Primeiro transplante de “cabeça” já tem data marcada para acontecer.

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O que parecia ser ficção científica agora pode se tornar pura realidade, até parece roteiro de algum filme de Hollywood, más o primeiro transplante de cabeça já tem data marcada: Dezembro de 2017.

O cirurgião italiano Sergio Canavero está disposto a entrar para a história com um feito inédito para a ciência e para a medicina, algo que parecia impossível agora está cada dia mais próximo de se tornar realidade. O paciente é Valery Spiridonov, o russo de 30 anos sofre de uma doença chamada Werdnig-Hoffman, essa doença causa atrofia muscular espinhal, em conseqüência gera o enfraquecimento de toda a musculatura do corpo e não tem, ou pelo menos até agora não tinha cura, o vento parece estar a favor dos portadores dela.

O procedimento

A cirurgia terá como fase preparatória o período de dois anos a partir de agora, será realizada por uma equipe multidisciplinar de 150 pessoas, durará cerca de 36 horas e terá um custo estimado de R$ 45 milhões. O corpo do doador será resfriado e sua cabeça será retirada para posteriormente receber a cabeça de Valery, para isso terá que ser feito o corte detalhado de todas as estruturas como vasos sanguíneos, músculos e a medula e depois religá-los perfeitamente para que possam funcionar bem. Durante o procedimento será utilizado um produto especial que ajuda na cicatrização das estruturas principais para que assim a recuperação seja mais rápida. Depois da operação o paciente ficará alguns dias em coma induzido até que se comprove a eficácia da operação.

Vai dar certo?

A expectativa por parte da equipe é grande, segundo o cirurgião Sergio a cirurgia será realizada somente quando todos os membros da equipe tiverem 99% de certeza que será feito bem seu trabalho. Outras operações desse tipo já foram realizadas com animais como teste, principalmente em cães e macacos, após a cirurgia os animais sobreviveram por uma semana e morreram por complicações decorrentes da cirurgia. Segundo Sergio, isso aconteceu porque em 1970, quando foram realizados os experimentos os médicos não dispunham dessa nova substancia para auxiliar na cicatrização.

O paciente alega estar ciente de todos os riscos que a cirurgia pode causar, más está disposto a correr os riscos para o bem dele e da ciência.

Repercussão

A notícia causou uma enorme repercussão entre a comunidade médica e cientifica dividindo muitas opiniões, muitos especialistas em neurocirurgia se colocaram contra ao procedimento e frisam os altos riscos que podem ocorrer. Segundo Hunt Bätjer, da Associação Americana de Neurologistas e Arthur Caplan da Universidade de Nova York, a operação pode trazer muitos riscos, até mesmo piores do que a própria morte, “Não sabemos como o corpo vai reagir, e se de fato o corpo poderá responder bem aos estímulos enviados pelo cérebro”.

A tecnologia está de fato chegando a níveis inimagináveis e “impensáveis”, nos resta agora esperar pelos resultados e esperar que os mesmos nos tragam sempre evolução e positividade.

About Author

Médico Veterinário; Professor; Acadêmico de Medicina. Realiza pesquisas nas áreas da Ciência, Espiritualidade, Ufologia e cotidiano. Tem como objetivo o desenvolvimento de novas teorias e a disseminação do conhecimento para interesse comum.