Alguns farão teses comportamentais bobocas incentivando garotos a brincarem mais de boneca para serem mais carinhosos. Outros farão as vezes de abutres ideológicos e culparão pelo ocorrido o machismo, o racismo e a sociedade patriarcal capitalista, utilizando a garota carioca estuprada como uma escada para propaganda de suas preferências políticas.

O verdadeiro diagnóstico das razões que levaram estes trinta covardes a fazer o que fizeram está em dois fatores bastante óbvios. Trata-se da decadência moral da sociedade, aliada a tradição punitiva frouxa de nosso país. É necessário cuidado ao falar de decadência moral para não cair na armadilha do moralismo barato. A reflexão aqui recai sobre uma sociedade que assiste um programa de TV em que pessoas dançam ao som de uma “música” que faz alusão a um estupro de uma criança e tempos depois vê a chefe da nação rindo de uma piada que sugere um estupro coletivo.  Não reconhecer isso como decadência é apenas cavocar mais fundo neste poço moral. No caso da frouxidão punitiva brasileira, menciono um caso ocorrido não no RJ, mas no RS e divulgado há poucos dias; Um homem preso por estupro de três crianças de 8 e 12 anos conseguiu prisão domiciliar após cumprir menos da metade da pena aplicada.

Pouco tempo depois da soltura, voltou a agir atacando outras quatro mulheres. O facínora, inclusive, tentou fugir três vezes durante o tempo em que esteve em regime semi-aberto e aberto, chegando a destruir uma tornozeleira eletrônica. Mesmo assim conseguiu fazer suas vítimas. É esta a punição que aguarda os jovens estupradores que atacaram a garota carioca entre ontem e hoje. E sabe qual o seu direito em meio a bandidos soltos e estupradores prontos para atacar nossas crianças?
O funk já diz: é ficar caladinho!

“Mãos para o alto novinha
Porque hoje tu tá presa
E agora eu vou falar dos seus direitos
Tu tem o direito de sentar.
De quicar, de rebolar
Você também tem o direito de ficar caladinha”

O que você acabou de ler é a letra de funk intitulado “Prisioneira”, que no dia 14 de Novembro de 2012 foi apresentada no programa de TV Super Pop da Luciana Gimenez, em horário nobre e canal aberto. Enquanto o grupo cantava os versos acima, o auditório e a própria apresentadora dançavam e sorriam para a câmera sem qualquer constrangimento.

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