Pessoas conflituosas, pessoas negativas, pessoas tóxicas. Pessoas que nos prejudicam e que afetam a nossa paz com muita facilidade e, provavelmente, com extrema frequência. Em geral, não queremos essas pessoas nas nossas vidas, mas topar com elas é inevitável.

Elas possuem uma habilidade especial para o confronto e parece que procuram uma explosão sem cortesia entre seus pensamentos, opiniões, emoções e comportamentos e os nossos. Seu conflito gera um grande mal-estar e interfere em nosso próprio conceito.

Provavelmente não é algo pessoal contra nós, mas é possível que estejam lidando com uma grande batalha consigo mesmas. No fim das contas, como disse Gandhi, uma pessoa em guerra consigo mesma é uma pessoa em guerra com o mundo todo.

Quem já não passou por momentos de dificuldade psicológica na sua vida? Da mesma forma, quem nunca se comportou de forma injusta com alguém, prejudicou sem pudor e ofuscou sentimentos, desejos ou motivações de outras pessoas?

Ou seja, todos queremos evitar algo que, em maior ou menor grau, já fizemos de alguma forma ao longo da vida. Contudo, se pararmos para pensar, talvez quando falamos em primeira pessoa conseguimos compreender melhor.

Seja como for, é cansativo ter ao lado uma pessoa que critica em excesso, que conta fofocas, que procura brigar, que vive se queixando de forma automática e que distorce a realidade quando lhe convém, gerando discussões onde antes reinava a paz.

Mas, precisamente por isso, é fundamental tomar distância emocional, não deixar que o seu negativismo nos absorva, não internalizar os seus ataques e não assumir os seus xingamentos, os quais podem chegar a penetrar muito fundo e fazer marcas em nossa autoestima.

Não devemos permitir que os outros nos arrastem para as suas tempestades. Por quê? Vamos entender isto melhor com este exemplo:

– Se alguém chega até vocês com um presente e vocês não o aceitam. A quem pertence então o obséquio?

– A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos alunos.

– O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos, disse o professor. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os levava consigo.

Cada pessoa dá aos outros o que possui por dentro, seja ou não agradável. Isso não quer dizer que sejam eles os que nos machucam, e sim que somos nós os que validamos as suas opiniões e ações. Em outras palavras, não existem as ofensas, mas sim os ofendidos.

A nossa arquitetura interior tem armas para se defender dos ataques, e três das mais poderosas são estas: criar distância, compreender e saber ignorar o irrelevante.

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Reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, a estudante de Design de Moda pela UCS, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade, história e religião.