As religiões seriam alguma patologia do cérebro místico?

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Utilizando FMRI e outras ferramentas da moderna neurociência, os investigadores estão descobrindo o que acontece no cérebro durante as orações, meditações ou transes religiosos.

Lobo Frontal – É a parte mais desenvolvida do cérebro, responsável pela concentração, pelas emoções e pela autoconsciência. Atividade fica acelerada
Tálamo – O controlador dos nossos sentidos, esse órgão foca a nossa atenção pela forma como armazenar informações coletadas. A meditação reduz o fluxo de sinais
Lobo Parietal – Região que processa informações sensoriais sobre o mundo ao redor, orientando-nos no tempo e no espaço. Atividade fica reduzida
Formação Reticular – Como sentinela do cérebro, essa estrutura recebe os estímulos que chegam e nos põem em alerta. Estados alterados de consciência o amortizam.
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O geneticista Norte-americano Dean Hamer alegou que, um trecho do DNA batizado de, “Gene de Deus”, seria o responsável pelo misticismo dos humanos… O gene isolado por Hamer e a equipe no Instituto Nacional do Câncer, nos EUA, foi identificado pela sigla vmat2, e estaria envolvido no transporte de uma classe de mensageiros químicos do cérebro conhecidos como “Monoaminas”, do qual o mais famoso é a serotonina, a molécula do bem-estar. Tanto o Ecstasy, como o Prozac, influenciam os níveis de Serotonina no sistema nervoso.

As evidências do envolvimento do vmat2 com a espiritualidade vêm de análises genéticas conduzidas pelo grupo de Hamer. E pelo fato de que 5% dos vmat2 apresentam dimorfismo, ou seja, tem mais informações do que os genes vmat2, dos indivíduos comuns… Isso não significa que o individuo com o vmat2 mais sofisticado será ateu, e sim, que ele poderá vir a ser ateu.

O biólogo Richard Dawkins já havia dito que, a biologia não determina que o individuo não irá acreditar em Deus… Mas sim, se o individuo tem potencialidade para não precisar acreditar… Um fato interessante é que os chimpanzés também têm o gene vmat2, mas nos chimpanzés o vmat2 é minúsculo ou não é ativos como o do ateu… Richard Lynn, professor de psicologia da Universidade do Ulster, na Irlanda do Norte, em parceria com Helmuth Nyborg, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca e John Harvey, defendem a Tese de que, “Pessoas com QI mais alto são menos propensa a ter crenças religiosas”.A fé e a crença em um ser sobrenatural superior permanecerão. E sempre encontrará guarida em determinados tipos de pessoas, que necessitam de consolo para o fardo da vida.

Observe que a mentalidade dos místicos não evoluiu.E que os místicos de hoje são os mesmos da época remota em que, às margens do Rio Nilo, Ísis atraía ao seu Templo milhares de fervorosos peregrinos… Pois o sentimento religioso dos místicos não progrediu. E a maioria ainda acredita em Revelações, Profetas, Livros Sagrados e Dogmas religiosos. O comportamento místico dos humanos seria uma forma branda de “distúrbio mental”, que atenderia as necessidades dos emocionais, interferiria na sua habilidade de enxergar, distorceria o raciocínio e se sobreporia aos conhecimentos acumulados pela ciência. A fé criaria ilusões e chegaria a ponto de fazer com que alguns afirmem que, “Eu sei que Deus é real, porque ele ouve minhas preces e fala comigo”…

Ainda que seja difícil ter uma visão abrangente ou a profundidade necessária para a tarefa de “falar mal” de algo que é uma unanimidade, eu resolvi cometer uma apostasia, bem como, contestar alguns dogmas, pois caso a dependência religio$a seja uma “perturbação” ou mesmo alguma “doença” progressiva, contagiosa, biopsicossocial ou que tem componentes genéticos… Eu bem que gostaria de contribuir para a cura da mesma!

Cientistas identificam áreas do cérebro ligadas à fé religiosa.

zona do cérebro que controla a fé religiosa

Ao pensar em Deus, pessoas usam regiões ligadas à interação com outros. Resultados indicam que não há ‘órgão divino’ único na mente humana. A ciência provavelmente não é capaz de provar se Deus existe ou não existe, mas a fé religiosa, pelo visto, é bem real — ao menos em seus efeitos sobre o cérebro. Pesquisadores americanos estudaram o órgão em ação e conseguiram mapear as regiões cerebrais que entram em atividade quando alguém pensa em Deus, no conteúdo de uma determinada doutrina religiosa ou nas cerimônias ligadas à sua fé.

A pesquisa, coordenada por Jordan Grafman, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, está na edição desta semana da revista científica “PNAS”.. A primeira conclusão da equipe é que não existe nenhum “órgão divino” especializado no cérebro. Para processar informações, sensações e emoções ligadas à religião e à crença em Deus, as pessoas utilizam regiões do cérebro que também servem para outras funções do dia-a-dia mental.

Isso vale, por exemplo, para quando os voluntários tinham de imaginar Deus relativamente distante do mundo e das pessoas, sem se envolver com os assuntos terrenos; Deus enraivecido e Deus amoroso. Em todas essas situações, as áreas do cérebro que ficaram ativas, de acordo com exames de ressonância magnética, tinham a ver com a chamada Teoria da Mente. A Teoria da Mente é uma propriedade mental humana que tem a ver com a detecção de emoções e intenções em outras pessoas ou seres. É a capacidade que você usa para imaginar por que um amigo ou um parente ficou bravo com você por algum motivo, por exemplo. Nesse caso, os voluntários estão pensando num agente sobrenatural (Deus) como se ele tivesse uma mente como a de outros seres humanos.

Da mesma forma, áreas cerebrais tipicamente associadas com o raciocínio abstrato, a memória e a fala “acenderam” quando as pessoas tinham de pensar em dogmas de sua religião, enquanto regiões associadas com o processamento sensorial ficavam ativas quando a pessoa tinha de pensar em rituais religiosos. Assim, para o cérebro, decorar informações sobre a Santíssima Trindade não seria muito diferente de aprender uma equação matemática, e assistir a uma missa seria parecido com ir ao teatro, por exemplo.

Os pesquisadores ressaltam que a pesquisa foi feita exclusivamente com cristãos ocidentais. A religiosidade de pessoas de outras partes do mundo pode envolver aspectos cognitivos diferentes.

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Criador do Site Verdade Mundial, fotógrafo por amor e profissão. Um inquieto da sociedade! Acredito que podemos mudar o pensamento das massas com a informação. Temos as ferramentas e a vontade de ver um Mundo melhor e livre. Estamos nessa luta há dez anos e em frente!