O Misterioso Assassinato de Karl Brugger – O jornalista alemão assassinado no Brasil

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O jornalista alemão assassinado no Brasil havia revelado fatos que nenhum brasileiro quis publicar.

Até hoje o crime ocorrido na cidade do Rio de Janeiro em 3 de janeiro de 1984 está tão envolto em mistérios quanto a principal causa que lhe é atribuída: a cidade perdida de Akakor, que teria existido na Amazônia brasileira, mais exatamente na região de fronteira entre o Brasil, a Bolívia e o Peru. O assassinato correu em pelo dia, numa rua do centro da cidade: um homem simplesmente se aproximou do jornalista, disparou um tiro e fugiu correndo em meio à multidão assustada. Tudo leva a crer que se trata de uma “queima de arquivo”.
De fato, a vítima, o jornalista alemão Karl Brugger sabia a respeito de assuntos tidos como “notoriamente proibidos”, como disse o arqueólogo e antropólogo brasileiro Aurélio M. G. de Abreu em seu livro “Reinos Desaparecidos e Povos Condenados”. Realmente Brugger foi o autor de “As Crônicas de Akakor”, livro que se tornou um dos mais vendidos nos Estados Unidos e na Alemanha, mas que  nenhuma editora brasileira quis publicar.
O livro continha narrativas baseadas em lendas e tradições existentes na Amazônia sobre Akakor, a cidade de uma suposta civilização desaparecida antes de 1500. O que se sabe dessa história é que em 1971, numa rua de Manaus (AM), um piloto da Swissair, Ferdinand Schmidt, conversava em alemão com outro membro da tripulação quando foi abordado por um homem esfarrapado que, em alemão, pediu que lhe pagasse uma refeição. O aviador ficou surpreso ao perceber que o nativo soubesse falar alemão tão bem, mas este lhe explicou que sua mãe era uma índia e seu pai era um alemão. Este homem é outro que se tornaria mais um personagem envolto em mistérios até hoje: seu nome verdadeiro é Hans Guenther Hauck, nascido em 5 de outubro de 1941, mas é mais conhecido como Tatunka Nara, e trabalha como guia para visitantes na floresta.

O mestiço disse ao piloto que vivia como índio, na tribo Ugha Mogulala, e que entre 1939 e 1941 – o auge da Segunda Guerra Mundial – esses índios receberam em suas aldeias cerca de 2 mil soldados alemães enviados por Adolf Hitler, que pretendia invadir o Brasil transportando armas e diversos equipamentos. Tatunka Nara disse que os soldados nazistas permaneceram na região até o início de 1945, ano em que a guerra terminou. Ele disse que alguns soldados voltaram para a Alemanha, mas também alguns permaneceram convivendo com os índios.
Após voltar para a Alemanha, o piloto da Swissair contou esta história ao jornalista Karl Brugger, conhecido como especialista em temas considerados “fantásticos”. Pouco tempo depois, Brugger veio para o Brasil e, sem dificuldades, encontrou Tatunka Nara em Manaus. O mestiço lhe repetiu as mesmas informações que havia dado ao piloto e o jornalista as gravou. Em 1972, Brugger e Tatunka Nara foram para o interior da floresta para encontrar aquilo que ele suspeitava que Hitler acreditava existir na região e por isto queria invadi-la: a cidade perdida de Akakor. Ao voltar a Manaus, o jornalista se manteve reticente sobre os resultados dessa viagem, mas em 1976 surgiu na Alemanha a primeira versão de seu livro, “Die Chronik von Akakor” (“As Crônicas de Akakor”), no qual ele narrava a chegada do contingente nazista ao Brasil e a relação dos soldados com os índios Ughla Mogulala. Logo após o lançamento da edição alemã surgiu nos Estados Unidos a edição em inglês com o título “The Chronicles of Akakor”. Com o sucesso de vendas de ambas as edições, muitos foram os grupos de cientistas e aventureiros em busca da “cidade perdida” na Amazônia Brasileira. Em 1974, o suiço Erich von Däniken, que se tornou mundialmente famoso pelo seu livro “Eram os Deuses Astronautas?”, também veio ao Brasil para encontrar Tatunka Nara e as ruínas da “cidade perdida”, e ouviu do mestiço uma narrativa a respeito de um misterioso “objeto cantante”. Isto é o que será abordado na segunda parte desta série de artigos sobre o crime que ficou conhecido como o Caso Karl Brugger.

Fontes: 

  • Wikipedia
  • “Reinos Perdidos, Povos Desaparecidos”, de Aurélio M. G. de Abreu – Editora Hemus – São Paulo, SP (Brasil).
Ilustrações: Arquivo Google

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