Não queira se “encaixar” num sistema doentio!

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A auto-aceitação é um dos desafios que recebemos na vida. Ou vivemos como pessoas libertas do jugo alheio, ou aceitamos ser manipulados e vivermos afastados ou separados daquilo que sentimos e pensamos.
Quando aceitamos a nós mesmos, eliminamos as amarras de doentia dependência que nos vinculam aos outros, cujos costumes, crenças e valores não são os nossos. E reconhecemos que podemos viver e nos relacionar respeitando o modo de ser deles, da mesma forma que devemos respeitar a nossa individualidade e liberdade de pensamento, sem nenhum receio de discriminação ou isolamento.

Uma das grandes preocupações da maioria pessoas é o que os outros poderão pensar a respeito delas. Fixam seu estado de ânimo na volubilidade das atitudes alheias, ou seja, nas opiniões ou pontos de vista instáveis da coletividade.
O valor e a importância que essas criaturas atribuem a si próprias oscilam de conformidade com o juízo mutável e vacilante das massas, visto que elas se estruturam sobre um padrão de personalidade cíclico – caracterizado por períodos de alegria exagerada e hiperatividade intercalados com outros momentos de depressão, angústia e inércia.
Quanto mais nos preocupamos com a impressão que causamos nos outros, menos descobriremos quem realmente somos. A propósito, o ardor do empenho que fazemos para ser valorizados é proporcional à desvalorização que sentimos por nós.

O que as pessoas pensam de nós é um problemas delas; não podemos nos ver tal como os outros nos veem, pois isso nos levará a viver alienados, ignorando os fatores psicológicos ou sentimentos e emoções que nos fazem agir perante a vida de conformidade com nossos impulsos internos.

Querer parecer impecável diante dos outros é tarefa desgastante e desnecessária. Por mais que nos consumamos energeticamente no esforço de agradá-los, nunca faremos o suficiente para que eles nos vejam melhores ou piores do que realmente somos.

A esfera intelectual explica aquilo que sentimos, todavia ela pode racionalizar os sentimentos, criar álibis e disfarces que nos afastem da nossa vida interior. Tenhamos em mente que não somos o que os outros pensam e, muitas vezes, nem mesmos o que pensamos ser; mas somos, verdadeiramente, o que sentimos. Aliás, os sentimentos revelam nosso desempenho no passado, nossa atuação no presente e nossa potencialidade no futuro.

Os bons dicionários definem reputação como conceito de que goza uma pessoa em seu grupo social. Reputar (do latim reputare) significa computar, contar, achar, julgar, considerar. Ou mesmo, avaliar e ter em conta o “bom nome” de alguém, ou julgar as pessoas como “certas” ou “erradas”.
Devemos dar mais importância e atenção à nossa consciência do que à nossa reputação. A consciência está ligada à soberania da Vida Superior, enquanto a reputação é condicionada ao caráter instável e temperamento vacilante dos seres humanos.

Milhões de criaturas creem em coisas bem diferentes, porque ensinamentos diversos lhes foram transmitidos quando crianças. Coisas dessemelhantes foram ensinadas a crianças budistas, cristãs, xintoístas, muçulmanas e hinduístas. Se essas mesmas crianças forem chinesas, francesas, indianas, russas ou vietnamitas, cada uma delas crescerá com a firme convicção racial religiosa de que estão certas e as outras erradas. Ainda entre as mesmas religiões, há pontos de vistas divergentes sobre tratados teológicos ou doutrinários e, portanto, há dissensões.
A reputação está vinculada à “moral social”, às regras, valores, raça, tradição e costumes de uma era, época ou povo, enquanto a consciência está interligada às leis eternas e naturais de todos os tempos.

Quando as pessoas nos disserem alguma coisa sobre algo ou alguém, deveremos pensar de nós para nós mesmos: Será isso verdade para quem? Que tipo de prova existe? Há elementos mais claros e específicos para estimar este fato? Qual a base referencial que devo adotar para fazer essa avaliação? Será que as pessoas envolvidas crêem apenas por força da religião, tradição autoritarismo ou revelação mística? Há elementos mais objetivos para apreciar essa atitude?

Ao julgarmos algo ou alguém, quase sempre emitimos pareceres ilusórios, não fundamentados em bases, razões e motivos sólidos. Pronunciamos uma centena prematura de condenação ou de absolvição, sem conhecimento prévio de tudo o que vem ocorrendo na intimidade humana.
Não nos damos conta de que um julgamento arbitrário é o “declínio do entendimento”, da empatia, da complacência e da aceitação para com a nossa “diversidade existencial”, bem como a das outras pessoas. O julgamento é o naufrágio da compreensão.

Ao alterarmos a nossa “visão efêmera” para uma “visão de eternidade”, mudamos a concepção de mundo cartesiano e simplista em que vivemos, alterando assim as conclusões equivocadas a respeito das pessoas e da vida. O normal, o anormal, o moral, o imoral, o natural e o não natural são relativos, mesmo quando se trata da configuração ou da aparência externa da matéria.

 

FONTE

About Author

Reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, a estudante de Design de Moda pela UCS, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade, história e religião.