A trama de “Arn, O Cavaleiro Templário” é complexa. O início do filme é um tanto entediante, parecendo um romance de época bem clichê. No entanto, quando o drama entre Arn e Cecilia começa, não conseguimos mais desprender os olhos da tela.

Abordando um tema ousado, o roteiro nos mostra o quanto a igreja católica mandava e desmandava até mesmo na vida pessoal dos cidadãos. Normalmente, costumo chamar tal ato de “recalque religioso”. Por pura maldade e por uma briga entre os clãs, Arn e Cecilia são destinados a vinte anos de martírio. Ele é enviado às cruzadas dos templários, enquanto sua amada fica reclusa em um convento da região. Cada um sofre as consequências do amor proibido, conforme a determinação do bispo – porque ele se acha o máximo e dono do destino alheio. Não seria melhor conhecer uma mulher e tentar ser feliz, meu senhor?

As aventuras de Arn são o ponto alto da película. Inteligente, o rapaz se sobressai entre os companheiros, gerando a inveja de muitos e, com isso, seu tormento. Senti falta de uma explanação mais extensa sobre os cavaleiros templários e toda a origem dessa ordem, que se desprendeu da igreja católica na época da inquisição. Na verdade, uma simples explicação sobre o nome dado ao clã de tais cavaleiros já seria bem vinda – para quem não sabe, os “Templários” foram assim batizados porque sua sede se assentou no mesmo lugar que antes fora o Templo de Salomão. Daí, a ligação do nome. – Certamente, acredito eu, as obras de Jan Guillou devem nos apresentar o assunto com forte peso e ênfase.

About Author

Trabalha na área de Controle de Qualidade em uma empresa Suíça. A espiritualidade fez com que Marluce despertasse espiritualmente. Sem um certo nível de consciência espiritual é impossível perceber a magia da vida.