Desde julho passado, um total de 119 jovens e mulheres no Japão entraram com ações contra o governo japonês e as duas fabricantes de vacinas contra o papilomavírus humano (HPV), GlaxoSmithKline PLC (GSK) e Merck Sharp & Dohme Corp. De acordo com os processos, as respectivas vacinas contra o HPV, Cervarix e Gardasil, causaram às mulheres efeitos secundários graves, pelos quais agora elas procuram indenizações.

Alguns dos mais recentes processos incluem 28 casos em que mulheres com idades entre 15 e 22 anos desenvolveram grandes problemas de saúde como dor crônica em todo o corpo, mobilidade prejudicada, dor menstrual severa e outros problemas após a série de vacinas. Essas mulheres estão processando não apenas as fabricantes de vacinas por produzirem as injeções mortais, mas também o governo japonês por aprová-las sem a devida avaliação.

Uma jovem de nome Erina Sonoda, uma estudante universitária de 20 anos, disse ao jornal The Japan Times (JT) que ela desenvolveu horríveis dores menstruais após a segunda vacinação com Cervarix, a qual é administrada como três injeções separadas. Sonoda foi em frente com sua terceira vacinação apesar dos problemas menstruais, e após este último curso desenvolveu dores em todo o resto do seu corpo, relativa as quais ela agora tem dificuldade em andar sem uma bengala, e muitas vezes tem que usar uma cadeira de rodas.

Senti uma dor aguda como se alguém estivesse esmagando meus órgãos internos… Tais condições só pioraram“, disse Sonoda em um tribunal enquanto estava sentada em sua cadeira de rodas. Sonoda está buscando o equivalente a US$ 134 mil como compensação por suas lesões. “Eu recebi as vacinas porque o governo as recomendou. Quero que o governo encare com seriedade sua responsabilidade por nos causar (sofrer) esses sintomas“.

Quase 3.000 mulheres japonesas relataram efeitos colaterais das vacinas contra o HPV desde que foram recomendadas pela primeira vez – em seguida, dois meses mais tarde deixaram de ser recomendadas – em 2013

Muitas outras, como a Sonoda, sofreram problemas semelhantes após a vacinação contra o HPV, incluindo mais de 100 outras partes demandantes em todo o Japão que dizem que suas vidas nunca foram as mesmas desde que seguiram o conselho do governo. Em vez de obter a proteção contra o câncer cervical que lhes foi prometido, muitas dessas mulheres estão agora permanentemente lesionadas e com necessidade de cuidados médicos constantes.

O governo japonês, a GSK e a Merck negam que haja qualquer ligação causal entre as vacinas contra o HPV e os efeitos secundários graves, daí seus esforços para obter a indenização negada. Essas entidades afirmam que não existem evidências científicas para mostrar quaisquer perigos das vacinas contra o HPV, mas digam isso às quase 3.000 mulheres em todo o Japão que relataram efeitos colaterais graves desde que o governo começou a recomendar as vacinas em abril de 2013. Dois meses depois, o governo parou de recomendar as vacinas contra o HPV após uma série de controvérsias dos principais efeitos secundários relatados.

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão admite abertamente que cerca de 2.945 pessoas relataram efeitos colaterais das vacinas contra o HPV nos últimos quatro anos. Ao mesmo tempo, o ministério diz que os efeitos colaterais das vacinas são raros, e que as mulheres que afirmam terem sido prejudicadas por elas devem ter sido prejudicadas por outra coisa.

Em 2016, foi relatado que as taxas de vacinação contra o HPV no Japão caíram cerca de 70 por cento para um mero um por cento após a controvérsia sobre a segurança da vacina se tornar conhecida em torno de junho de 2013. Quando o público japonês descobriu que seu governo estava usando seus impostos para apoiar o pressão para que mais mulheres fossem vacinadas contra o HPV, o clamor que se seguiu foi suficiente para que o programa parasse em questão de semanas. As vacinas contra o HPV ainda são oferecidas às mulheres no Japão, mas o governo já não as recomenda oficialmente.

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