Quase certamente não são alienígenas, mas, de novo, a Estrela de Tabby está agindo de forma muita estranha. A estrela, que virou uma obsessão nossa pela primeira vez em 2015 — quando o astrônomo Jason Wright sugeriu que seu estranho comportamento cintilante pudesse ser o resultado de uma megaestrutura alienígena —, está, novamente, cintilando. Mas, diferentemente de falhas estelares anteriores, os astrônomos agora estão preparados para estudá-la no ato.

O mundo foi alertado pela primeira vez sobre a mudança misteriosa na emissão de luz da estrela em um tweet de Wright, na manhã de sexta-feira (19).

(“ALERTA: a estrela de @tsboyajian está diminuindo/Isso não é uma simulação/Twitteiros astronômicos com telescópios nas próximas 48 horas: espectros, por favor!”)

Conforme noticiado pela Popular Science, o Observatório Fairborn, no Arizona, confirmou que a emissão de luz da estrela havia recentemente diminuído em aproximadamente 3%. Assim como em eventos de diminuição de luz anteriores, isso não pode ser facilmente explicado por qualquer comportamento estelar comum. Explicações anteriores para a inconsistência da estrela incluem um enxame de fragmentos cometários, um planeta recentemente aniquilado (para ser sincero, meu irmão, um astrônomo da Universidade de Columbia, é que criou essa) e a favorita de todo fiel: uma megaestrutura alienígena.

A Estrela de Tabby, ou KIC 8462852, como ela foi inicialmente identificada no banco de dados do telescópio espacial Kepler, tem confundido astrônomos desde que sua curva de luz incomum foi observada pela primeira vez por cientistas cidadãos. Ao longo de quatro anos de observações do Kepler, a emissão de luz da estrela intermitentemente sofreu quedas, caindo aproximadamente 20% em uma ocasião. Quanto mais os astrônomos olhavam para a estrela, mais estranhas as coisas ficavam.

Uma análise de antigas placas fotográficas indicou que a emissão de luz da estrela diminuiu impressionantes 19% ao longo do século XX, e uma análise seguinte dos dados do Kepler pareceu confirmar a diminuição a longo prazo. Foi logo decidido que o único jeito de resolver o mistério seria observar a estrela no ato de diminuição, por meio de espectro eletromagnético. Após uma bem-sucedida campanha de crowdfunding pela descobridora da estrela, Tabetha Boyajian, na primavera passada do hemisfério norte, foi exatamente isso que os astrônomos passaram a se preparar para fazer.

Eles não estão desperdiçando tempo algum. Existe atualmente um chamado para que telescópios de todo o mundo, incluindo os de astrônomos amadores, virem seus olhos para a Estrela de Tabby e vejam como sua curva de luz muda durante o evento de diminuição. “Neste momento, estamos organizando vários diferentes telescópios”, Wright disse, em entrevista para o programa SETI, da Universidade da Califórnia em Berkeley, notando que observadores nos dois telescópios Keck no Havaí iriam olhar para a Estrela de Tabby, com, se tudo desse certo, pessoas de vários outros observatórios nos Estados Unidos e no mundo.

Como expliquei anteriormente, os dados do Kepler sobre a Estrela de Tabby consistiam de uma mancha de luz branca. Medições mais precisas em diferentes comprimentos de onda poderiam nos ajudar a focalizar seja qual for o material que esteja obstruindo a estrela. Espectros com alta absorção de comprimentos de onda azuis e ultravioleta, por exemplo, poderiam apontar para uma gigante gota de poeira em torno da estrela, enquanto um excesso de radiação infravermelha pode reforçar a hipótese do cometa.

Mas o que reforçaria a teoria de um grande projeto de construção alienígena? Apenas a mais extraordinária das evidências. Embora, a essa altura, contanto que a estrela continue desafiando explicações naturais, os nerds podem continuar sonhando com isso.

[h/t Popular Science]

Gizmodo

 

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