Mentalidade de rebanho explicada

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Em mais de um post já comentei aqui sobre uma característica humana que é decorrente da consciência pouco desenvolvida: deixar-se influenciar pelos demais, ficar repetindo o que os outros dizem sem ter comprovação ou, resumindo, deixar-se comandar pela matrix (sistemas de crenças vigentes).

Quando não se está desperto de maya (a ilusão que é a nossa realidade) é comum isso acontecer com as pessoas. Como se não bastasse desconhecermos a “real” realidade, ainda existe o fato de o ser humano ser emocional. Existem aqueles mais racionais, mas quando o parafuso aperta, somos todos comandados pelas emoções. As pessoas não se dão conta disso, a coisa funciona inconscientemente.

Nos Estados Unidos, esse “Maria vai com as outras” arranjou um nome bem apropriado: sheeple (mistura de sheep – ovelha com people – pessoa). Achei muito engraçado, pois o povo desse país é um exemplo típico do que estamos falando. rsrs

O povo americano é bastante imaturo e naive (ingênuo), mas, pelo que tenho tido de informações de lá, parece que estão acordando…

Já aqui no Brasil não é a ingenuidade a responsável, mas a ignorância. Falta muita educação ao nosso povo e os governos, que poderiam dar um jeito nisso, até agora lavaram as mãos. Não que isto esgote os motivos para tal comportamento, com seres humanos nada é simples.

Bem, mas vejam a matéria que fala sobre a experiência conduzida pelo Professor Jens Krause da Universidade Leeds.

Estudo comprova que 95% das pessoas são sheeple

O estudo mostrou que é preciso somente uma minoria de 5 por cento para influenciar a direção de uma multidão e que os outros 95 por cento acompanham sem terem noção do que está acontecendo.

Os cientistas na Universidade de Leeds conduziram pesquisas que comprovam a tendência que muitos têm de agir como rebanho, inconscientemente seguindo a multidão como se eles não possuíssem uma mente capaz de raciocinar. Enquanto esta tendência pode ter seus usos em algumas situações, tais como o planejamento de fluxo de pedestres em áreas ocupadas, ela não inspira nada de esperança para a humanidade. O estudo mostrou que uma minoria de apenas cinco por cento influencia a direção da multidão – e que os outros 95 por cento seguem sem sequer perceber o que está acontecendo.

O Professor Krause realizou uma série de experimentos em que grupos de voluntários andavam aleatoriamente num grande salão. Dentro do grupo, alguns receberam instruções sobre onde andar. Os participantes não podiam se comunicar ou influenciar alguém intencionalmente. As conclusões em todos os casos revelaram que os indivíduos informados foram seguidos pelos outros formando uma estrutura de organização snake-like (como uma cobra) ou rebanho de ovelhas, faça a sua escolha.

“Nós todos já passamos por situações onde fomos “varridos” juntos por uma multidão, disse o Professor Krause. Mas o que é interessante sobre esta pesquisa é que nossos participantes acabaram por tomar uma decisão de consenso, apesar do fato de que eles não estavam autorizados a falar ou fazer gestos um para o outro. Na maioria dos casos os participantes não perceberam que estavam sendo conduzidos por outras pessoas. Assustador. Somos sheeple já que podemos permitir que algumas pessoas “informadas” nos conduzam ao redor sem saber o que está acontecendo? Infelizmente faz sentido. Quantos caem em golpes de todos os tipos por causa de amigos ou fontes “informadas” em esquemas de pirâmides ou golpes religiosos e/ou políticos? Nós parecemos acreditar sobre qualquer coisa ou tolerar cegamente desde que a mensagem seja entregue com suficiente credibilidade social.”

Como ser você mesmo? Há algumas coisas que você pode fazer não só para evitar viver como um sheeple, mas desfrutar de uma vida plena, próspera e emocionante para começo de conversa. Aqui estão alguns dos fundamentos que os sheeple tendem a perder.

Determine o que você quer na vida. Por mais de 25 anos ensinando Programação Neuro Lingüística, eu fiz a milhares de pessoas a pergunta: o que você quer? E fiquei espantado com a incrivelmente baixa percentagem de pessoas que podem responder a ela. Quais são seus principais objetivos? Em que direção você está norteado? Onde você quer estar em cinco anos? A resposta mais comum: não sei. Vamos ver o que acontece. Talvez um em cada dez pode responder com segurança e especificidade. São os que falam assim:

– Meus principais objetivos agora são ……….

– Em cinco anos minha vida será diferente nas seguintes específicas maneiras ………

– Os obstáculos principais no meu caminho são os seguintes……..

– As habilidades que preciso desenvolver para alcançar meus objetivos são as seguintes…

Ninguém pode prever o futuro, mas algumas coisas nos servem melhor para intencionalmente perseguir um futuro escolhido do que esperar para “ver o que acontece.” Se você não escolher suas metas, sua família, amigos, comunidade e cultura farão isso por você (consciente ou inconscientemente). Isso é chamado de status-quo. Não surpreendentemente, o status quo não é tão inspirador.

Aprenda a tomar decisões intencionais, completas. Muitas das nossas decisões não são bem consideradas. Na PNL, aprendemos que as decisões e a motivação são simplesmente compostos de fenômenos visuais, auditivos e cinestésicos (sensação orientada). Estes são os blocos de construção dos processos mentais. (Discordo solenemente. Não é só isso. A PNL afirmando isso, baseia seu conhecimento na priorização de aspectos físicos ou fisiológicos)

Más decisões, decisões impulsivas e decisões lamentáveis muitas vezes estão carentes de um bloco de construção. Tomamos decisões de impulso sem discutir coisas (faltando o auditivo). Tomamos decisões emocionais sem considerar outras opções (faltando visual e auditivo). Ou somos travados em loops mentais sem nenhuma saída (interminável diálogo interno com nenhum sentimento em direção à ação).

Em todos estes casos, porque nos falta a base para decisões sólidas, somos vulneráveis aos caprichos dos outros. Se não tivermos a capacidade de discutir e analisar as decisões, aceitamos a análise de alguém como se fosse um evangelho. Se nós tendemos a tomar decisões emocionais, podemos ser vítimas de quem pode bombear-nos de encontro a um estado emocional. Se nós não levamos nossos pensamentos à conclusão com um sentimento de segurança, nós podemos apenas fazer o que os outros estão fazendo simplesmente para sair do loop interno sem fim.

Incrivelmente, não ensinamos as habilidades de fixação de metas e tomada de decisão em nosso sistema educacional. Essas ajudam a formar a base do real caráter e individualidade – e nos protegem da dependência das idéias ou opiniões dos outros. Tomar as suas decisões com todos os seus blocos de construção no lugar e com um conjunto claro de objetivos em mente. Isto irá mantê-lo fora do reino do sheeple. Mas não tome minha palavra para isso. Pense bem.”

Tradução | Fonte

About Author

Trabalha na área de Controle de Qualidade em uma empresa Suíça. A espiritualidade fez com que Marluce despertasse espiritualmente. Sem um certo nível de consciência espiritual é impossível perceber a magia da vida.

  • Erick

    Quero ser parte dos 5%…