão-mestre é ladeado por duas “colunas”, J. e B., iniciais de Jakim e Bohaz, que coincidem, significativamente, com outras da biografia daquele Iluminado: Jeoshua Ben Pandira, os nomes das cidades onde nasceu e expirou, Belém e Jerusalém, o nome de João Batista, seu Arauto ou Iokanã que o batizou no Rio Jordão, no momento em que sobre Ele desceu o fogo do Espírito Santo simbolizado na pomba imaculada.
 
Todos os grandes seres, antes de consignarem sua presença entre os homens através do ventre de uma mulher “eleita”, são anunciados por outros seres também de grande excelsitude, que são os Iokanãs. Este vocábulo pode ser decomposto em Io, com o significado de “o grande princípio universal feminino” ( Ísis, Maya, Lua, etc.), e Canã ou Canaã, a terra da promissão. Na melhor interpretação, Iokanã é aquele que conduz, anuncia alguém, pelo Itinerário de Io ou de Ísis, o Caminho Real por onde deve passar um novo clã, família, raça. Caminho de Io ou de Ísis é o caminho percorrido pelas Mônadas. IO dá ainda a figura aritmética dez, podendo ser relacionado com a décima lâmina do Taro divinatório dos boêmios que simboliza a Roda da Fortuna, a roda dos nascimentos e das mortes nos três mundos. Quem faz girar essa Roda é o Divino Rotan, o Chakravarti, o mesmo Senhor dos Três Mundos.
 
Duplicando-se o monossílabo IO, temos IOIO, que pode também significar mil e dez; substituindo-se a segunda e quarta vogal por S, temos ISIS, e permutando-se a posição dos dois últimos algarismos (01) forma-se o mil e um que faz lembrar as Mil e Uma Noites dos maravilhosos contos iniciáticos, nos quais se encerram profundos mistérios ligados ao longo e sinuoso Itinerário de IO ou de ISIS. Tais mistérios, na sua totalidade, são conhecidos apenas pelo Supremo Arquiteto como Logos Criador, do qual se têm emanado ciclicamente os Avataras Divinos, que vêm com a Sua palavra (a Boa Nova de cada ciclo) impulsionar as mônadas (para tanto “julgadas” aptas) pelo extensíssimo IO.
 
Assim foi com Krishna, Buda e Cristo e com todos os outros Iluminados que têm vindo a este mundo inferior. E há de ser assim em futuro próximo, isto é, no começo do século XXI com a Nova Manifetação cíclica do Grande Senhor, o MAITRÉIA BUDA. Este Glorioso Ser, o Kalki-Avatara das tradições multimilenares, é também denominado o Cavaleiro Akdorge, que virá esmagar o dragão do Mal que ameaça devorar a Bela Princesa acorrentada à porta do palácio, que outra não é senão a própria humanidade encarcerada nas trevas das superstições e da ignorância, mãe dos erros de toda espécie.
 
Maitréia, o Senhor dos Três Mundos ou das Três Mayas, cavalgando seu corcel branco, simboliza o Ternário Superior do Espírito, dominando e dirigindo o Quaternário inferior da persona, e pessoa do homem físico, ou seja, o veículo denso através do qual o Som, o Verbo se expressa…
 
Quanto ao Papai Noel, este bom velhinho de longas barbas de neve carregando às costas um grande saco de brinquedos e presentes para alegrar os corações de crianças e adultos no dia 25 de dezembro, quem é Ele? Quem inventou essa personalidade tão generosa quanto pontual no cumprimento do seu dever de renovar anualmente as esperanças da humanidade? Quem diz todos os anos, diz “ciclicamente”.
 
Podemos vislumbrar nessa maravilhosa personalidade natalina o Pai Onipotente, de infinita bondade, que se manifesta de ciclo em ciclo para premiar os homens que se mantiveram fiéis ao Espírito de Verdade, presenteando-os com a Boa Nova, isto é, com novos conhecimentos que propulsionam o progresso das mônadas, através de mais uma etapa no longo Itinerário de IO.
 
E a Árvore de Natal, essa dadivosa planta que nos oferece no fim de cada ano brilhantes frutos simbolizados nas bolas de ouro, de turqueza, esmeralda e rubi? Ela exprime a Árvore Sefirotal, representa a Árvore dos Avataras, sendo o seu tronco o Bija ou Semente de todos Eles, a Árvore da Vida plantada no Quaternário da Terra, que floresce e produz maravilhosos frutos de ciclo em ciclo. Ela nos diz também da Árvore de Bodhi, ou da Sabedoria divina, cujos vários ramos com seus frutos multicores significam os diversos aspectos e as múltiplas expressões da Verdade Única, da Eterna Verdade apregoada aos homens pelos Avataras cíclicos. [FONTE]

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Trabalha na área de Controle de Qualidade em uma empresa Suíça. A espiritualidade fez com que Marluce despertasse espiritualmente. Sem um certo nível de consciência espiritual é impossível perceber a magia da vida.