Em 1947 foram descobertos uns manuscritos com mais de 2000 anos que se crê terem sido escritos pelos Essénios que eram um povo humilde, de grande conhecimento, originário do Egito, que formavam um grupo de Judeus que abandonaram as cidades e rumaram para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto. Foram uma das três principais seitas religiosas da Palestina (Saduceus, Fariséus e Essénios) e acreditava-se que Jesus foi membro do grupo do norte que se concentrava ao redor do Monte Carmelo, como de resto o tinha sido seu primo João Batista.

Um dos seus redutos era Nazaré e por isso eram conhecidos também por “os Nazarenos” e seus membros vestiam-se todos de branco, fazendo uma vida simples, de serviço e entrega a Deus, seguindo uma dieta estritamente vegetariana.

Existe mesmo um Manuscrito encontrado nos arquivos do Vaticano em 1923, pelo húngaro Edmond Szekely que obteve permissão para pesquisar os arquivos secretos à procura de livros que teriam influenciado São Francisco de Assis, que confirmam este fato. Szekely vagueou pelos mais de 40 quilômetros de estantes com pergaminhos e papiros milenares e manuscritos originais de muitos santos e apóstolos condenados a permanecer escondidos para sempre. De todas as raridades viu uma obra que lhe chamou a atenção. Era o Evangelho Essênio da Paz. O livro teria sido escrito pelo apóstolo João e narrava passagens desconhecidas na Bíblia sobre a vida de Jesus Cristo. Ele traduziu o texto e o publicou em quatro volumes. A Igreja sentindo-se traída pelo pesquisador, excomungou-o.

Na foto abaixo se vê o local onde foram encontrados acidentalmente os Manuscritos por um pastor beduino, chamado Muhammad Dib, da tribo dos Tamirés, que saiu à procura de uma cabra desgarrada que tinha desaparecido do seu rebanho e se perdera entre as rochas. Não foi por acaso naturalmente. Ele foi atraído ao local daquele modo e descobriu uma caverna onde começaria todo o achado do grande ‘tesouro’ mantido ali por mais de dois milênios até ser descoberto a meio do século XX.

Em 1880 o reverendo inglês Gideon Ouseley achou um manuscrito chamado O “Evangelho dos Doze Santos” num monastério budista na índia, escrito em aramaico – a língua que Jesus falava – que teria sido levado para o Oriente por essênios refugiados. Nessa versão desconhecida do Novo Testamento se revela mesmo um Jesus que defendia a crença na Reencarnação e era vegetariano, pois condenava o próprio morticínio de animais dizendo o seguinte:

“Vim para abolir as festas sangrentas e os sacrifícios, e se não cessais de sacrificar e comer carne e sangue dos animais, a ira de Deus não terminará de persegui-los, como também perseguiu a vossos antepassados no deserto, que se dedicaram a comer carne e que foram eliminados por epidemias e pestes”. (capítulo 21)

E mais acrescentava:

“Na verdade eu vos digo que aqueles que partilham dos benefícios obtidos praticando actos contra uma das criaturas de Deus não podem ser íntegros, nem podem aqueles cujas mãos estejam manchadas de sangue, ou cujas bocas estejam contaminadas pela carne…” (capítulo 38)

Se afirma nesse mesmo Evangelho que “as aves se reuniam ao seu redor (de Jesus) e lhes davam as boas-vindas com seu canto e outras criaturas vivas se postavam aos seus pés e ele as alimentava com suas mãos”… Talvez todo este conhecimento tenha chegado a Francisco de Assis e o tenha inspirado na sua vida, pois que amava todas as criaturas, tratando todos os animais por irmãos, e também era vegetariano, respeitando a vida de todos os seres da Criação.

Os Essênios acreditavam na santidade e unidade da vida e muitas passagens do evangelho Essênico referem-se à doutrina do amor incondicional a Deus, à Humanidade e a todas as criaturas e seres viventes.

Doutrina
Vestiam-se sempre de branco;
Acreditavam em curas pela mão, milagres físicos e benção com as mãos.
Realizavam curas com ervas medicinais e aplicação de argila;
Aboliam a propriedade privada;
Eram todos vegetarianos;
Alguns mestres não se casavam, todavia o celibato não era obrigatório;
Tomavam banho antes das refeições;
A comida era sujeita a rígidas regras de purificação;
Eram chamados de nazarenos por causa do voto nazarita;
Realizavam o ritual do Batismo nas águas aos iniciados;
Guardavam o Nome de Deus, dito impronunciável pelos Fariseus e Saduceus, o tetragrama sagrado YHWH (pronunciado como Yah ou Jah na tradição Essênia.);
Era costume que os nomes de seus membros tivessem o nome de Deus, ex: Obadias = OvadiYah, Jeremias = YermiYahu, João = Yochanan, ou Josué = Yehoshua;
Acreditavam que a Natureza, os seres humanos e todas as coisas vivas eram o verdadeiro Templo de Deus, pois Ele não habitava em lugares feitos pelas mãos dos homens, mas sim as coisas vivas e que as ofertas a Deus eram o partilhar da comida para com os famintos, sejam homens ou animais.

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Reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, a estudante de Design de Moda pela UCS, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade, história e religião.