Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.
(ALBERT EINSTEIN)

Esta frase choca qualquer um que se depare com ela pela primeira vez, como a mim me chocou. Chocou-me pela grande verdade em que se torna quando deparado sobre o mundo que me rodeia e a pequenez em que nos tornamos na imensidão infinita da estupidez. Poderão achar que, tal como Einstein, estarei a exagerar e a traçar um cenário catastrofista e incómodo. Mas, na realidade não estou a pensar de forma catastrofista, apenas a constatar um facto, que o próprio autor o constatou com mais certeza que a dimensão infinita do Universo.
Não existem Homens livres dessa estupidez, da mesma forma que não serei eu quem julgará a dimensão da mesma. No fundo, muito ou pouco todos contribuímos para ela. Isso percebe-se nas reacções, atitudes, pensamentos e actos que no quotidiano complicam e tornam o mundo num caos e que mais não é que um mundo de luta pela sobrevivência, em busca de um espaço e de um tempo em beneficio próprio, que mais não é a causa das tristezas que provocamos e criamos.
A ideia de ser grande à luz da natureza e das restantes cadeias do mundo animal é por si só uma atitude de estupidez pura, mas sobre a qual não existe lucidez para pensar.
Os males do mundo, como a guerra, a pobreza, a fome, entre outros, é nada mais nada menos que o fruto da estupidez da acção humana sobre os outros. Por essa razão, é que é tão difícil de calcular algo que atingiu a infinidade tão ou mais rapidamente que o Universo.

M. Brunner

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Trabalha na área de Controle de Qualidade em uma empresa Suíça. A espiritualidade fez com que Marluce despertasse espiritualmente. Sem um certo nível de consciência espiritual é impossível perceber a magia da vida.