A Lua que influência tudo que escorre, tudo que inunda, tudo que banha e tudo que molha! A Lua, nossa poderosa alma feminina que transcorre nossos corpos e rege nossas emoções.  Mas por que é importante, para nós mulheres, conhecermos essa influência?
Bom, em primeiro lugar vale lembrar: na Lua Cheia a maré está alta! A Lua Cheia acontece quando todo o potencial da Lua aparece para nós. o Sol está iluminando completamente seu corpo celeste. Nas árvores, por exemplo, a Lua Cheia favorece a floração! Sabendo disto, das marés, seivas e demais águas do Planeta, nossos corpos são repletos de água e por isso vale um pequeno esboço para sabermos como funciona a energia gravitacional da Lua e como podemos fazer para aceitar nossas fases, aceitar nossas dores, nossa falta de energia e como fazer para nos conectar verdadeiramente com essa grande Regente dos nossos Corpos sagrados!
A Lua Nova é o momento da introspecção. Momento onde a Lua não tem “influência” sobre nós em todo seu potencial e nos deixa sozinha conosco mesmas, com nossas sombras, nossos desejos e perdas. Momento onde nossa energia normalmente está mais baixa e espera que nós simplesmente aceitemos, nos conectemos com nossa profundidade obscura e nos amemos. É a hora de fazer um chá quentinho, um chocolate quente, um banho de pés, de banheira, ler um livro, assistir ao filme preferido. E se aceitar também quer dizer para as pessoas ao seu redor que naquele momento você não está disponível, você está imersa em você mesma e seu olhar está focado para dentro. Este período diz respeito também ao período menstrual, nossa Lua vermelha, lua de sangue. Momento em que nosso corpo se “enluta” pelo óvulo não fecundado e devolve para a Terra o que há de sagrado no nosso corpo. Parte de nós que foi deixada sozinha também “sai” com a menstruação e por isso é muito importante que honremos nosso sangue. A Lua Nova e a menstruação são momentos de reconstrução, renovação. Deixo morrer o que precisa morrer, para dar valor ao que precisa estar vivo, nascer, renascer em mim. Se conectar com estas fases nos faz recriar a nós mesmas todos os meses. É hora de plantar ideias, sementes, vontades…

A Lua Crescente é o momento seguinte quando as ideias começam a ganhar forma. A Lua começa a aparecer, a ser vista, a ser iluminada pelo Sol e nós começamos a sentir a influência da criação. Nosso ânimo retoma gradativamente e nossas ideias começam a ganhar contorno. É o momento de semear, planejar, deixar crescer. É o momento de se olhar, se cuidar, cuidar do nosso ventre, nossas emoções, nossos planos. É o momento em nossos corpos que antecede a ovulação, antecede a plenitude, antecede o ápice energético. A maré está baixa, as emoções estão mais estáveis, consigo pensar e aceitar com discernimento. Momento de regar!

A Lua Cheia chega com energia total! Uma Lua que ganha brilho total pela influência do sol e que por consequência consegue nos influenciar por inteira. Somos inundadas pela influência da Lua, da potencia, da energia. Há quem esteja nesse período com muita energia, vontade de realizar, analisar, olhar pro mundo, correr, pedalar, nadar, ou seja, com muita energia para tudo: faxina, cozinhar, amar… Há quem esteja extremamente mais sentimental, com raiva, briguenta, ou chorosa, insatisfeita. Contrariando a Lua Nova que nos permite introspeção, a Lua Cheia traz a expansão: de mim, para fora! Eu falo, eu faço, eu grito, eu choro, eu sinto… tudo com intensidade! São as nossas emoções ligadas ao potencial da Lua de elevar as marés, aumentar a seiva das árvores e aumentar nossas lágrimas ou emoções. É o momento de olhar para o que foi plantado e perceber que nada mais poderá ser plantado neste tempo. O tempo que se aproxima é o tempo de colheita. O que você plantou está de acordo com o que gostaria de colher agora? O próximo momento da lua será tanto quanto intenso o que foi plantado no momento anterior, não dá pra dissociar. É o momento da ovulação, momento materno, momento da criação. Momento de avaliar e agradecer.

A Lua Minguante traz consigo as colheitas e as perdas… Algumas plantações não dão frutos, é comum e precisamos aceitar. Alguns momentos não duram para sempre, algumas vidas não se entrelaçam mais, alguns caminhos deixaram de se cruzar. São esses os pensamentos que surgem frequentemente durante este período. Quem sou eu? O que faço? O que fiz da minha vida? Por que estou aqui? Por que não estou feliz? A lua vai deixando aos poucos de nos influenciar e aos poucos também vamos perdendo nossa energia potencial e criadora. Nos sentimos mais cansadas, mais desgastadas. Em alguns momentos é a fase que antecede a menstruação e a sensibilidade vai se tornando a flor da pele, com lembranças negativas sobre nossas perdas e nossos pedaços deixados ao longo do caminho. Esse é o momento de silenciar. Ao mesmo tempo que vamos nos despedindo do que não foi, temos a possibilidade de olhar para os frutos que foram colhidos e podem ser agora desfrutados. Ao mesmo tempo que este período pode trazer a frustração, ele pode trazer a realização, a colheita bem sucedida, a alegria pela colheita. O autoconhecimento é muito importante porque vai ajudar a compreender como olhamos para o que plantamos e como olhamos para o que colhemos.
A Lua traz sentimentos contraditórios. É a influência externa que nos permite oscilar. Ao mesmo tempo temos a influência dos hormônios. Nossa influência interna que nos permite também oscilar. Não é necessário, nem comum as fases da lua estarem andando juntas com o ciclo menstrual e isso nos é um grande desafio. Compreender e aceitar as influências internas e externas da melhor forma.
Conhecer nossos ciclos, nossas fases, é nos curar de um passado de desconhecimento. É nos curar do patriarcado agressivo que nos impediu de cuidar dos nossos corpos de forma sagrada. É nos libertar da opressão masculina e feminina imposta e abrir espaço para o feminino e masculino harmônicos, que buscam coerentemente espaço no meu ser para guiar e aceitar minha existência, minhas plantações e minhas colheitas.

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Reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, a estudante de Design de Moda pela UCS, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade, história e religião.