Megamineração no Uruguai terá um lago dez vezes maior comparado ao de Mariana-MG

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Por Ramon Palhares – reproduzido do Diário do Amapá, terramérica e notícias de mineração Brasil – editado p/ Cimberley Cáspio

A Zamin retomou as negociações para o megaprojeto de minério de ferro no Uruguai. A Mineradora de capital indiano vê a possibilidade de tirar do papel o projeto de minério de ferro Aratirí, que produzirá 18 milhões de toneladas de ferro anuais, com investimento prometido de US$ 3 bilhões. A mina se localizará bem no meio de uma área rural de produção agrícola e pecuária.

Um mês antes de terminar o prazo fixado por lei para que o governo uruguaio e a empresa de mineração Zamin Ferrous assinem ou não um contrato de extração de ferro, as negociações recomeçaram e há grande chance dele ser ratificado.

O projeto ocupará 4.300 hectares, incluindo cinco minas de extração a céu aberto em 500 hectares, zonas para depósito de materiais estéreis (sem valor econômico), áreas de manobra e logística, uma unidade para triturar a rocha e separar o ferro, e um duto de 212 quilômetros para transportar a mistura de concentrado de ferro e água até um porto exclusivo de grande calado, a ser construído na costa do Oceano Atlântico, em uma localidade eminentemente turística.

A questão é que essa “parceria” do governo uruguaio e a mineradora indiana, inclui uma barragem com um lago dez vezes maior do que aquele que causou o desastre no Brasil. Além de estar em cima do Aquífero Guaraní, segundo ativistas.

E aqui no Brasil, essa mesma empresa, já comemora a geração de 1.580 empregos diretos, com a retomada das atividades de mineração no estado do Amapá. O anúncio foi feito no programa Conexão Brasília (DiárioFM 90.9) pelo presidente do Sistema Fecomércio Amapá da Agência Amapá de Desenvolvimento Econômico (Agência Amapá), Eliezir Viterbino.

O retorno da empresa ao estado foi possível graças a um protocolo de intenções celebrado entre a Mineradora e o Governo do Estado (GEA). “É uma tentativa que a Agência, com o apoio político do governador Waldez Góes, faz para gerar novamente essa atividade tão importante, que é a mineração, que tem três pontos para poder voltar a girar: que o mercado reaja; de alguém com expertise e alguém com recursos para apostar novamente e mudar a situação. Não poderíamos esperar a ferrovia se deteriorar, deixar uma mina sem exploração e um porto de escoamento de minérios inacabado”, justificou.

Segundo Viterbino, o protocolo de intenções foi viabilizado após três meses de muito trabalho e negociação com representantes do setor, da Zamin e da Aurum Mining, empresa que está investindo no empreendimento no Amapá: “Foi necessário muito trabalho, uma análise bem aprofundada e intensas negociações com a Zamin e a Aurum Mining. Focamos, principalmente, o resultado prático imediato, para o Amapá, como a recuperação da Estrada de Ferro (EFA), a conclusão das obras do porto de minérios, em Santana e a geração de 1.580 empregos diretos até 2016. É importante destacar, também, que a Mineradora vai contemplar um vagão no trem totalmente adaptado para o turismo, já no ano que vem, permitindo a exploração dessa rota turística maravilhosa e de grande potencial, que percorre 130 km adentro na Floresta Amazônica, um atrativo turístico magnífico que precisa ser explorado de forma competente, porque vai atrair recursos para todo o estado, especialmente para toda aquela região, com reflexos altamente positivos para todos os municípios localizados ao longo da ferrovia, como Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande, Santana e Macapá”.

Fonte: http://www.diariodoamapa.com.br/cadernos…eu-aberto/

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