Em 26 de junho de 1945, na cidade de São Francisco, EUA, representantes de 50 países, assinaram a Carta de São Francisco, criando a ONU, para manter a paz mundial. Essa carta entrou em vigor no dia 24 de outubro do mesmo ano, com o seguinte slogan: Nós, os povos das Nações Unidas, unidos para um mundo melhor. Os propósitos e princípios são:

Manter a paz e a segurança internacionais, tomar, coletivamente, medidas efetivas para evitar ameaças à paz e reprimir atos de agressões ou qualquer outra ruptura da paz. Desenvolver relações amistosas entre as nações, baseadas no respeito ao princípio de igualdade de direitos. Conseguir uma cooperação internacional para resolver os problemas internacionais de caráter econômico, social, cultural ou humanitário, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião. Ser um centro destinado a harmonizar a ação das nações para a consecução desses objetivos comuns.

Hoje, decorridos 72 anos de sua criação, vemos, com tristeza, que não conseguiu cumprir com seu objetivo principal de manter a paz e a segurança no mundo. Aliás, não tivemos um ano sequer sem um conflito em alguma parte do mundo desde a sua criação. Podemos até dizer que a ONU, atualmente, é somente mais uma organização geradora de eventos, reuniões, relatórios, jantares, comemorações fúteis entre seus membros e desperdício de dinheiro. Quando ela pede um cessar fogo, é simplesmente ignorada, como no caso da Síria, os ataques de Israel na Faixa de Gaza e muitos outros. Na verdade, nem seus membros respeitam suas recomendações, pedidos e muito menos os direitos humanos. A ONU tem um Conselho de Segurança expectador de genocídios em várias partes do mundo e muitos países em desenvolvimento a acusam de ser um órgão antidemocrático e dominado pelos países ricos. Além de não fazer nada que vá ao encontro dos objetivos de sua criação, ainda é acusada pela organização britânica Save the Children (Salvem as Crianças), de cometer abusos sexuais contra crianças no Haiti, Costa do Marfim, Sudão e outros países, onde os funcionários da própria ONU estariam cometendo ou acobertando esses crimes. De acordo com o jornal britânico The Guardian, a ONU gastou mais de US$ 500 bilhões desde a sua criação, o que é um absurdo se consideramos os seus resultados.

Resumindo, a ONU é um órgão sem nenhuma força para cumprir seus objetivos e que serve para impor a vontade de alguns membros sobre o resto do mundo, além, é claro, de uma infinidade de relatórios ricamente ilustrados, grandes eventos, homenagens aos seus membros e um enorme desperdício de dinheiro. Se a ONU fosse extinta hoje, provavelmente ninguém realmente preocupado com a humanidade sentiria sua falta; pelo contrário, aplaudiriam e brindariam à sua extinção. Interessante que a própria ONU emitiu um relatório onde apontou que para acabar com a pobreza extrema no mundo, precisaria ser investido US$ 270 bilhões em áreas rurais e urbanas, ou seja, o que ela gastou já daria para acabar com o sofrimento real de grande parte da população. Fechar a ONU e destinar toda a sua arrecadação para o combate à fome seria uma grande vitória da humanidade.

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Célio Pezza é escritor e colunista de diversos jornais e revistas no Brasil. Seus romances misturam ficção com realidade e trazem fortes mensagens por trás de cada história. Seu livro As Sete Portas foi traduzido para o inglês e editado no Canadá, EUA e Inglaterra. Sua mais recente obra, A Tumba do Apóstolo, foi lançada em 2014.