Nota do Autor: Como fotógrafo e freelancer na área de material para imprensa sei o quão importante é o momento, porém o que alguns jornalistas fazem é simplesmente inaceitável, é repugnante, é vergonhoso e assustador. Quando estou lendo sobre Greg Marinovich e sua história como fotógrafo de guerra, toda dor que registrou, tudo que mostrou ao mundo, mas sem interferir ou parar algo que está em curso, pois seu papel ali não era cortar a história mas sim, mostrar ao Mundo para que algo fosse feito. Já o que estes que se dizem profissionais estão a fazer é mendigar, suplicar por sangue, os verdadeiros urubus da história. Culpavam grupos de repórteres como o famoso “Bang bang Club” por sugar a morte, mas perto destes nada profissionais jornalistas que você verá abaixo, o grupo de Greg e tantos outros grandes profissionais dão uma lição de como agir! 

Petra László é jornalista mas a fama chegou-lhe pelos piores motivos, quando foi apanhada por uma câmara de televisão a pontapear e a rasteirar refugiados, entre eles crianças, na fronteira da Hungria com a Sérvia, há cerca de um ano. Esse comportamento valeu-lhe agora a acusação de vandalismo pela justiça.

“O comportamento violento da acusada, que não causou ferimentos, provocou consternação nas pessoas que estavam presentes”, considerou a Procuradoria da província húngara de Csongrád. Apesar de dar como provado que a jornalista pontapeou e rasteirou vários refugiados que fugiam da polícia ao entrar na Hungria a partir da Sérvia, a acusação indica que não se pode demonstrar que a sua atitude agressiva foi motivada “pela origem das vítimas ou pelo facto de estas serem imigrantes”.

Caso seja condenada, László poderá ter de cumprir uma pena de prisão até cinco anos. A jornalista trabalhava para a televisão N1, próxima ao partido de extrema-direita Jobbik. Foi despedida na sequência do incidente e, entretanto, pediu desculpa pelos seus atos.


Um mês depois da agressão, a jornalista declarou ao diário russo Izvestia que não conseguia encontrar trabalho e que estava a pensar em imigrar para a Rússia, algo que acabou por não fazer. O caso aconteceu antes de a Hungria ter fechado a fronteira com a Sérvia, numa altura em que entravam no país milhares de imigrantes por dia. Os refugiados sírios rasteirados Osama Abdul Mohsen e o seu filho Zaid instalaram-se em Espanha, na cidade de Getafe (próxima de Madrid). Osama Abdul Mohsen foi contratado pela Escola Nacional de Treinadores de Futebol.

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