“De graça recebestes, de graça deveis dar!” (Mt 10,7-15) 

A pessoa exerce a mediunidade por duas opções: ou por expiação ou por missão. Somente quem veio como missionário não tem débito muito alto. Os outros vieram com a mediunidade para poder se refazer melhor. Quando é por missão, dificilmente há rebeldia por parte da pessoa. No fundo ele sabe que tem que desempenhar um grande papel, só não sabe qual é e somente com o tempo descobre que tem uma grande missão. Os médiuns por expiação muitas vezes caem, se levantam, tornam a cair. Ele não está totalmente consciente do seu trabalho. Ele precisa ter muita força de vontade para vencer todos os obstáculos e seguir o seu caminho adiante.

O desenvolvimento da mediunidade significa estar presente no mundo e não desligar-se dele. O médium possui uma responsabilidade maior do que uma pessoa comum. Não existe sinal de santificação, ao contrário; é uma vida com muitas experiências difíceis que acabam por proporcionar o seu amadurecimento.

Como se caracteriza esse desenvolvimento – 
Pelo estudo das obras de Kardec e outras similares e da prática. A pessoa deve ir praticando as diversas modalidades de mediunidade: Psicofonia, psicografia, vidência, transporte, desdobramentos, sempre acompanhado de pessoas experientes nestas áreas. A pessoa pode desenvolver uma destas modalidades com facilidade, algumas, apenas pequenos vestígios de uma ou de outra e outras pessoas nada conseguem.

Tipos de médiuns

Cura: realizam a cura através da imposição das mãos no doente; fazem orações e cirurgias espirituais.

Desobsessores: capazes de orientar os espíritos que não são evoluídos, contribuindo para sua elevação (geralmente na primeira sessão, a pessoa sente-se mal, chegando a dar trabalho para os médiuns mais velhos do centro espírita).

Intuitivos: considerados os mais elevados; eles ouvem, sentem, recebem o pensamento dos desencarnados, de modo consciente.

Psicografia: escrevem mensagens provenientes do plano espiritual, auxiliados por seus mentores (como o caso do maior médium brasileiro já falecido, Chico Xavier).

Psicopictógrafos: incorporam pintores desencarnados desenhando nas telas obras fantásticas (como o médium Gasparetto, conhecido internacionalmente).

Videntes: podem voltar-se para o futuro, tendo visões de algo que poderá ocorrer a uma longa distância. Muitos recorrem à telepatia (quando é possível ouvir a voz, ou subvoz no seu interior), ou a clarividência (enxergar o desencarnado ou cenas distantes). Em algumas sessões podem ocorrer a psicofonia (o médium fala como se fosse outra pessoa) ou a xenoglassia (falar ou escrever em outro idioma).

O que acontece numa manifestação mediúnica?

O médium fecha os olhos, deixando a mente quieta (meditação) para que depois de alguns minutos, ocorram os arrepios, a sensação de calor, a aceleração dos batimentos cardíacos, alguns movimentos involuntários e a sensação de uma outra energia ao seu redor. Assim, inicia-se o funcionamento cerebral nas regiões da glândula pineal (centro do cérebro), lobo temporal e o sistema límbico (responsável pelas emoções).

A atividade na respiração celular pode fazer com que se produza o ectoplasma, ou seja, a energia humana que possibilita o corpo contactar com o espírito. A glândula pineal é definida como uma espécie de “antena” que capta as vibrações dos espíritos. Também é responsável por regular a produção hormonal e funciona no desenvolvimento do corpo. Esta glândula produz melatonina (que tem um efeito sedativo) sendo responsável pela percepção da passagem do tempo – isto explica o facto de o médium não ter noção do tempo em que ficou no transe. Depois do término dos trabalhos, o médium precisa refazer o seu ectoplasma, a substância semi-espiritual que se renova posteriormente, devendo ingerir proteínas para retornar ao seu estado normal.

Fazem parte fundamental do currículo do médium, que entende a sua missão, os seguintes requisitos voluntários:

HUMILDADE
OBEDIÊNCIA

DESPRENDIMENTO
DISCERNIMENTO
PROPÓSITO
FIM

O Fim é o aprimoramento que o médium procura em todos os outros requisitos, e é vislumbrado quando o Ser percebe que o uso condigno e confiante da Mediunidade, tem valia em algo de bem e de bom para alguém. Todo o Ser é um iniciado em potencial, ignorando de início o Modus Operanti, utilizando-se do seu Livre Arbítrio, estudando o fenómeno, progredirá de acordo com a intensidade das suas qualidades essenciais. Por esta razão, nem todos os médiuns têm progresso idêntico. Ser médium é em síntese, ser um pesquisador constante, que inicia por conhecer-se a si próprio, descobrindo e equilibrando as suas forças positivas e negativas, para depois então, e só então, partir para o estudo do Universo que o rodeia.

FONTE

About Author

Reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, a estudante de Design de Moda pela UCS, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade, história e religião.