As Estâncias de Dzyan, formuladas nos primórdios da civilização que habitava o noroeste da Índia, estão registradas em folhas de palma tratadas contra fogo e água, por isso resistiram ao passar dos séculos. Estão escritas em Senzar, a linguagem secreta dos primitivos Adeptos iniciados de todo o mundo.

Dzyan é palavra sânscrita e seu significado é: Sabedoria Divina.

As Estâncias de Dzyan e o livro Siphra Dzeniouta, da tradição Hebraica, baseado nas Estâncias de Dzyan, são os registros mais antigos do mundo. O Siphra Dzeniouta é uma divisão do Zohar, compêndio de Cabala.

No comentário XIV das Estâncias de Dzyan, Helena Petrovna Blavatsky diz o seguinte: “O semelhante produz o semelhante e não mais do que isso no gênesis do ser; a evolução com suas leis condicionantes e limitadas vêm depois”.

Quer dizer que os seres da primeira raça, a chamada raça Adâmica, são deuses envolvidos pelo primeiro véu:

A consciência é Átmica, ou seja, para cima, tudo aberto em comunicação com a Mente Universal

Primeiro véu – etérico

Os seres não tinham consciência própria, não eram individualizados. Eram dirigidos pelos Reis Divinos chamados Rishis.

O planeta regente foi Urano.

Os seres da segunda raça, chamada Hiperbórea, são deuses envoltos por dois véus:

Etérico, ou vital, mais denso

Segundo véu – emocional

A consciência começa se desmembrando. Então, para cima, Átmico e Budhico com ligeira separação mas em comunicação permanente. Eram dirigidos pelos Reis Pastores, porque tinham consciência coletiva e andavam em rebanhos.

O foco de consciência estava no vital.

A função deles era a de absorver o Prana, ou seja, a Vida, vinda dos astros, dos planetas e da natureza.

O planeta regente foi Júpiter.

Os seres da terceira raça, chamada Lemuriana, são deuses envoltos por três véus:

     – Etérico, mais denso, tornando-se físico em meados da 3ª raça
– Emocional já vivificado.
– Terceiro véu – Corpo Mental

 Para cima, consciência Átmica, Búdhica e Manásica, em imanência com a mente cósmica.

São seres enormes, mas aproximam-se da constituição humana. Começam a ser dotados de razão e sexo.

O foco da consciência passa do emocional para o mental.

No final da raça, são seres altamente inteligentes e que dominam as Leis Universais, inclusive a lei da gravidade. Constroem grandes cidades, monumentos ciclópicos como os da Ilha de Páscoa. Todas essas realizações foram impulsionadas pelos Reis Divinos, que lhes emprestavam grande poder psíquico. Obtinham tudo aquilo de que desejassem.

O planeta regente foi Vênus.

A quarta cadeia do quarto Sistema deveria ser calma e equilibrante se o processo continuasse normal. Os deuses do segundo trono deveriam continuar mantendo a Vida Universal. Como na terceira raça foi recebido o mental, este deveria ser agora vivificado por quem de direito, o Doador do Mental, o quinto Senhor, o Senhor de Vênus,o qual deveria tornar-se o bijan dos Avataras e deveria mandar, ciclicamente, pedaços de si mesmo para trazer as Leis Universais, bem como ampliar a capacidade de raciocínio e de razão do ser em formação. Aos poucos, ao passo que o mental fosse sendo trabalhado com as coordenadas apresentadas pelos Avataras, o homem organizaria sua vida emocional. Acontece, porém, que este processo levaria um tempo infinito e o homem não alcançaria o valor de consciência exigido pelo ciclo.

Para cumprir no tempo designado pela Lei as exigências do quarto Sistema, qual seja o de transformar vida energia em vida consciência, o quinto Senhor desce com sua coorte, em meados da terceira raça.

Mistura-se com as filhas dos homens e dá origem a deuses-homens.

Este fenômeno é normalmente chamado como a “Queda do Anjo Rebelde”, mas, na verdade, foi um ato heróico. O Quinto Senhor se imolou, se transformou num mártir voluntário. Foi um gesto de amor universal, pois ele deixa o paraíso e entra no drama da humanidade para ajudar a evolução.

Com a descida do quinto Senhor, rompe-se a imanência com a Mente Cósmica. Aquilo que era imanente – Atmã, Budhi e Manas – se interioriza no ser como Consciência Superior.

Os elementos da natureza interna se polarizam. Na emoção, a dissociação dos pólos faz surgir a Egoidade. No sexo, surge o macho e a fêmea. No mental, surge o mental racional e , com ele, o exercício do Livre Arbítrio.

Desse momento em diante, tudo continua se processando de acordo com os limites estabelecidos pelo grau de consciência do homem.

Começa a grande luta do homem no sentido de direcionar sua vida mental e emocional.

E, assim, ele percorre a quarta raça e penetra na quinta, que é onde nos encontramos agora.

Assim como o mental separa, é ele que deverá juntar.

Mas como seria isso possível uma vez que os próprios deuses do mental estão envolvidos na trama psíquica do homem?

O Eterno, então, apela para o sexto Senhor, o Senhor Akbel, que se transforma no Bijã dos Avataras e, ciclicamente, vem dando consciência aos seres humanos nos quais o quinto Senhor se infundira.

Como a linguagem do sexto Senhor é búdhica, inacessível, então o quinto Senhor assume a função de Manu e passa a traduzir as Leis ao nível da inteligência humana.

Ao passo que o quinto Senhor traduz, decodifica as mensagens do sexto Senhor, ele vai absorvendo os ensinamentos e vai ascendendo de volta ao segundo Trono.

Exatamente aí, na descida do sexto Senhor, começa a Obra do Eterno na face da terra, isso há 18 milhões de anos, ainda na Lemúria. O objetivo é fazer o quinto Senhor e sua coorte voltarem ao paraíso perdido.

Existe uma fala do sexto Senhor que é a expressão máxima do Amor Universal: “Não voltarei aos céus antes que meu Irmão esteja completamente redimido”.

A redenção do quinto Senhor já se deu. Falta agora a redenção dos seres humanos. Quando estes equilibrarem a mente e a emoção, eles terão alcançado o objetivo máximo do ciclo. Eles terão se transformado em uma Hierarquia Criadora.

Agora, os vitoriosos da raça Ariana, neste final de Kaly-Yuga, deverão voltar, com consciência, aos estados primitivos: Manásico, depois Búdhico e depois Átmico.

Teremos cumprido a missão cósmica que nos coube no plano cósmico, teremos transformado a vida energia em vida consciência.

De acordo com os valores que os seres forem alcançando, surgirão as três Raças Futuras, que trabalharão na Satya-Yuga e serão assim classificadas:

                        Raça Manásica – constituirão a humanidade;

                        Raça Bimânica – serão os instrutores;

                        Raça Atabimânica – serão a coorte dos Deuses.

FONTE

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Trabalha na área de Controle de Qualidade em uma empresa Suíça. A espiritualidade fez com que Marluce despertasse espiritualmente. Sem um certo nível de consciência espiritual é impossível perceber a magia da vida.