Estado Islâmico lucra até US$ 200 milhões por ano com antiguidades

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Embaixador russo diz que cerca de 100 mil objetos estão sob controle do EI.
Antiguidades receberiam falsos documentos de origem na Turquia.

Os militantes do Estado Islâmico na Síria e no Iraque estão lucrando entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões por ano com o comércio ilícito de antiguidades saqueadas, disse o embaixador russo na ONU numa carta divulgada nesta quarta-feira (6).

“Cerca de 100 mil objetos de importância global, incluindo 4.500 sítios arqueológicos, nove deles incluídos na lista de Patrimônio Mundial da Unesco, estão sob o controle do Estado Islâmico na Síria e no Iraque”, afirmou o embaixador Vitaly Churkin em carta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

“O lucro obtido com o comércio ilegal de antiguidades e tesouros arqueológicos é estimado entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões por ano”, declarou.

O contrabando de objetos, escreveu Churkin, é organizado pela divisão de antiguidades do Estado Islâmico dentro do equivalente a um ministério de recursos naturais do grupo. Somente os que têm a autorização com um selo dessa divisão podem escavar, remover e transportar antiguidades.

Detalhes do departamento do grupo para espólios de guerra já foram revelados pela Reuters, que analisou alguns documentos apreendidos pelas Forças de Operações Especiais dos Estados Unidos numa ação em maio de 2015 na Síria.

Contudo, muitos detalhes da carta de Churkin parecem informações novas.

O enviado russo afirmou que as antiguidades saqueadas são na sua maior parte contrabandeadas via território turco.

Autoridades turcas não estavam imediatamente disponíveis para comentar as alegações.

Churkin afirmou que joias, moedas e outros objetos são levados à Turquia, onde grupos criminosos produzem documentos falsos sobre a sua origem.

“As antiguidades são então oferecidas a colecionadores de vários continentes, geralmente em leilões na Internet em sites como eBay e lojas online especializadas”, disse.

O site eBay não respondeu imediatamente aos pedidos para comentar a informação.

“Recentemente o Estado Islâmico tem explorado o potencial das redes sociais com cada vez mais frequência para cortar o intermediário e vender os artefatos diretamente para os compradores”, declarou.

g1

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