Os Chakras

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Talvez esse seja um dos “assuntos esotéricos” mais falados – e mistificados – na internet. É raro encontrar quem nunca ouviu falar de chakras. Mas uma busca pelo tema no google retorna 11 milhões de resultados, fica difícil garimpar o que não é fantasioso. Com isso em mente, não vou falar o óbvio – isso já está aqui no site, em um livro do Leadbeater. Vou tentar dar uma explicação simples, e citar alguns nomes de autores cuja leitura é valiosa.
Preâmbulos concluídos, o que são chakras? A imagem mais comum ensinada, de pequenas “rodas” em várias partes do nosso corpo, peca por tratar o efeito observável e sua causa como a mesma coisa. Vou explicar isso comparando chakras com buracos negros.
representação de chakras:
 chakra_2
E representação de buracos negros:
blackhole_1
Existe uma certa semelhança na aparência, mas o que eu quero destacar é que o buraco negro é apenas um ponto ínfimo no centro da imagem acima. Esse ponto possui uma atração gravitacional tão forte que nem mesmo a luz escapa dele, tornando-o “invisível”. O que permite aos cientistas inferir sua existência e localização é a forma como a luz e a matéria se comportam em sua vizinhança.
Algo semelhante ocorre com os chakras. A imagem da “roda” formada pela matéria etérica girando em torno de um eixo é resultado da existência de um chakra, sendo este o ponto de enfoque das energias que provocam esse efeito.
Vamos a outra analogia. Veja as imagens abaixo, de um punhado de limalha de ferro se orientando na presença de um campo magnético:
 limalha_2
É fácil entender que o campo magnético não é a limalha de ferro que foi orientada em sua presença. O mesmo ocorre com os chakras. Eles nos mostram que algo está acontecendo naquele local, mas a matéria etérica que é representada nos desenhos, assim como a limalha de ferro, não é um chakra.
E o que é então o chakra? Rama Prasad nos diz que os chakras coincidem com os plexos nervosos do organismo. E complementa dizendo que os nadis (canais de energia usados por exemplo na acupuntura) são o conjunto de todos os nervos e vasos sanguíneos, transportando respectivamente prana positivo e prana negativo. René Guénon reforça a idéia de que embora exista correspondência entre eles, não há identificação. John Woodroffe compartilha da visão de que eles não são a mesma coisa, porém descreve extensivamente a relação entre o funcionamento do nosso organismo e a ação dos chakras. Arthur Powell se detém um pouco mais em seu funcionamento: focos de diversas forças, as agregam e distribuem, qualificadas, vitalizando nosso organismo.
Os autores concordam em dizer que o funcionamento dos chakras está intimamente relacionado com as funções de nosso organismo, e que nadis, chakras, sistema nervoso e circulatório formam uma trama cerrada, refletindo no físico aspectos que se desdobram em todos os nossos corpos de expressão.
Lembrando que a forma de “roda” expressa pela matéria etérica é produto dessas forças manifestadas em seu núcleo, temos nela um indicativo valioso de nossa saúde geral. Para quem não enxerga essa matéria etérica, compreender o que é influenciado por cada um dos chakras nos dá pistas de eventuais desequilíbrios, que podem ser corrigidos com técnicas visando o funcionamento harmônico desses centros.
Essa influência e o mecanismo que envolve o funcionamento dos chakras é extremamente complexa. Deixando de lado a influência direta de um chakra nos órgãos próximos à ele, em um nível muito simples podemos dizer que os chakras funcionam em pares – o sacro e o laríngeo, por exemplo – buscando o equilíbrio mútuo. Isso significa que hiperatividade do sacro leva a hipofunção do laríngeo, com distúrbios que podem se manifestar nas duas regiões. Ainda em um nível básico, existem sistemas harmônicos importantes, como o formado pelos chakra básico, sacro e umbilical. Diversas nuances na dinâmica de relacionamento entre os chakras principais, nadis e centros energéticos do corpo auxiliam no diagnóstico de como podemos restabelecer o equilíbrio. Sozinho, isso já é um argumento muito forte para nos incentivar a estudar o assunto.
E por onde começar o estudo? Eu sugiro o livro “Os Chakras”, do Leadbeater. Factual e simples, ele é uma leitura fácil. “O Duplo Etérico” (Arthur Powell) repete bastante o Leadbeater, mas é um livro bem didático. A partir daí, alguns livros interessantes são “Las Fuerzas Sutiles de La Naturaleza”, de Rama Prasad (difícil de encontrar, e demanda uma leitura um pouco crítica), “A Alma e seu Mecanismo”, de Alice Bailey, e “The Serpent Power”, de John Woodroffe (Arthur Avalon, acredito que não possua edição em português).

About Author

Trabalha na área de Controle de Qualidade em uma empresa Suíça. A espiritualidade fez com que Marluce despertasse espiritualmente. Sem um certo nível de consciência espiritual é impossível perceber a magia da vida.