Alan Watts, O “Guru dos Hippies”

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“Acordar para quem você é requer desapego de quem você imagina ser” .

Alan Wilson Watts foi um filósofo, escritor, orador e teólogo, que popularizou e difundiu a cultura oriental e principalmente o Zen-Budismo no ocidente. Alan Watts se considerava um “Spiritual Entertainer”(“divertidor espiritual”), titulo inventado por ele, pois ele não se considerava um mestre, guru, ou educador sobre espiritualidade, pelas conotações que esses rótulos carregam, conotações de autoridade sobre determinado assunto, autoridade que ele não julgava ter, tendo em vista que a verdadeira autoridade está dentro de cada um.

Guru dos hippies, Alan Watts desempenhou um papel crucial nos movimentos alternativos que levaram à formação do conjunto de idéias hoje chamadas de New Age.

Watts deu aulas de teologia na Universidade Harvard e tornou-se famoso como uma espécie de “guru da contracultura” dos anos 60.

Toda obra de Alan Watts está marcada pela preocupação de unir o pensamento ocidental ao oriental. Nos Estados Unidos, ele é considerado um dos líderes intelectuais da juventude, e não apenas dos hippies de São Francisco e Nova York, como também dos estudantes universitários em geral.

Watts apenas levantava questionamentos e duvidas que nos levam até determinadas conclusões, que não concluem nada necessariamente, apenas levantam mais questionamentos. Se você diz que determinada pessoa tem conhecimento sobre tal assunto, e que a opinião dela faz sentido, essa é a SUA opinião, e é a SUA autoridade definindo isto como sua verdade.

Escreveu o livro “The Way of Zen” em 1957, um dos primeiros best-sellers de budismo, e em “Psychotherapy East and West” (1961) ele propôs que o budismo poderia ser encarado como uma psicoterapia, e não uma religião (um ponto de vista mais próximo do que sugere o Dalai Lama).

“Sou filósofo, mas um filósofo que não constrói um sistema intelectual, um filósofo que vive sua filosofia. Não sou pregador: não desejo converter ninguém. Não filosofo pela glória da filosofia, mas porque o mundo me fascina e desejo comunicar essa emoção aos outros.”

Ensinamentos:

-O Zen é uma libertação do tempo. Se abrirmos nossos olhos e vermos claramente, torna-se óbvio que não há nenhum outro momento além deste instante, e que o passado e o futuro são abstrações da mente, sem qualquer realidade concreta.

-Nós raramente percebemos, por exemplo, que os nossos pensamentos mais íntimos e emoções, não são realmente nossos. Por que pensamos em termos de linguagens e imagens que nós não inventamos, mas que foram nos dadas por nossa sociedade.

-Ter fé é como estar na água. Quando você nada você não se agarra na água, porque se você fizer isso você vai afundar e se afogar. Em vez disso você relaxa e daí, flutua.

-O sentido da vida é apenas estar vivo. É tão óbvio e tão simples. E, no entanto, todo mundo corre em torno de sentido com um grande pânico, como se fosse necessário conseguir alguma coisa além de si mesmos.

-Quando finalmente chegamos a algo, que o indivíduo diz que realmente quer fazer, eu vou dizer a ele, você faz isso e esquece o dinheiro, porque, se você diz que receber dinheiro é a coisa mais importante, você vai gastar a sua vida completamente, perdendo seu tempo. Você estará fazendo coisas que você não gosta de fazer, a fim de continuar a viver, que é o de continuar a fazer coisas que você não gosta de fazer, que é estúpido. É melhor ter uma vida curta, que está cheia do que você gosta de fazer do que uma longa vida que passou de uma forma miserável.

Algumas obras publicadas:

– O espírito do Zen (Coleção L&PM Pocket)
– Filosofias da Ásia
– Cultura da contracultura
– O Tao da Filosofia
– Taoísmo: muito além da busca
– Mito e religião
– O significado da felicidade

Para entender um pouco mais sobre a filosofia de Alan, nada melhor que ver alguns vídeos dele:

About Author

Reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, a estudante de Design de Moda pela UCS, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade, história e religião.