Extraterrestres ou Estrangeiros

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O homem moderno, cheio de conhecimento e com o mundo em suas mãos está se deliciando como uma criança com seu doce favorito, a NASA acaba de confirmar a existência de água liquida em Marte, a busca por vida lá fora está em desenvolvimento frenético, será que existe vida inteligente? Ou há somente microorganismos? O que estamos procurando?

Estatisticamente falando, o universo, aliás, o multiverso é infinito. Há mais estrelas no Universo do que grãos de areia em todos os desertos e praia do mundo (Simon Driver). E seria quase um tiro no pé e uma enorme ignorância o homem com tamanha inteligência e com toda a tecnologia disponível continuar fazendo a mesma pergunta há séculos, existe vida lá fora?

Não precisamos ser especialistas da NASA, ou sermos videntes para imaginar e acreditar no obvio, sim, existe vida lá fora, e o mais importante de tudo, essa vida faz parte de nós e somos nós. O que mais incomoda e frustra o meio científico não é saber se há ou não vida lá fora, más justamente não conseguir provar isso ao mundo.

Abro essa discussão com o seguinte exemplo: Um japonês que chega a São Paulo diretamente de Tókio, falando outra língua (muito difícil por sinal), com uma anatomia diferente (se considerarmos os traços como os olhos puxados, tamanho e estrutura), com hábitos totalmente diferentes, e que ao primeiro momento tenta se comunicar com gestos ou alguma outra forma não lingüística, nesse caso estamos frente a um estrangeiro certo? Porque sabemos disso? Simplesmente porque já temos esse conceito instalado em nós desde pequenos, sabemos que essa pessoa “estranha” também é um humano, é um de nós, mas quem pode provar que ele é somente mais um de nossa espécie ou que é um extraterrestre em vez de um simples estrangeiro? E se ainda não conhecêssemos o Japão, seu povo e sua cultura, o que iríamos pensar?

Se fizermos a mesma pergunta trocando o japonês por um rinoceronte, por exemplo, chegamos à mesma dúvida: Quem nos prova que o rinoceronte foi criado pela natureza terrena durante o seu desenvolvimento, e não foi incluído artificialmente e já adaptado a natureza local por uma inteligência alienígena? Será que somente descobertas arqueológicas podem responder tamanha pergunta?

Os exemplos anteriores serviram para denotar que todos nós fazemos parte de um conglomerado de informações amplamente desenvolvidas, que nem nós mesmos sabemos de onde vieram, o ser humano é totalmente diferente de tudo o que a ciência conhece, seja nos padrões comportamentais, genéticos, anatômicos e sociais. Nós humanos temos características extremamente refinadas em comparação a outros animais. E porque somente nós desenvolvemos o cérebro? Porque o gorila das montanhas ou o golfinho não continuou sua possível evolução e não se tornaram seres inteligentes como nós?

Adão e Eva, que por sua vez é uma parábola, não podem ser uma alusão aos que nos colocaram fisicamente nesse planeta, claro com a criação e permissão de Deus?

Se analisarmos todos os relatos de abduções e contatos com extraterrestres, vamos ver algo incomum, sempre são humanóides, uns com olhos grandes e cabeça gigante, outros com narizes pequenos ou muitas vezes sem eles, enfim, sempre humanóides, com um tronco, pernas, braços, cabeça e pescoço, e o que somos? Talvez humanóides, não?!

Agora vamos um pouco mais longe: suponhamos que num futuro próximo possamos encontrar um planeta que contenha todas as características perfeitas para nos abrigar, colonizamos esse planeta e por algum motivo perdemos o contado direto com essa nova civilização, os tempos passam e novas gerações vão surgindo até um momento em que voltamos a poder visitar esse lugar no qual já estará totalmente mudado e com características próprias, nós vamos ser os seres evoluídos que chegam em naves e claro, com aspectos humanóides, o que vamos encontrar, estrangeiros não evoluídos? E será que vamos ter a coragem e o senso crítico de entrar em comunicação massiva e mudar totalmente os hábitos dessa população? Ou vamos nos posicionar como observadores a distancia dando pequenos auxílios em prol ao crescimento e desenvolvimento de tal civilização?

Talvez o que nos falta é justamente um novo ponto de vista, uma abertura de nossas “tapas de cavalo” que não nos permite raciocinar sobre quem somos, buscamos tanto lá fora que esquecemos de olhar pra dentro de nós mesmos, e com isso vamos nos ficando submergidos num mundo surreal onde só existem o que queríamos ser, e não o que de fatos poderíamos ser.

About Author

Médico Veterinário, atualmente acadêmico de Medicina. Realiza pesquisas nas áreas da Ciência, Espiritualidade, Ufologia e cotidiano. Tem como objetivo o desenvolvimento de novas teorias e a disseminação do conhecimento para interesse comum.