Quebrando os paradigmas sobre a depressão

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Já se foi a época onde a depressão era considerada uma invenção psicológica, ou ate mesmo uma frescura alheia, há pouco tempo atrás, estou falando de poucos anos mesmo, essa doença que hoje acomete milhões de pessoas mundo a fora era literalmente “bulinada” entre a sociedade, e até mesmo nos ambulatórios médicos, há quem diria que quem sofria de depressão tinha na verdade preguiça, falta de vontade, e outras desculpas mais.

Hoje sabemos que tudo isso ficou pra traz, a depressão está presente no mundo todo, independentemente do grau de escolaridade, nível social ou financeiro, e não foge a regra quando se trata de seu quesito principal, o menosprezo pela vida e pelo mundo ao redor.

A medicina vem fazendo um enorme esforço pra mostrar ao mundo como funciona essa doença, pois é isso que a depressão é, uma doença como qualquer outra, que tem um começo, meio e fim, e que provém de algum lugar, tem uma origem, e não simplesmente aparece do nada com o passar do tempo.

Se sabe que em nosso cérebro existem substancias chamadas de neurotransmissores, essas substancias que são inúmeras e em grandes quantidades são responsáveis pela ligação entre nossos neurônios, ou seja, são elas que fazem as comunicações em nosso cérebro, desde o mais simples pensamento até o mais complexo movimento lá estão eles, os neurotransmissores. Eles também mudam suas concentrações de acordo com o sentimento que estamos experimentando, por exemplo, a raiva, a satisfação, a alegria, pra cada tipo de sensação há um neurotransmissor diferente e em quantidades diferentes sendo produzidos.

A alteração drástica e por um longo período dessas substancias leva ao quadro que chamamos de depressão, o próprio nome já diz muito sobre ela, sintomas como tristeza sem causa aparente, um certo desconforto no peito, falta de propósitos futuros, ausência de animo para atividades simples do dia-a-dia, vontade constante de chorar e alterações repentinas de humor são sinais muito sugestivos para o diagnóstico da depressão.

O tratamento pode ser variado e adaptado a cada caso, por isso a fundamental importância de um acompanhamento por profissionais da área da saúde para um real e efetivo sucesso no tratamento.

A prevenção é uma área muito explorada e ao mesmo tempo controversa na medicina, pois divide muitas opiniões, há muitas linhas de estudo que defendem que a depressão tem parte de sua origem na genética, ou seja, que já esta instituída no indivíduo desde seu nascimento, esperando somente a hora certa de se desenvolver.

Em contrapartida há outra linha que defende que é possível a prevenção da depressão, principalmente com hábitos saudáveis como exercícios físicos regulares, alimentação saudável incluindo muitas verduras, frutas e legumes e diminuindo o consumo de carne vermelha, a ocupação do cérebro com atividades uteis como leitura, trabalho cognitivo e escrita, além de uma rotina com mudanças frequentes para manter um equilíbrio.

Tais efeitos já foram inclusive comprovados por muitos experimentos científicos, e mostram que uma manutenção saudável do corpo e mente podem ser aliados importantíssimos na prevenção e combate a essa doença. Outro fator importante que vem chamando a atenção é o aumento dessa enfermidade em jovens, alguns estudos associam esse aumento com a popularização das redes sociais e da facilidade de interação com mais pessoas e em pouco tempo.

Como conclusão notamos a importância dessa doença em nossa sociedade atual, e devemos priorizar as ações que levam a uma prevenção de tal acometimento.

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Médico Veterinário, atualmente acadêmico de Medicina. Realiza pesquisas nas áreas da Ciência, Espiritualidade, Ufologia e cotidiano. Tem como objetivo o desenvolvimento de novas teorias e a disseminação do conhecimento para interesse comum.