Escolas do Espírito Santo levam meditação e inteligência emocional às salas de aula

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À medida que crescemos, percebemos quanta coisa a vida nos cobra sem termos aprendido na escola. No dia a dia, raízes quadradas, celomas e mol dificilmente aparecem, mas desafios envolvendo inteligência emocional acontecem o tempo todo. Por que, então, isso não é ensinado às crianças?

Diversos estudos realizados pelo mundo afora já comprovaram que meditar provoca alterações fisiológicas no corpo, um aumento de integração e efetividade do cérebro que, juntos, culminam em uma ampliação de ondas cerebrais que levam ao relaxamento. Pode ter coisa melhor? Relaxado(a) – ou seja, desestressado(a) – você experimenta o estado “feliz” e vai – evidentemente – render muito mais. Quem ama o que faz, faz com maestria, sem muito esforço.

Meditar – como já dissemos – reduz o estresse, aniquila a ansiedade, aumenta a satisfação no trabalho, diminui insônia e depressão, promove maravilhas na autoestima, confere aquele “super start” na criatividade, na inteligência e na memória e – como se não bastassem tantos benefícios – ainda fortalece os sistemas nervoso e imunológico, reduz pressão arterial e dores de cabeça e torna o corpo menos dependente do consumo de tabaco e álcool.

Tão bom, não? Já se perguntou o por quê de passarmos uma vida inteira sem conhecer as maravilhas advindas da prática da meditação?

Pois é. Uma escola do Espírito Santo resolveu inverter essa situação e incluiu em sua grade curricular o programa ‘MindEduca’. O objetivo é trabalhar intelectos ainda em construção e levar para as salas de aula um tipo de conhecimento científico importantíssimo para os futuros adultos da sociedade produtiva: o desenvolvimento humano com vistas ao aperfeiçoamento pessoal.

“Se a cada menino de oito anos de idade no mundo ensinamos meditação, podemos eliminar a violência do mundo dentro de uma geração.” – Dalai Lama.
Fala sério! Quando estava na escola, você foi apresentado(a) a regras de Português, aprendeu a encontrar regiões no mapa, quebrou a cabeça com raízes quadradas, foi estimulado(a) a conjugar verbos em inglês, maaasss, apostamos, não recebeu estímulos que melhorassem sua atenção e aprendizagem de forma delicada, respeitando seu tempo individual. Muito menos teve trabalhada a redução da inquietação ou foi conscientizado(a) sobre a importância de qualidades como a amorosidade e o desapego, certo? E isso faz uma falta no mundo adulto!

A experiência-piloto do projeto foi aplicada no ano passado, nas escolas do município de Serra. Diante do sucesso da empreitada, o programa será estendido, aos poucos, para as demais escolas capixabas (das redes estaduais e municipais). A primeira etapa será dedicada 100% aos educadores.

“O objetivo dessa formação é abordar a relação da pessoa consigo mesma, com suas ações no mundo e com a vida. Tem, ainda, o propósito de estimular a transformação pessoal de educadores em torno de aspectos como emoções, atenção, convivência e processo decisório. É dessa forma que ocorrem as mudanças de comportamento nos diversos contextos de vida”, explicou Regina Migliori, consultora em Cultura de Paz da Unesco que está colaborando com o projeto.

FONTE

 

About Author

Reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, a estudante de Design de Moda pela UCS, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade, história e religião.